À volta de Nicolás Maduro, quase todos pareciam olhar para o céu. O Presidente da Venezuela já discursava há alguns minutos, perante uma multidão de guardas em formação, por ocasião do 81º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana (GNB). Ao lado, tinha várias patentes militares de topo, entre as quais o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López.

Só a mulher do ditador venezuelano, a deputada Cilia Flores, destoava naquele ambiente militar. Vestida com um conjunto saia-casaco, além de olhar para a frente, parecia sorrir na altura em que o seu marido apelava à “Venezuela honesta, trabalhadora e consciente”, como é habitual nos discursos que vem fazendo.

“Faço um apelo à Venezuela honesta e trabalhadora, à Venezuela consciente: vamos apostar no bem do nosso país. Chegou a hora da recuperação económica. E necessi…”

A meio da frase, ouve-se uma explosão vinda do céu, para o qual todos passam a olhar — e aqueles que o olhavam até agora de forma vazia, como Vladimir Padrino López, passam a fazê-lo em alerta. Depois, Nicolás Maduro desaparece por trás de uma barreira de escudos à prova de bala, que os seus seguranças colocam à sua frente. Ainda tenta continuar o seu discurso. “E necessitamos…”, diz, como se nada se passasse.

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