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PATRICIA AMARAL / OBSERVADOR

PATRICIA AMARAL / OBSERVADOR

Possidónio Cachapa: "Mais um livro para quê? Saem milhares por ano"

"Eu Sou a Árvore" é o novo livro do autor que preza cada vez mais "o tempo e a minúcia" para escrever um romance. Ao Observador fala sobre a ficção, o cinema e o "sonho campestre" de deixar a cidade.

Um dia, à mesa de jantar, o patriarca da família desaba: queixando-se de cansaço começa a chorar, sem conseguir parar. Os filhos, já adultos, olham o pai com surpresa, nunca o tinham visto em pranto. Este é o ponto de partida de Eu Sou a Árvore, o novo romance de Possidónio Cachapa que acaba de chegar às livrarias (ed. Companhia das Letras) e que narra a história de Samuel, um homem urbano que um dia decide partir para o campo, levando a sua família atrás: Jude, a mulher, Laura, a filha mais velha, Esperanto, o filho do meio, e Vitória, a filha mais nova, quase surda, praticamente muda. Enquanto Samuel se entrega à terra a família fica à deriva, num Alentejo que não é o seu e com segredos que Samuel desconhece.

Sete anos depois de O Mundo Branco do Rapaz Coelho e 18 anos depois de Materna Doçura, Possidónio Cachapa regressa assim ao romance depois de ter estado a trabalhar em cinema em “O Adeus à Brisa” (documentário sobre Urbano Tavares Rodrigues) e “O Nylon da Minha Aldeia”. A concluir um doutoramento sobre a adaptação de romances para cinema, o autor tem já um novo romance em mãos e está também a trabalhar na adaptação de Materna Doçura.

possidónio

“Eu Sou a Árvore”, de Possidónio Cachapa; Ed: Companhia das Letras; Preço: 15,90€

Acaba de lançar Eu Sou A Árvore, sete anos depois de O Mundo Branco do Rapaz Coelho. Porquê tanto tempo entre os dois romances?
Divido o meu trabalho entre o cinema e a escrita. Estive três anos mais ligado ao cinema, a fazer filmes, uma tarefa que absorve. Quando isso acabou, abriu-se de novo espaço para a escrita. E apareceu-me este romance. Estive quatro anos a escrevê-lo. Cada vez mais tenho da escrita a noção de que ela precisa de tempo e de minúcia. Cada vez mais a urgência de escrever uma coisa e terminá-la desaparece, até pela profusão de títulos do mercado. Mais um livro para quê? Saem milhares por ano. Não há razão nenhuma para eu me apressar. Mas tem que ver, sobretudo, com essa ideia de minúcia e de tempo para pensar e deixar o livro manifestar-se devagar. Neste caso, pelo próprio tema do livro, ligado ao ritmo da natureza, que é mais lento: semeia-se, espera-se que brote, cresça…

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Estes anos foram um tempo de poda ou o romance foi sempre crescendo?
Foi crescendo. Não tenho uma estrutura nem uma história que vá preenchendo. Seria muito aborrecido para mim. Tenho uma imagem, normalmente uma personagem, e vou deixando que a história, e aquilo que tenho para dizer, vá aparecendo devagar. Nunca sei para onde o romance vai e muito menos como acaba. O final dos romances aparece-me mesmo já no fim da escrita. Há um dia em que digo: ah, afinal acaba assim. Estou sempre atento ao que aparece e vou registando, trabalhando, escavando, bordando. Devagar.

Qual foi a primeira imagem que surgiu?
A personagem principal, o Samuel. A primeira cena do livro foi a primeira que me apareceu. Tenho a figura de um homem, um patriarca, rodeado de toda a família, um homem inabalável e que, de repente, perante toda a sua família, soçobra, desata em pranto. Nunca ninguém o tinha visto em pranto, ninguém tinha visto este homem, que é como uma árvore, enraizado no terreno, a sustentar tudo, fragilizar-se. E de repente fraquejou. O que fiz a seguir foi tentar perceber por que se foi este homem abaixo. Fui encontrando as pistas e, daí, passei para o livro como ele arranca: para a imagem dos filhos e para a imagem da filha, que se lembra de um outro rapaz e de um acontecimento nas dunas, que eu não sabia o que era. E segui-os.

Samuel é como uma árvore de cujo tronco brotam vários ramos. Esta é não só a sua história como a história da sua família.
Acho que é a história de um homem e da sua vontade de se encontrar com aquilo que ele pressente ser o seu lugar no mundo. E o seu lugar no mundo é na terra. Não é no meio urbano em que ele nasce. Há qualquer coisa nele que não encaixa ali. Quando encontra a terra ele sabe que está no seu lugar. E a família tem que se acomodar a isso. É um livro sobre a terra, sobre o homem e a terra. A família está lá, eu conto a sua história, mas não é sobre isso.

Mas a sua mulher e os seus filhos não são, de todo, personagens secundarias, acessórias.
Não, porque elas vivem. Quando penso o livro globalmente Samuel é o eixo, a ligação dele com a terra é o centro do livro. Mas cada uma das personagens tem a mesma força e, para mim, a mesma importância. Tenho muita ligação com as personagens, nenhuma é, para mim, mais importante que outra. Porque todas são pessoas, todas têm existência, todas nascem, nós percebemos porque é que elas fazem o que fazem. Os pais esperam que os filhos sejam algo mas, independentemente das nossas expectativas, eles são aquilo que têm que ser. É como se Samuel tivesse lançado à terra um punhado de sementes que cresceram e são plantas diferentes das que ele julgava ter semeado. Ele achava que tinha semeado sementes iguais a ele próprio. Mas não. Toda a rebelião que surge vem nessa sequência.

Diz que todas as personagens têm para si a mesma importância. Não há nenhuma a que se tenha afeiçoado de forma particular?
Não. O que tem muito a ver com a forma como vejo o mundo, já não como escritor, mas como pessoa. Vejo as pessoas todas como se cada uma tivesse uma espécie de potencial infinito. É como olhar uma poça de água quando vamos à praia, tem anémonas, plantas, pedras. Tudo me interessa, acho que a anémona, a pedra e a planta têm a mesma importância.

Não se interessa então mais pelo destino de uma personagem do que doutra?
Não, porque é o destino dela. E eu não interfiro no seu destino, sou meramente contemplativo. Dou voz ao destino das personagens mas não interfiro. Aliás, acho que seria uma traição imensa à escrita, essa coisa de achar que se controla. Não tenho, nem na escrita nem na vida, a pretensão de alterar o destino de alguém. Nem das personagens criadas por mim.

"Cada vez mais tenho da escrita a noção de que ela precisa de tempo e de minúcia. Cada vez mais a urgência de escrever uma coisa e terminá-la desaparece, até pela profusão de títulos do mercado. Mais um título para quê? Saem milhares de livros por ano." 

Há uma tragédia no início do livro, que vai alterar a vida das personagens.
Aquilo que me interessou foi que essa tragédia se mantivesse oculta dos olhos da personagem principal durante todo o tempo. Os filhos viveram com o pai uma vida inteira com um segredo fortíssimo sem que ele o chegue alguma vez a saber. Nós não sabemos muitas coisas. Achamos que conhecemos as pessoas mas elas guardam segredos. E têm direito de os guardar. É o seu domínio, aquilo que diferencia a árvore da floresta. Conheço genericamente a floresta toda mas não conheço inteiramente cada árvore porque me é impossível. Teria que a ver por dentro.

Samuel nunca diz aos filhos que os ama. E eles não o sabem.
Há pessoas que passam uma vida inteira ao lado de outras sem nunca dizerem que gostam delas. É muito comum. Acham que elas sabem. Não, não sabem. Tenho leitores a escreverem-me a dizerem-me: amava profundamente o meu pai, sei que ele tinha o mesmo sentimento por mim mas não o conseguia manifestar. Samuel nem percebe como os filhos não sabem que ele os ama. Para ele é óbvio. E a razão pela qual eles não o percebem é porque ele não o manifestou. Estava tão obcecado com a terra e com a sua ligação à terra que acaba por passar a imagem aos filhos que a terra é tudo. O que os exclui. E magoa. Ele acha que a família está feliz. Só que não olha. Porque a terra come tudo.

O que o interessou nessa ligação entre o homem e a terra?
Acho que tem a ver com as minhas raízes. Nasci em Évora, a minha família era das aldeias em volta.

Évora é uma cidade, tem uma realidade urbana…
Não era o meu caso. Apesar de ter estudado em Évora até à adolescência a minha realidade nunca foi urbana, a minha família vinha do campo. Embora os meus pais trabalhassem na cidade os meus avós eram do campo, os meus primos eram do campo. Estive muito próximo dessa realidade rural. Cresci num bairro de Évora que é a última fronteira com o campo. Havia o campo, havia este bairro e depois começava a cidade. Isso vê-se muito no meu trabalho. Estou sempre na fronteira entre o campo e a cidade, nunca estou num lado nem noutro. Isto é uma reflexão sobre isso. A maior parte do cante alentejano fala sobre a terra. No livro cito uns versos em que a pessoa diz que um dia vai pagar a divida à terra, que está à espera. Essa ligação é muito profunda no Alentejo, pelo menos o dessa época, nos anos 60, 70, 80. As pessoas estavam ligadas ao solo. Como se fosse algo magnético.

Já plantou alguma coisa?
Já plantei muita coisa. Aliás, já tive o meu monte no Alentejo, o meu sonho campestre. Sei o que é a deslocação, o contacto com a terra, o que é andar com uma enxada, meter as mãos na terra, sei a ligação, a energia que se sente quando se faz isso.

Também, como Samuel, se sentiu absorvido pela terra?
Sim, o que é curioso. Costumo pensar em mim como marítimo, como ligado ao mar. O meu nome vem de Poseidon, sempre me senti mais próximo do mar. Mas há uma parte de mim que está ligada à terra. Acho que essa ligação tem vindo a crescer com o tempo, cada vez me sinto mais próximo da natureza telúrica. Acho que me estou a afastar do mar, que era a minha segunda natureza, para me aproximar mais das árvores, plantas, coisas que nascem. Se calhar estou a regressar.

Não tem vontade de voltar à vida rural?
À vida rural não mas à ideia de plantar coisas sim mas não na mesma escala. O meu sonho, na verdade, que não sei se algum dia se vai concretizar, é mais uma casa como há na Grécia, em que se tem o mar à frente e um jardim atrás.

escritor, sou uma arvore, cultura, livro, 2016, Rita Freire,

Este é, também, um romance de amor. Há sempre na sua escrita essa vontade de por as pessoas a expressar o amor?
Claro que há. Tudo o que escrevi é sobre isso, desde o meu primeiro romance. Quando escrevo Materna Doçura já é isso: o amor materno, perceber o que liga esses dois seres até ao fim da vida. Apaixonamo-nos e desapaixonamo-nos, gostamos de uma pessoa e deixamos de gostar, ela adora-nos e amanhã já nos detesta… Mas o amor materno e paterno, mesmo que não se queira, não desaparece. Isso interessa-me. E interessa-me a ideia de que está tudo povoado de amor, no sentido lato do termo. Acho que somos feitos disso. Mesmo quando o negamos, mesmo quando vivemos sem ele, vivemos sempre em relação com ele. Mesmo que seja por oposição vivemos em relação ao amor. É impossível viver sem ele. E ele manifesta-se de muitas maneiras.

Com muito sofrimento também.
Já o Camões falou sobre isso. Não há nada na existência que não tenha reverso. Se há coroa, há cara. Se há o topo da árvore, há a raiz. O amor é a mesma coisa. O amor é aceitar o que ele nos traz de conforto, de alegria e de felicidade, mas também aceitar o outro lado. O sofrimento não é a negação do amor. É só o outro lado.

Apesar desse sofrimento há aqui uma redenção para todas as personagens, nenhuma tem um destino apenas trágico. Mesmo Vitória tem 15 dias felizes.
Acho que isso acontece com toda a gente. Se calhar sou eu, que tenho compaixão pelas personagens e gosto de as redimir. Mas acho que quando olhamos a vida das pessoas em detalhe vemos que há sempre um momento em que a coisa foi boa. É o principio clássico da tragédia: há uma desgraça que serve para sublimar qualquer coisa. Mas basta olhar para a vida das pessoas para perceber que mesmo na desgraça há coisas boas. Pessoas que têm doenças graves, a coisa é terrível, mas lembram-se de encontrar pessoas nos hospitais boas para elas. Sou muito português, em muito sentidos, e também no da tragédia e do drama, gosto disso, mas, ao contrário de outros, não gosto de ficar no fundo. Gosto de ir ao fundo da caverna e depois vir para cima, para a luz. Vou ao fundo tanto quanto seja necessário mas gosto mais da luz.

Faz também um retrato de Portugal nas últimas décadas. Foi intencional ou inevitável?
Era inevitável. Se mergulhamos em Portugal temos que mergulhar naquilo que ele é. Se mergulhamos historicamente, temos que ir aos vários lados da questão. Se estou a falar dos anos 70 tenho que falar dos calções de banho ou biquinis que se usavam mas também tenho de falar das coisas de que as pessoas gostavam naquela altura. As personagens vão de férias para o que imaginamos ser Sesimbra e vão a Setúbal ao supermercado, todas contentes, porque foram, era o luxo. Isso é, ou era, Portugal.

De repente surge uma personagem, Casaca, um antigo PIDE, torturador, assassino até, que agora está reformado e a banhos.
Surge nos anos 80, já não está em atividade mas solto, livre e com uma reforma. Isso interessou-me, acho que não está contado. Estas pessoas, só porque a situação política mudou e deixaram de ter um poder imediato, não mudaram, continuam a pensar como pensavam – debaixo de uma pressão que não tinham.

Há um retrato de uma classe média baixa, com sonhos e mentalidades pequenas…
E pequenas maldades. Gosto de explorar a pequena maldade. A mãe do Samuel parece de cera, que não faz nada, mas depois para estragar a vida à namorada do filho dá-lhe um pêssego a desfazer-se porque sabe que ela se vai atrapalhar a comê-lo num momento em que não pode ficar embaraçada. E é assim que ela expressa a sua maldade. Gosto disso.

Esta família é de alguma forma a sua família?
Não. E se fosse não me interessava. Não me interessa contar as histórias que já vivi. Agora, tudo o que lá está de alguma forma eu vi. É isso que nós, escritores, fazemos. Pegamos em coisas vistas, avistadas, e fazemos um novo puzzle. Não é consciente. Mas é por isso que faz sentido.

"Se mergulhamos historicamente, temos que ir aos vários lados da questão. Se estou a falar dos anos 70 tenho que falar dos calções de banho ou biquinis que se usavam mas também tenho de falar das coisas de que as pessoas gostavam naquela altura. As personagens vão de férias para o que imaginamos ser Sesimbra e vão a Setúbal ao supermercado, todas contentes, porque foram, era o luxo. Isso é, ou era, Portugal."

Surpreende-se ao ler o que escreveu?
Sempre. Nem sempre de forma agradável. Aquele que está agora aqui a falar, consciente daquilo que está a dizer, não é o mesmo que escreve. Nem pode ser. Tem que ver com o ato de relaxar, de abrir o acesso ao inconsciente. A escrita que a mim me interessa é a que vem do inconsciente. Para isso não se pode estar numa posição crítica nem de domínio. Tens que te deixar ir. Quase como se fosse escrita automática. Depois corrige-se, trabalha-se a forma, volta-se atrás. Mas é depois. Não é durante o processo. Durante o processo não precisamos de ter um polícia à porta. Depois logo o vamos buscar.

Que Alentejo é este que retrata? O seu?
É o Alentejo do Samuel. Ou seja, de alguém que sente a absoluta necessidade de ir para lá, com a sua condição urbana, e que luta contra essa condição, até que ela pareça desaparecer.

Quantos anos viveu no Alentejo?
O Alentejo nunca sai de mim. Vivi até aos 15 e depois fui para os Açores, que vieram dar resposta àquele meu lado mais ligado ao mar. Depois fui para a Suíça e, quando volto da Suíça, compro o meu monte no Alentejo. Era o meu sonho campestre, quase como casa de férias. Fiquei lá alguns anos. Depois vim para Lisboa, onde, de alguma maneira, já estava com um pé, porque estava a estudar cinema. Voltei para Portugal não para escrever romances mas para fazer cinema. Mas depois tenho o azar de lançar Nylon da Minha Aldeia e, a seguir, tenho o azar maior de lançar Materna Doçura e nunca mais me deixaram fazer cinema. Foi uma trabalheira voltar a fazer cinema.

Porquê?
Porque o país é pequeno e não é muito flexível em relação a vocações múltiplas. Quando demonstras qualidade numa área, reconhecem-te essa qualidade. Mas já estás na caixinha. Não venhas dizer que queres fazer cinema porque os do cinema vão dizer: ah, mas tu és escritor. Demorou para que o meio do cinema aceitasse esta minha passagem de escritor para realizador. Hoje sou aceite nos dois lados. Mas demorou. Foi complicado. Escrevi um livro infantil, que está publicado na Caminho e se chama Quero ir à Praia. Quando o escrevi, a Caminho convidou-me para estar na parte infantil da Feira do Livro. Lembro-me da reação de uma escritora, cujo nome não vou dizer, até porque gosto dela: ‘o que é que você está aqui a fazer? Não tem nada que estar aqui. Você é dos adultos, vá para os adultos’. Cada macaco no seu galho. Acontece que sou alérgico a caixas. Está-me na natureza não ter respeito por elas. Tem que ver com a ideia da efemeridade da vida, isto passa muito depressa, não tenho tempo para estar na gaveta.

Já levou à tela Nylon da Minha Aldeia. Gostava de passar também este para o cinema?
Não. Quando eu escrevo um livro, ele é um livro. Mas a experiência que tenho é que passado alguns anos começo a ter essa vontade. Isso aconteceu com o Nylon da Minha Aldeia e vai acontecer agora com o Materna Doçura, que já tem o argumento escrito e está a concurso para as longas-metragens.

O argumento foi escrito por si?
Sim.

Vai realizar?
Sim. Demorei alguns anos a ganhar coragem. Agora acho que já sou capaz. Está na fase de concurso. Se não for neste, será no próximo. É muito caro. É passado em Portugal e França, tem muitas personagens. Precisa de apoio.

Vão ser precisos novamente vários anos para um novo romance?
Normalmente precisaria de muito tempo. Acontece que ando a escrever um romance há dez anos. Em vez de o concluir meti-me neste. Mas já decidi que, mesmo que me apareça outra história, o vou concluir, ainda por cima está bastante avançado. Por isso, é possível que não demore muito tempo. Mas agora este Eu Sou a Árvore tem que seguir a sua vida. Deu muito trabalho, precisa de ser celebrado durante muito tempo.

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