Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O cenário é negro e reporta a 2018, antes de a pandemia mudar a realidade das escolas: em Portugal, quase 70% dos alunos com 15 anos frequentam estabelecimentos de ensino onde não há número suficiente de funcionários. Para além disso, em mais de metade das escolas, os auxiliares que existem têm formação insuficiente. Os números soam ainda pior quando comparados com os restantes países analisados no relatório da OCDE “Políticas Eficazes, Escolas de Sucesso”— só Marrocos tem maior percentagem de alunos em escolas com recursos insuficientes. E nenhum país supera Portugal quando se fala de falta de qualificação dos assistentes operacionais.

Estas são algumas das conclusões do quinto volume do PISA, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos da OCDE, que é feito de três em três anos aos alunos de 15 anos. Os indicadores em causa surgem quando se pergunta aos diretores se a capacidade de garantir a aprendizagem nas suas escolas é prejudicada por fatores como a falta de pessoal docente e não docente ou a qualificação (e adequação) de uns e de outros.

Há vários anos que os diretores de escolas pedem o reforço do número de assistentes operacionais, situação agravada em contexto de pandemia, já que o alargamento do horário escolar e a limpeza dos espaços, para evitar a propagação do novo coronavírus, exige ainda mais funcionários do que o habitual.

Diretores escolares pedem reforço de assistentes operacionais

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.