Reportagem. Depois do ciclone, a cólera ameaça no silêncio das ruas da Beira /premium

02 Abril 2019198

O ciclone passou, mas ficaram as doenças. A cólera já matou duas pessoas e há mais de mil infetados. As ONG estão a chegar, mas o desespero mantém-se: "Estamos em apuros". Reportagem em Moçambique.

Enviados especiais à Beira, Moçambique

“Helicóptero! Helicóptero! Helicóptero!”

Pelas ruas do bairro do Macurungo, na Beira, pouco ou nada se ouve. Nalgumas partes, ouvem-se as mulheres que cortam com catanas as árvores que caíram com o ciclone ou o raspar da colher de obras que os homens, equilibrados nos topos das casas, usam para cimentar os telhados que reparam.

Fora isso, silêncio.

Até que, lá ao fundo e bem alto, surge um helicóptero. De um salto, as mais de dez crianças que se sentam em frente a uma das casas da Rua 1 põem-se de pé e ajudam a romper ainda mais o silêncio vagaroso desta tarde. Vendo que algo voa lá para o fundo, uns começam a gritar: “Avião! Avião! Avião!”. Mas, alertados por um amigo que está ao lado, mudam a cantiga e acertam: “Helicóptero! Helicóptero! Helicóptero!”.

João Calicola, de 49 anos, vê tudo isto e ri-se. “É helicóptero, é…!”, confirma aos miúdos, bem-disposto. Até que, repara, três deles continuam a gritar para os céus enquanto se sentam com os pés pendurados por cima de uma fossa séptica.

“Vocês não sabem que não podem brincar aí? Isso está cheio de porcaria, têm de ter cuidado”, ralha-lhes, interrompendo, de súbito, os gritos pelo helicóptero. As crianças olham-no de volta com um ar confuso e não obedecem quando ele lhes diz para saírem dali. O adulto torna a insistir, mas sem resultado — tanto que desiste e avança. “Da maneira como isto está, também já devemos é estar todos cheios de doenças”, atira.

João Calicola avança pela Rua 1 em passo lento, entre a casa que tinha e a casa que vai passar a ter. Ao longo da rua, ora pela esquerda, ora pela direita, são muitas as manilhas de esgoto que obrigam os carros que ali passam a desviarem-se. A entrada redonda de cada uma delas está aberta, exposta a tudo e todos. Dentro de algumas, por entre dejetos e lixo, é possível ouvir o coaxar de rãs. “Isto é tudo esgoto e vai desaguar tudo ali à praia”, aponta, como se o dedo conseguisse esticar-se os quatro quilómetros que levam até às ondas. “É um perigo.”

Na rua 1 do bairro de Macurungo existe ainda um amontoado de árvores caídas devido aos ventos fortes provocados pelo ciclone (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)

Na noite do ciclone, a 14 de março, estava na sala da casa que tinha quando o teto falso caiu, em cima dele e das filhas. Fora de portas, mas ainda fazendo parte da sua casa, a cozinha e a casa de banho ficaram totalmente inutilizáveis: o vento levantou-lhes o teto e destruiu tudo o que estava lá dentro.

“Vou demorar mais de um ano a reconstruir aquilo tudo, isso é certo”, diz. “Não há materiais nem dinheiro, portanto temos de ir com calma.” Enquanto a construção não é terminada, João Calicola, que é técnico na Direção Provincial de Indústria e Comércio, vai arrendar uma outra casa que, apesar de estar inteira — as chapas de zinco do telhado voaram com o ciclone, mas o proprietário já tratou de substituí-las —, está longe de ser ideal.

João Calicola, de 49 anos, conta que na noite do ciclone, a 14 de março, estava na sala da casa que tinha quando o teto falso caiu, em cima dele e das filhas (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)

A razão? O lixo que toda a vizinhança ali vai deixando, esperando dias pela recolha municipal. Amontoado debaixo do sol em torno de um contentor que já há muito deve estar cheio, o lixo chega a entrar em auto-combustão, levantando espirais fumegantes. Esse fumo ora vai para cima da casa temporária de João Calicola, ora vai para a casa de Angelina e Luís Fernando, mãe e filho, os dois desempregados.

Durante o ciclone, esta outra família fechou-se toda em casa, com medo do vento e da chuva que lhes destruíram totalmente uma garagem e ainda danificaram o teto da sala. Agora, ainda continuam lá fechados a maior parte do tempo, mas com um novo receio.

Amontoado debaixo do sol em torno de um contentor que já há muito deve estar cheio, o lixo chega a entrar em auto-combustão, levantando espirais fumegantes (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)

“Nós temos o lixo a soprar aqui para cima de nós e isso pode trazer doenças como a cólera”, diz o filho, recém-licenciado em economia agrícola. “Há moscas por todo o lado e nós temos medo que elas tragam doenças para nós.” Ao lado, a mãe descreve como tem passados os últimos dias: “Passo o tempo de Baygon [spray contra insetos voadores] na mão, sempre a atirar nas moscas”.

Depois do ciclone Idai, que matou pelo menos 598 pessoas, as doenças são um mal maior que ameaça ficar na região central de Moçambique nos próximos tempos. Entre todas, a cólera é a que mais preocupa. Ao contrário do que Luís Fernando e muitos outros habitantes do bairro de Macurungo acreditam, esta doença não se transmite pelo ar. A transmissão de cólera acontece pelo contacto direto de matéria fecal ou os seus micróbios com a boca ou, mais comum, pela ingestão de água ou de alimentos contaminados.

Ao virar da esquina da casa dos Fernando está uma das bancas do curandeiro Carlos Gaspar Correia. Aos 56 anos, é conhecido por todo o bairro pelas suas curas à base de ervas e plantas. “Tratamos de tudo um pouco”, diz, encostado à banca, que hoje aluga a um outro comerciante, mas ainda está pintada com anúncios às suas soluções milagrosas.

A lista de tratamentos sai-lhe devagar, ao jeito da memória: “Tratamos de manchas, borbulhas, acne… Temos alguns chás que reduzem o açúcar no sangue… Temos um produto para tratar a mordida da cobra… Temos também mange, que tiramos da mangueira, que usamos como princípio ativo contra o colesterol… Erva cidreira para a tosse e gripes…”. E, como se pode ler num pequeno cartaz dentro da sua banca, também a falta libido é por ele tratada, com um remédio a que chama de “gora zololó”. Recomenda-se “meia colherzinha” dissolvida numa chávena, para tomar “quatro horas antes da ação”.

Carlos Gaspar Correia de 56 anos, é conhecido por todo o bairro pelas suas curas à base de ervas e plantas. (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)

E a cólera? Perguntamos-lhes o que é que faz quando suspeita que um doente tem essa doença, cujo primeiro sintoma costuma ser a diarreia. “A cólera é com o governo, não é connosco. Estamos obrigados a isso. Sempre que temos um caso, mandamos diretamente para a medicina moderna”, diz, com um ar mais rígido do que aquele que tinha quando ainda, pouco antes, nos descrevia os males de que efetivamente trata. “A cólera é assunto sério.”

Logo do outro lado da rua, depois da casa da família Fernando e passando ao lado do lixo que fumega em redor, está o Centro de Saúde Urbano de Macurungo — ou, melhor dito, o que resta dele. Dos dois edifícios que compõem aquele complexo, foi o da maternidade que mais sofreu estragos. Para colmatar a devastação daquele centro pintado de verde, juntaram-se, nos últimos dias, várias ONG estrangeiras — com destaque para uma de Portugal.

“Vão artigos novos, vão infraestruturas novas, vão equipamentos preparados para uma catástrofe. Isto é o melhor que existe, é o melhor que temos em Portugal e que pusemos a serviço de Moçambique. E não trazemos nada de volta connosco, fica lá todo o equipamento."
Francisco George, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa

Trata-se do hospital de campanha da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), montado pouco mais de uma semana após a tragédia, quando ali chegou a primeira missão de apoio daquela ONG sediada em Lisboa. Nessa ocasião, foram transportados para a Beira meios e profissionais, com a missão de montarem uma estrutura capaz de fazer pequenas cirurgias e atender as questões de saúde pública.

Uma semana depois, a 30 de março, partiu um novo avião, novamente carregado com fármacos e com profissionais de saúde a bordo, mas também com outras duas novidades. Primeiro, uma tenda insuflável de grandes dimensões que serve como maternidade. Depois, vários kits de de parto, que incluem tecidos descartáveis, uma tesoura para cortar o cordão umbilical e uma pinça para atá-lo, uma viseira para quem fizer o parto e uma linha de sutura. Tudo esterilizado. Os kits são tantos que, na CVP, ninguém garante quantos foram levados para Moçambique — apenas que foram transportadas 1,5 toneladas deles, todos carregados para um avião por uma equipa de 70 voluntários.

“Nas próximas semanas esperamos que haja 45 mil partos”, disse Francisco George, presidente da CVP antes de embarcar para a Beira. “A seguir a esta situação, muitas mulheres ficam a sofrer com stresse pós-traumático e isso leva a que as grávidas tenham muitas vezes partos prematuros”, acrescenta a enfermeira obstetra Maria de Jesus Maceiras, professora na Escola Superior de Saúde da CVP. Tem experiência de trabalho em Timor, país por onde passou intermitentemente entre 2008 e 2016 para dar formação a parteiras. É isso que vai voltar a fazer, agora na Beira, desta vez com as seis profissionais que já trabalhavam no Centro de Saúde Urbano de Macurungo antes do ciclone Idai.

Elementos da Cruz Vermelha Portuguesa e dos Médicos do Mundo encheram até onde conseguiram o avião que transportou material médico até à Beira (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)

Para já, não há pediatras nem incubadoras — e basta andar um pouco pelo centro de saúde para perceber que o teto voou em várias partes e que aquilo que ficou no chão não está em melhor estado. “Estamos mesmo a começar”, reconhece Maria de Jesus Maceiras. O objetivo, porém, é que, com os quase 2 milhões de euros angariados pela CVP ao longo das últimas semanas, aquele centro de saúde seja reconstruido. “Vão artigos novos, vão infraestruturas novas, vão equipamentos preparados para uma catástrofe. Isto é o melhor que existe, é o melhor que temos em Portugal e que pusemos a serviço de Moçambique. E não trazemos nada de volta connosco, fica lá todo o equipamento”, sublinhou Francisco George, poucas horas antes da partida do avião.

“O desafio vai ser manter este trabalho num país tão massacrado, tão fustigado. Nunca nos podemos esquecer de que a vida aqui já era muito difícil antes do ciclone. Com o ciclone… ufff.”
José Vallejo, médico dos Médicos Sem Fronteiras

Do outro lado do hospital de campanha da CVP, está o dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), concentrado em combater a cólera. José Vallejo, médico espanhol, é o responsável por aquela iniciativa. “Estamos numa cidade muito grande, com uma aglomeração muito elevada da população, e isso leva a que a cólera seja especialmente endémica aqui“, diz. Naquelas tendas, há capacidade para internar quase 100 pessoas.

Entre 26 de março, dia em que a missão dos MSF ali começou, até esta segunda-feira, foram identificados “mais ou menos 100 casos” — tudo isto quando, de acordo com o governo moçambicano, já houve pelo menos 1.052 casos de cólera diagnosticada. Até agora, todos se curaram, com duas exceções: “Houve uma mulher que chegou cá já morta”, lamenta José Vallejo, que falou ao Observador um dia antes da notícia que apontou para uma segunda morte por cólera. “Mas esta é uma doença que, apesar de mortífera, tem uma taxa de mortalidade muito baixa”, garante. Segundo o médico espanhol, bastam 48 a 72 horas de internamento para um doente ficar curado.

José Vallejo, dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), é o responsável pelo campo que está responsável por combater a cólera (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)

O problema, explica, é a facilidade com que muitos podem ficar doentes. “Temos pela frente um trabalho de mudança de comportamentos muito grande”, diz. “De certa forma, estes momentos até são bons porque as pessoas ficam mais alerta para as doenças. Mas, quando não sabem exatamente o que fazer e, mesmo sabendo, não têm os meios, tudo fica mais complicado.”

Esta terça-feira, estava prevista a chegada de 900 mil doses individuais de vacina oral contra a cólera, através da Organização Mundial de Saúde e em parceria com a MSF. “O desafio vai ser manter este trabalho num país tão massacrado, tão fustigado”, José Vallejo. “Nunca nos podemos esquecer de que a vida aqui já era muito difícil antes do ciclone. Com o ciclone… ufff”, suspira o médico espanhol, à falta de palavras.

“As coisas podem ainda piorar muito”

Também a António Santos as palavras custam a sair para explicar o que aconteceu à casa onde ele, homem de família aos 30 anos, vive com a mulher, a mãe e cinco irmãs. Aquela era uma das casas mais altas perto de um dos mercados de rua do bairro do Macurungo. Ali, vendedoras deitadas em esteira procuram despachar os produtos nas suas bancas. Entre vegetais, legumes e peixe frito, não há nenhum produto por onde as moscas não estejam.

Na entrada do que era a casa de António Santos, há um pequeno pátio. É lá que ele está sentado, numa cadeira de plástico. Tem o olhar vazio, tal como a mãe, que está deitada no chão de cimento. A menos de três metros da sua cabeça, que segura com a mão, está um alguidar com água fétida, à volta do qual também voam dezenas de moscas.

António Santos, acompanhado pela mãe, no quarto onde as cinco irmãs dormem depois de terem perdido a casa devido ao ciclone (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)

António Santos não sabe bem por onde começar. “Estamos aqui em apuros”, diz. Durante o ciclone, grande parte da casa ruiu por completo. Onde eram três quartos e a sala, foi tudo abaixo. Agora, apenas sobram escombros — as chapas do telhado pouco duraram, porque rapidamente alguém se apressou a roubá-las.

A sua vontade é a de continuar a reconstruir a casa e é isso que tem feito como pode. Mas, quando ali chegamos, já se tinham acabado os poucos blocos de cimento que conseguiu comprar para voltar a erguer paredes. “Cada bloco custava 18 meticais [25 cêntimos de euro] antes do ciclone e agora já vai nos 26 [36 cêntimos de euro]”, diz. “E isto foi no outro dia, agora de certeza que já é mais caro.”

Desta casa, sobraram apenas duas divisões: uma arrecadação e, do outro lado do pátio, uma cozinha, que tem um pequeno quarto ao fundo. Tudo somado, não chega a passar dos 20 metros quadrados. António dorme na arrecadação com a mulher, ao passo que as suas cinco irmãs, a maioria adolescentes e adultas, dormem no anexo da cozinha, amontoadas num único colchão de casal. A mãe fica na divisão ao lado. Estica uma esteira ao lado do fogão e ali se deita.

“Nós estamos aqui em apuros, estamos enlatados. É como se estivéssemos embalsamados.”
António Santos, 30 anos

Para irem à casa de banho, pedem permissão aos vizinhos que tiveram menos azar e cujas casas se aguentaram. E, para beber água, recorrem aos métodos de sempre. “Fervemos a água a carvão ou usamos a ‘certeza’”, diz, referindo-se às pastilhas que devem ser colocadas na água para que esta fique potável. “Mas as ‘certezas’ já estão a acabar. No outro dia saí para comprar e já não encontrei. Também temos dificuldade em comprar carvão, por falta de dinheiro. E depois subiram o preço da água. Já está no dobro”, assegura.

Numa casa de sete pessoas, onde nenhuma consegue emprego, António preocupa-se agora com o que vem a seguir. “As coisas podem ainda piorar muito” diz. Perguntamos-lhes se é das doenças que fala. “Tudo, tudo. Nós temos de rir para não chorar, mas agora ficou mais difícil. Não temos nada para nos defender, as doenças podem entrar e nunca mais sair”, lamenta. “Nós estamos aqui em apuros, estamos enlatados. É como se estivéssemos embalsamados.”

O Observador viajou para Moçambique a convite da Sociedade Francisco Manuel dos Santos que apoiou a viagem desta segunda missão da Cruz Vermelha Portuguesa.

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