Três anos depois da peça de teatro Variações, de António, com texto e encenação de Vicente Alves do Ó, Sérgio Praia volta a dar vida ao cantor, mas desta vez no cinema. O filme chama-se “Variações”, é realizado por João Maia e tem estreia marcada para quinta-feira, dia 22, em 60 salas portuguesas.

Dada a popularidade da personagem e a expectativa criada ao longo de meses com excertos na Internet e frequentes notícias sobre a rodagem, talvez seja um dos filmes portugueses mais aguardados dos últimos anos. Segundo Sérgio Praia, em entrevista ao Observador, “Variações” não quer sublinhar a excentricidade ou a dimensão lendária do artista, antes procura apresentá-lo nos últimos anos de vida como uma pessoa comum que teve a coragem de lutar pelo sonho de ser cantor.

António Variações, nome artístico de António Joaquim Rodrigues Ribeiro (1944-1984), nasceu no distrito de Braga e aos 14 anos estabeleceu-se em Lisboa, tendo trabalhado muitos anos como cabeleireiro (ou barbeiro, assim preferia dizer). Teve uma carreira musical muito breve, com apenas dois álbuns gravados, Anjo da Guarda, de 1983, e Dar & Receber, de 1984. Ao longo das décadas a sua imagem pública foi sendo reavaliada, primeiro como exemplo de liberdade individual, depois como pioneiro da música pop portuguesa e, mais recentemente, como ícone gay. Mas terá conhecido, no fim da década de 70, as maiores dificuldades para conseguir um contrato discográfico que lhe permitisse iniciar uma carreira.

O filme reconstitui essa fase e destaca pessoas e circunstâncias ainda pouco conhecidas. A produção é de Fernando Vendrell e nos papéis principais incluem-se Filipe Duarte, Victoria Guerra, Augusto Madeira e Teresa Madruga, além de uma participação especial de José Raposo.

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