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▲Portugal apurou-se pela primeira vez para três Mundiais de forma consecutiva

AFP via Getty Images

▲Portugal apurou-se pela primeira vez para três Mundiais de forma consecutiva

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Uma casa feita, renovada e em busca dos quartos: como a versão 2.0 dos Heróis do Mar chega a mais um Mundial

Já é habitual ver Portugal em fases finais, o que se traduz noutra responsabilidade. Heróis do Mar querem "ganhar todos os jogos" e chegar aos quartos, meta "muito difícil". Mundial começa esta terça.

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Dois anos depois, as emoções da principal prova de andebol estão de regresso. A partir desta terça-feira e, durante os próximos 19 dias, os melhores atletas do planeta desfilarão pelas principais arenas de Croácia, Dinamarca e Noruega. É precisamente em solo dinamarquês que mora o atual campeão em título e aquele que procura chegar a um feito sem precedentes: vencer o Campeonato do Mundo pela quarta vez consecutiva. Até à final de 2 de fevereiro, em Baerum, na Noruega, há uma acérrima luta entre as 32 melhores seleções. Ao todo, o Mundial-2025 conta com 108 jogos e espaço para apenas um vencedor.

Como não podia deixar de ser, os Heróis do Mar estão presentes nesta competição, ficando alojados em Oslo na primeira fase da competição, já que disputam o Grupo E, que decorre em Baerum, com Noruega, Brasil e Estados Unidos. Esta é a sexta vez que Portugal marca presença num Campeonato do Mundo e a primeira em que consegue atingir três fases finais consecutivas. O objetivo passa por superar a décima posição de 2021, que continua a ser o melhor resultado de sempre.

O crescimento da Seleção ficou patente nos últimos anos e sob o comando de Paulo Pereira. Desde 2020, a formação portuguesa só falhou a presença nos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, tendo alcançado feitos impressionantes, como a sexta posição no Europeu de 2020, a sétima na edição do ano passado ou a presença inédita em Tóquio-2021. Para além disso, os Heróis do Mar produziram uma fornada de grandes jovens talentos, que terminaram os Mundiais de Sub-21 de 2021 e 2023 na quarta e sexta posições e foram vice-campeões nos Europeus de Sub-20 em 2022 e 2024.

O eterno fantasma chamado Espanha: Portugal volta a perder final do Europeu de sub-20 frente aos espanhóis

Em que países vai ser jogado este Campeonato do Mundo?

A escolha dos locais do Campeonato do Mundo de 2025 remonta a 2018. A 11 de outubro desse ano, cinco países mostraram o seu interesse de sediar a prova junto da IHF: Dinamarca, Noruega e Suíça, numa candidatura conjunta, e Croácia e Sérvia, a solo. Contudo, cerca de um ano depois, a entidade que tutela o andebol a nível mundial anunciou que a Suíça deixou a candidatura conjunta para concorrer sozinha e a Croácia juntou-se a Dinamarca e Noruega. A Sérvia optou por deixar cair o seu projeto e a Hungria “entrou” para o seu lugar.

Foi a 28 de fevereiro de 2020, durante o Conselho que decorreu no Cairo, no Egito, que a IHF aprovou a candidatura conjunta de Croácia, Dinamarca e Noruega, já depois de Hungria e Suíça se terem retirado, deixando aqueles três países sem oposição. É a primeira vez que um Mundial decorre simultaneamente em três países. Assim, a Croácia é sede do Mundial masculino de andebol pela segunda vez, depois de ter organizado a edição de 2009, Dinamarca recebe a terceira edição (1978 e 2019, com a Alemanha) e a Noruega estreia-se como país sede de um Campeonato do Mundo.

Que cidades e arenas recebem os jogos?

Aquando da apresentação da candidatura, eram 11 as cidades-sede presentes. A Croácia partia com Zagreb, Split, Varazdin, Porec e Dubrovnik como candidatas, a Dinamarca tinha Copenhaga e Herning e a Noruega optou por escolher Trondheim, Stavanger, Drammen e Baerum, a cidade que iria albergar a partida inaugural e a final. Contudo, há um ano, a Dinamarca anunciou que Herning seria a sua única cidade-sede, ao passo que a Noruega optou por ficar apenas com Baerum. Em abril de 2024, a IHF confirmou oficialmente as cidades-sede e as arenas que vão receber as partidas.

  • Unity Arena (Baerum, Noruega): 15 mil espectadores – recebe a final
  • Jyske Bank Boxen (Herning, Dinamarca): 12.500 espectadores – recebe o jogo de abertura
  • Arena Zagreb (Zagreb, Croácia): 15.200 espectadores
  • Varazdin Arena (Varazdin, Croácia): 5.200 espectadores
  • Zatika Sport Centre (Porec, Croácia): 3.700 espectadores

Que países estão presentes no Mundial-2025? Quais são os grupos?

O Campeonato do Mundo de 2025 é composto por 32 países e, como não podia deixar de ser, os países anfitriões apuraram-se diretamente para a fase final, a par do campeão em título, que neste caso já estava apurado por se tratar da Dinamarca. Em termos de vagas obrigatória, a IHF reduziu o número a atribuir à Europa de quatro para dois, devido à presença de três países-sede. As restantes permaneceram inalteradas e, em termos de vagas por desempenho, que têm por base o Mundial-2023, a Europa recebeu 11 e África ficou com uma.

Assim, a Ásia está representada por Bahrein, Japão, Kuwait e Qatar, África tem Argélia, Cabo Verde, Egito, Guiné e Tunísia, a Europa viu apurar-se Áustria, Croácia, Rep. Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Hungria, Islândia, Itália, Países Baixos, Macedónia do Norte, Noruega, Polónia, Portugal, Eslovénia, Espanha, Suécia e Suíça. As restantes vagas ficaram para a América do Norte (Cuba e EUA) e a América do Sul (Argentina, Brasil e Chile). A Oceânia é a única federação sem representantes.

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▲ A Dinamarca é a campeã do mundo em título

dpa/picture alliance via Getty I

Ronda preliminar

  • Grupo A (Herning): Alemanha, Rep. Checa, Polónia e Suíça
  • Grupo B (Herning): Dinamarca, Itália, Argélia e Tunísia
  • Grupo C (Porec): França, Áustria, Qatar e Kuwait
  • Grupo D (Varazdin): Hungria, Países Baixos, Macedónia do Norte e Guiné
  • Grupo E (Baerum): Noruega, Portugal, Brasil e EUA
  • Grupo F (Baerum): Suécia, Espanha, Japão e Chile
  • Grupo G (Zagreb): Eslovénia, Islândia, Cuba e Cabo Verde
  • Grupo H (Zagreb): Egito, Croácia, Argentina e Bahrein

Main Round

  • Grupo I (Herning): A1, B1, A2, B2, A3 e B3
  • Grupo II (Varazdin): C1, D1, C2, D2, C3 e D3
  • Grupo III (Baerum): E1, F1, E2, F2, E3 e F3
  • Grupo IV (Zagreb): G1, H1, G2, H2, G3 e H3

Fase final

  • Quartos de final: II1-IV2 e IV1-II2 (Zagreb), I1-III2 e III1-I2 (Baerum)
  • Meias-finais: vencedor jogo 3-jogo 4 (Zagreb) e jogo 1-jogo 2 (Baerum)
  • Final e 3.º/4.º lugar: vencedor 1-vencedor 2 e derrotado 1-derrotado 2 (Baerum)

Nota: A negrito encontram-se os possíveis emparelhamentos de Portugal, caso não fique em último na primeira fase

Quem são os jogadores que vão representar Portugal?

Diogo Rêma, Gustavo Capdeville, Leonel Fernandes, Diogo Branquinho, Alex Cavalcanti, Fábio Magalhães, Martim Costa, Salvador Salvador, Victor Iturriza, Luís Frade, Ricardo Brandão, Kiko Costa, João Gomes, António Areia, Pedro Portela, Miguel Martins e Rui Silva foram os 17 jogadores inicialmente chamados para representar Portugal neste Mundial, juntando-se esta terça-feira Miguel Oliveira, capitão da Seleção Sub-21, para reforçar o leque de opções. A primeira partida acontece na quarta-feira, frente aos EUA, seguindo-se, na sexta-feira, o Brasil (ambos às 17 horas). No domingo, os heróis do mar defrontam a Noruega, às 19h30.

▲ A convocatória de Portugal

Federação de Andebol de Portugal

Se tudo correr bem e à imagem das últimas edições, Portugal seguirá, depois, para a main round, que decorrerá durante a próxima semana. Para já e olhando à convocatória de Paulo Pereira, o destaque vai para a estreia de João Gomes em fase finais e para a ausência de Alexis Borges, que falha este Mundial devido a “motivos pessoais”. Relativamente à convocatória para os primeiros jogos da qualificação para o Europeu de 2026, que decorreram em novembro, são novidades Gustavo Capdeville, Fábio Magalhães, Ricardo Brandão e o lateral direito/central do Sporting. De fora ficou Alexis juntamente com o lateral Joaquim Nazaré.

Paulo Pereira optou assim por manter intacta a base da Seleção construída nos últimos anos, com Diogo Rêma e Capdeville a ocuparem a baliza, para além da mistura entre a juventude do portista e a experiência do benfiquista. Mais à frente, Fábio Magalhães, Iturriza, Portela e Areia prometem dar experiência aos Heróis do Mar, sem esquecer a juventude e irreverência dos irmãos Kiko e Martim e o “amadurecimento” de Frade, Miguel Martins, Rui Silva, Salvador Salvador, Cavalcanti, Branquinho ou Leonel. A média de idades cifra-se nos 27,6 anos.

Em termos de internacionalizações, Fábio Magalhães parte na pole position, levando 185 jogos pelos Heróis do Mar. O lateral esquerdo de 36 anos marcou ainda 353 golos numa caminhada que começou em 2008. Relativamente aos golos, o ponta direita Pedro Portela é o elemento mais concretizador, tendo antes deste Mundial 490 tentos em 148 jogos. FC Porto e Sporting são os clubes mais representados na convocatória, com sete e seis jogadores respetivamente depois da inclusão de Miguel Oliveira nas opções, seguidos de Benfica, Barcelona, Melsungen, Tremblay e Aalborg, todos com um elemento.

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Paulo Pereira, o 7×6 e os problemas “na transição”

Rio Maior foi o epicentro da preparação portuguesa para este Campeonato do Mundo, que começou ainda em 2024, durante a última semana do ano, embora pelo meio ainda tenham havido compromissos dos clubes. Esta segunda-feira, no penúltimo dia da Seleção em solo nacional – a equipa viaja esta terça-feira para Oslo –, realizou-se a última sessão de trabalhos, que contou com a presença da imprensa. Para já e a pouco mais de 24 horas do jogo de abertura, o objetivo estipulado é “simples” e passa por “chegar aos quartos de final”. “Isso faz com que possamos melhorar o melhor resultado de sempre [décimo lugar em 2021] e ao mesmo tempo ter opções de algo mais”, revelou o selecionador Paulo Pereira.

Em jeito de análise ao grupo E da primeira fase, o técnico assumiu que os Heróis do Mar “têm de ganhar” aos EUA, na estreia, mas não podem perder o “respeito” porque existe “pouca informação” sobre esta seleção. Segue-se o Brasil, “uma equipa fortíssima, com jogadores fantásticos e um modelo de jogo otimizado” e que será, no entender do técnico, “o jogo chave” desta fase. Quanto à “favorita” Noruega, “top 6 mundial e a jogar em casa”, admitiu as dificuldades maiores que terá pela frente mas recordando que “Portugal ganhou no Euro-2024”. Para estas três primeiras partidas, o objetivo passa por amealhar o máximo de pontos possível, algo “fundamental” para Paulo Pereira, pois Portugal terá pela frente uma dura tarefa na main round. “Vamos cruzar com um grupo muito forte – com Espanha, Japão e Suécia – e depois é ir vendo o que acontece diariamente, mas creio que estaremos sempre a tempo de recuperar”, acrescentou.

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▲ Paulo Pereira quer superar o décimo lugar de 2021

DeFodi Images via Getty Images

Durante a preparação para o Mundial, Portugal rumou a França para disputar o Torneio de França, no qual venceu a Rep. Checa (32-31) e perdeu contra a anfitriã (44-38). Relativamente a esses jogos, Paulo Pereira considerou que ainda há aspetos “a melhorar”, como “a transição, que é sempre difícil”, já que a Seleção apresenta vários “planos de jogo defensivos”. Contra os franceses, os Heróis do Mar sofreram quatro golos nos primeiros três minutos, algo que o selecionador considerou que “não são boas sensações”. Pela positiva, Paulo Pereira gostou do 7×6, que “é um risco maior”, e reforçou que a equipa tem de “continuar a trabalhar para melhorar”, pois ainda “não está a 100%”.

“A base da nossa equipa continua aqui. Há dois ou três elementos que podem oscilar por diversas razões: momento de forma ou integração no grupo. De uma forma geral temos todos. O João [Gomes] está a aparecer e temos também o [António] Machado, dois miúdos que podem entrar pouco a pouco. Sempre quisemos esta renovação. O João é um atleta extraordinário, mesmo tendo a limitação da altura. Acho que vai ser o futuro Belone [Moreira] e está connosco para nos dar inteligência. É um processo gradual de integração de jovens. Gosto de fazer esse processo pouco a pouco. Lembro que o Martim Costa esteve no Europeu de 2022 e não jogou. Se calhar devia ter jogado [risos]”, analisou o selecionador.

Pereira lamentou ainda a preparação para este Campeonato do Mundo, que foi dificultada pelo calendário, lembrando que, das sete fases finais em que participou desde 2020, esta foi a que teve menos tempo para se preparar por ter apenas todos o plantel disponível “a partir de 2 de janeiro”. “Creio que hoje [segunda-feira] foi o melhor treino que fizemos até agora, em termos de intensidade, foco no treino e ritmo, apesar de termos tido algumas contingências”, analisou, referindo que espera “rentabilizar o tempo” com um “grupo ambicioso” que quer “atingir os objetivos”. “Temos atletas com bastante qualidade. Portugal tem de melhorar na defesa e no ataque, e sobretudo na transição defensiva, na forma como corre para trás, para não sofrer golos em contra-ataque”, partilhou, acrescentando que esse dado fará com que a equipa “seja mais competitiva” e possa “chegar mais à frente e atingir os quartos de final”.

"Temos atletas com bastante qualidade. Portugal tem de melhorar na defesa e no ataque, e sobretudo na transição defensiva, na forma como corre para trás, para não sofrer golos em contra-ataque"
Paulo Pereira, selecionador nacional

O objetivo é ambicioso e Paulo Pereira tem essa noção, apelidando a presença no top 8 de “muito difícil”. Contudo, o selecionador sabe que “é possível”, caso a equipa “consiga gerir bem o esforço ao longo da competição”. A ideia é simples e passa por “repartir o tempo de jogo por todos” os jogadores. “Já demonstrámos que podemos vencer qualquer equipa, independentemente do contexto e onde estamos a jogar. Garantimos isso [aos portugueses]”, acrescentou. Caso Portugal consiga mesmo estar presente nos quartos de final, e assim fazer história, “será estabelecido outro objetivo, que é fácil saber qual será”, apontou Pereira.

O sempre disponível Leonel, o “menino” João e a certeza Martim

Aos 26 anos e já com mais de meia centena de jogos pelos Heróis do Mar, Leonel Fernandes assumiu-se como uma peça importante nas escolhas de Paulo Pereira. Na última edição do Campeonato da Europa, que decorreu em janeiro de 2024, o ponta do FC Porto foi o jogador mais utilizado, totalizando quase cinco horas em sete possíveis. Um dos sinais que explicou a sua utilização foram “as baixas no plantel”, que afetaram “a defesa” e proporcionaram “algumas adaptações”, revelou o internacional português que chegou a ser utilizado mais em tarefas defensivas, o que fez com que se transformasse “numa opção na defesa”. “Conseguiu dar uma contribuição positiva, de uma forma um pouco improvisada, mas preenchi a lacuna que tínhamos em termos defensivos”, acrescentou.

Para este Campeonato do Mundo, Leonel espera poder “descansar um bocadinho mais” e não prevê ser tão utilizado em “funções defensivas”. “É desgastante e acaba por se sentir mais tarde no jogo, e até na competição. Acho que [o Mundial] vai ser positivo para todos”, sublinhou. “Sentimos que temos a possibilidade de chegar aos quartos de final. Temos de conseguir corrigir e preencher o que nos tem faltado para o conseguir fazer. Queremos reforçar a vontade de andar nestes palcos e, neste momento, queremos passar para o patamar seguinte. Sentimos que temos condições. Temos atletas com qualidade e estamos há demasiado tempo a ser eliminados muito cedo… o objetivo passa por dar um salto. Queremos elevar o andebol português”, finalizou.

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▲ Leonel Fernandes foi um dos destaques no Europeu do ano passado

DeFodi Images via Getty Images

Um sonho. É esta a expressão que melhor define o que João Gomes tem vivido nos últimos dias. O lateral de 22 anos vai estrear-se pelos Heróis do Mar numa grande competição, algo que faz com que esteja “muito contente”. “Era um dos meus objetivos desde que jogo andebol a sério e é um orgulho, sem dúvida”, partilhou o atleta do Sporting, sublinhando que “trabalhou” para chegar a este patamar, já depois de ter “participado em várias competições nas camadas jovens e sentir o que é jogar por Portugal”. Quanto à preparação, Gomes revelou que a equipa “trabalhou bem”, tem “boas ambições” e pretende “ficar bem colocada na main round”.

Questionado sobre a a atitude que a Seleção deverá ter neste Campeonato do Mundo, João Gomes acredita que a equipa tem de “encarar todos os jogos com o objetivo de ganhar, seja com as seleções mais acessíveis ou as mais fortes”. “Sabemos que existem seleções fortes e que têm tido bons resultados, como a Dinamarca ou França, mas acho que temos de nos focar em ganhar todos os jogos”, acrescentou, destacando ainda “Eslovénia e Hungria”, que estiveram em destaque nos Jogos Olímpicos. Só assim Portugal pode “evoluir” e chegar a “patamares superiores”.

"[Estar aqui] era um dos meus objetivos desde que jogo andebol a sério e é um orgulho, sem dúvida. Sabemos que existem seleções fortes e que têm tido bons resultados, como a Dinamarca ou França, mas acho que temos de nos focar em ganhar todos os jogos"
João Gomes, internacional português

Eleito o melhor jogador jovem da temporada passada e melhor marcador do último Campeonato da Europa, com 54 golos em sete jogos, Martim Costa apresenta-se como um dos principais rostos do balneário dos Heróis do Mar, não só pelos golos, mas também pela alegria que contagia todo o grupo. “É um orgulho enorme receber essas distinções. Quando entrou em campo não posso pensar nisso. Tenho de me abstrair e focar em jogar andebol, que é o mais importante. Vamos tentar surpreender. Ganhar vai ser complicado, mas vamos fazer tudo por tudo”, analisou o lateral do Sporting, com um sorriso no rosto, como não podia deixar de ser.

Já depois de ter considerado ter “evoluído” como jogador nos últimos tempos, embora frise, novamente a sorrir, que a equipa não pode depender de si, Martim sublinhou que, na primeira fase, Portugal terá “três jogos muito complicados”, com a dificuldades a crescer de jogo para jogo. Para o atleta de 22 anos, “não se deve desvalorizar os EUA”, perspetivando que o jogo de estreia “não vá ser fácil” porque os norte-americanos vão lutar pelo triunfo e “não vão dar nada”. “Temos de encarar os EUA como se fosse França ou Noruega”, realçou.

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