O furacão Melissa fez estragos consideráveis na Jamaica e nas Caraíbas. Um dos mais intensos ciclones tropicais de sempre no Atlântico causou pelo menos 45 mortos e 90 mil pessoas ficaram sem casa. Os prejuízos estarão na ordem dos 130 milhões de dólares (cerca de 112 milhões de euros).
Nas redes sociais, surgiram várias manifestações de solidariedade. Uma delas mostra uma fotografia que será do antes e depois de uma região da Jamaica. “Antes e depois que dispensam palavras. O furacão Melissa transformou completamente essa região costeira da Jamaica”, lê-se numa dessas publicações com a imagem em que alegadamente se vê o rasto de destruição do ciclone tropical.
“O que antes era uma cidade estruturada, com ruas, comércio e moradias, virou um cenário de destruição em poucas horas. Casas desapareceram, áreas inteiras foram alagadas e o que restou agora é um rastro de perda, sofrimento e reconstrução”, referem as mesmas publicações.
Se é verdade que o furacão Melissa fez estes estragos na costa jamaicana e causou inundações, a imagem do antes e depois não foi publicada em nenhum meio independente fidedigno.
Não se encontram em lado nenhum nem as fotos do antes, nem do depois. E isso tem um motivo por trás: a fotografia foi gerada com muita probabilidade através de inteligência artificial.
Segundo o detetor da tecnologia wasitai, existe uma probabilidade elevada de que a imagem — ou “significantes partes da mesma” — tenham sido geradas através de inteligência artificial.
Conclusão
Não é verdade que a imagem publicada nas redes sociais mostre um antes e depois de uma parte da costa jamaicana. É certo que a passagem do furacão Melissa causou vários danos na Jamaica, mas esta fotografia não retrata isso. A imagem foi gerada através de inteligência artificial, como provam os detetores da tecnologia.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.