Circula nas redes sociais um vídeo, que teria sido gravado durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em que alegadamente o Presidente do Brasil, Lula da Silva, teria oferecido paçoca — um doce típico brasileiro — a outros líderes políticos.
“E o Lula aproveitando um momento livre para oferecer paçoca aos coleguinhas de outros países e já fechar uns 5 novos acordos comerciais?”, lê-se numa publicação. “Não é normal”, diz um utilizador sobre a suposta atitude do Presidente brasileiro.
O vídeo é efetivamente real e foi gravado pelo jornalista da Metrópoles, Sam Pancher, durante a Assembleia Geral da ONU deste ano. Não foi gerado através de inteligência artificial, como alguns que retratam momentos idênticos são.
Clima aparentemente tranquilo na delegação brasileira pic.twitter.com/hGXvCVSbUv
— Sam Pancher (@SamPancher) September 22, 2025
Contudo, o próprio jornalista que gravou o vídeo recorreu ao X para esclarecer que o vídeo foi utilizado para “espalhar fake news”. Na publicação nas redes sociais, Sam Pancher assegurou que Lula da Silva não “comeu” paçoca na última sessão Assembleia-Geral da ONU, que teve lugar em setembro de 2025.
Usaram um vídeo meu pra espalhar Fake News e o Fato ou Fake, do G1, desmentiu.
Lula NÃO comeu paçoquinha na Onu. pic.twitter.com/a4poq0P71f
— Sam Pancher (@SamPancher) September 24, 2025
Na verdade, como o próprio jornalista que publicou o vídeo escreveu nas redes sociais, Lula da Silva estava reunido com a sua delegação — e não com outros líderes políticos. Além disso, o Presidente brasileiro estava a oferecer pastilha elástica à sua comitiva e não paçoca.
Conclusão
Não é verdade que, para fazer acordos comerciais com outros dirigentes políticos, Lula da Silva tenha oferecido um doce brasileiro a outros líderes. Ainda que o vídeo que circula nas redes sociais seja verdadeiro, o chefe de Estado estava reunido com a delegação brasileira e estava a oferecer pastilha elástica.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.