Michael Jordan, mesmo estando na reforma, continua a ser uma das caras do basquetebol mundial e do desporto norte-americano. O antigo jogador de 62 anos, apesar de ser reconhecido quase universalmente como um ícone da modalidade, tem estado fora dos holofotes e a viver afastado dos campos. O seu impacto vive através da silhueta presente nos milhões de pares de sapatos da Air Jordan e na memória de qualquer entusiasta do jogo. Atualmente, MJ existe num estado quase constante de silêncio, com aparências públicas e declarações aos órgãos de comunicação social muito periódicas.
Ainda assim, continuam a sair publicações nas redes sociais que atribuem certas citações ao ex-basquetebolista, sem existir qualquer registo oficial de alguma vez terem ocorrido. Um destes casos que tem estado a circular indica que Jordan terá proposto a proibição da bandeira LGBTQ do desporto e das escolas nos Estados Unidos da América. A publicação em inglês foi partilhada numa página em português, com a seguinte legenda: “O mundo a acordar contra a ideologia de género. Família é composta por mãe e pai, simples.”
Esta “notícia” que já amealha milhões e milhões de visualizações remete para uma publicação da página Esspots, em janeiro de 2025. Apesar de o conteúdo da publicação já ter sido partilhado múltiplas vezes ao longo destes meses, dando a entender que se trata de uma declaração verídica, a página que lançou a citação para o mundo digital descreve-se como sendo um “destino único para notícias satíricas e comentários sobre os Estados Unidos da América”.
As supostas declarações “controversas” ocorreram durante uma rara participação num podcast não especificado. “O desporto deve ser sobre desempenho, competição e construir caráter. Quando introduzem símbolos políticos ou sociais neste ambiente, torna-se divisivo, e o foco deixa de ser o jogo ou a missão de educar”, escrevem, citando as alegadas declarações da estrela norte-americana.
O texto alonga-se com uma suposta reação do movimento LGBTQ aos supostos comentários tecidos por Michael Jordan, porém, mesmo no final da publicação, surge uma nota: “Isto é sátira, não é verdade”.
Conclusão
Não é verdade que Michael Jordan tenha sugerido banir a bandeira LGBTQ do desporto e do sistema educativo dos Estados Unidos da América, uma vez que a fonte utilizada para citar a notícia e as alegadas declarações do antigo basquetebolista é uma página satírica que admite a falsidade desta publicação.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.