O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, considera que Portugal está numa situação de “pleno emprego” entre os doutorados. Numa entrevista ao Público, o ministro afirmou mesmo que há vagas para doutorados que ficaram por preencher, por não existirem em Portugal pessoas suficientes com o grau de doutor, destacando a necessidade de procurar doutorados fora do país — portugueses ou não.

A Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) não tardou a reagir e já escreveu uma carta aberta ao ministro em que contesta as declarações, que considera “uma afronta” e desfasadas da realidade dos investigadores portugueses. “A ABIC entende que o ministro Manuel Heitor não respondeu com seriedade às perguntas colocadas pelo jornalista do Público e continua a não reconhecer os graves problemas de funcionamento da FCT e das políticas científicas pelas quais é responsável.”

O que está em causa?

O Ministério da Ciência e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) tem tentado destacar os objetivos concretizados na área da ciência, como o dinheiro investido e o número de investigadores contratados ao abrigo das várias medidas de emprego científico, tentando mostrar que acabaram (ou estão em vias de acabar) com o problema do emprego científico em Portugal. O ministro continua a garantir que haverá cinco mil (ou mais) contratos feitos durante a legislatura, mas, a poucos meses de terminar o mandato, apenas 1.500 contratos estão assinados.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.

IFCN Badge