“Urgente”, alerta-se numa publicação de 17 de julho. Diz-se ainda que um “terramoto de magnitude 7,4 sacudiu o sul do México” e que foi ativado o “alerta de tsunami”. “Também foi sentido em El Salvador e Guatemala”, acrescenta-se ainda.
É depois exibido um vídeo que mostra vários carros a abanar intensamente, alegadamente devido a este sismo no país da América do Norte.
É verdade que um sismo foi sentido no dia 17 de julho no México — ficou classificado com magnitude de 7,3 na escala de Richter, após o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) ter revisto a intensidade do abalo, inicialmente estimada em 7,4. Mas é falso que as imagens divulgadas no post no Facebook correspondam a este terramoto.
Prova disso mesmo é o facto de este vídeo já circular online pelo menos desde 2022. Uma pesquisa inversa por um frame do vídeo permite chegar a esta conclusão. “Registado em vídeo o sismo em Michoacán”, lê-se na legenda de um post na rede social X que data de 19 de setembro de 2022.
Nessa data, há quatro anos, um sismo com magnitude superior a 7 na escala de Richter abalou a costa sudeste do México e fez pelo menos um morto. Curiosamente, o abalo ocorreu menos de uma hora após a realização de uma simulação sísmica a nível nacional com o objetivo de identificar e analisar os riscos e vulnerabilidades, assim como contribuir para uma cultura de proteção.
Conclusão
Assim, é falso que as imagens que circulam nas redes sociais mostrem carros e árvores a abanar durante o sismo sentido no México no dia 17 de julho de 2026. Este vídeo em concreto é real, mas não é atual. Circula online desde setembro de 2022 quando um sismo de magnitude idêntica foi igualmente registado no país da América do Norte.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ENGANADOR
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
PARCIALMENTE FALSO: as alegações dos conteúdos são uma mistura de factos precisos e imprecisos ou a principal alegação é enganadora ou está incompleta.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.