A maioria dos cidadãos de direita (atualmente a maioria dos eleitores portugueses) são moralmente conservadores e simultaneamente liberais economicamente. Semelhantemente, a maioria dos cidadãos de esquerda são moralmente pela mudança de valores e socialistas economicamente. Estes emparelhamentos mais comuns da moral e da economia acontecem naturalmente por todo o mundo e não só em Portugal. A diferença é que noutros países a direita oferece sem receio a combinação “dois em um” que os seus eleitores exigem: conservadorismo moral e liberalismo económico. Cá, os adultos da direita têm de deixar de recear a minoria de esquerda infantilizada e oferecer essa combinação desejada pela maioria da população portuguesa adulta.
Quando somos muito jovens somos naturalmente rebeldes e ingénuos. Isto é compreensível e não muito repreensível em jovens que ainda não experimentaram a vida nem absorveram muita cultura. Assim por pura rebeldia juvenil queremos mudar drasticamente a sociedade e os seus valores mesmo que eles não precisem de ser mudados radicalmente apenas melhorados. Acreditamos mesmo que qualquer mudança levará automaticamente ao progresso e nunca ao retrocesso nos valores. Igualmente, por ingenuidade juvenil acreditamos que numa sociedade igualitária o mérito não conta. Todos deverão ganhar o mesmo porque todos se esforçarão o mesmo, dentro das suas possibilidades e sem necessidade de incentivos individuais. Todos porão o bem comum acima do seu bem individual, incluindo os governantes que nos confiscarão impostos só para nosso bem. Ninguém se aproveitará e todos se entreajudarão abraçados. Kumbaya!
Consequentemente como imberbes somos facilmente contra os valores da sociedade e a favor do socialismo na economia. Ou seja, militamos em Portugal, ufanos daquilo que arrogantemente pensamos ser a nossa enorme moral e bondade económica, no PS, Bloco, Livre ou PCP. Lá fora veneramos o derrotado partido democrata americano e damos por verdade evangélica tudo o que as televisões americanas desse partido nos disserem e as de cá traduzirem, sem necessidade de mais fontes. Como jovens glabros, temos muito orgulho no socialismo igualitário e estado grande que defendemos, acreditando em gambuzinos que todos contribuirão muitíssimo para a segurança social e ninguém vai tirar do pote comum do estado sem merecer ou sem precisar. Sonhamos em ir ao festival Coachella ouvir discursos radicais do Bernie e AOC, iguais a Rui Tavares e Mortágua.
Assim adoramos o programa dos rapazes do PS inspirado na sua admiração pelos moços e moças do Livre e BE. Tal programa diz-nos por exemplo que agora é que nos vão-nos dar resmas de casas em Portugal sem termos de emigrar para trabalhar. Já não teremos de fugir de pagar cá tantos impostos, supostamente para nos construírem casas e hospitais. Há décadas que não deram nada do que prometeram dar da habitação à saúde, só tiraram cada vez mais em impostos, mas agora é que é! Igualmente achamos o máximo que o programa do PS proponha esconder e punir menções de origem que questionem a verdade religiosa da esquerda sobre minar a cultura portuguesa.
Acreditamos mesmo que Pedro Nuno Santos e os seus possíveis ministros boys socialistas que cresceram todos na JS a apoiar Zé Socrátes tudo farão pelo povo sem meter a mão no estado nem se darem cunhas uns aos outros, aumentando o número de cargos que vivam do estado e ajustes directos de milhões para nada de útil senão para eles. Pensamos que eles nunca deixarão o nosso SNS ou a nossa segurança social irem à falência tal como nunca provocaram uma bancarrota que fez vir a troika nem encerraram 2 centrais a carvão modernas para nada de útil senão provocarem um apagão. Que belos negócios socialistas com milhares de milhões de euros dos contribuintes houve nas renováveis e a seguir queriam mais no maravilhoso hidrogénio! Esta tralha socrática, perdão, agremiação benemérita socialista, nunca misturou nem vai misturar negócios com política para enriquecer e fazer desaparecer na TAP ao BES, passando pela PT, milhares de milhões. São exemplares. Acima de tudo para eles está o bem do estado e dos seus cidadãos. Um dia dar-nos-ão muito comparado com o que tiram em impostos. São anjos cor-de-rosa que agora nos pagarão as propinas e casas, resolverão tudo no SNS e segurança, criando dinheiro e empregos por magia. Há décadas que o poder de compra em Portugal já deveria ser top e o dinheiro dos impostos investido magistralmente pelo PS. Não são. No entanto, os ex JS andaram a aprumar a tecnica nestas áreas a estudarem a fundo o que aprenderam com tantos e sucessivos erros. Agora é que estão au point! É desta que o socialismo funcionará, pensam, há mais de cem anos, gerações de pobres jovens almas.
O estado socialista, essa entidade fantástica que nos vendem como infalível e a nunca precisar de correção ou de controlo de abusos e despesismo, cobrará a maior parte do esforço dos cidadãos em impostos, mas um dia redistribuirá esse dinheiro todo de forma justa e altruísta. Isto com honestidade e eficiência por parte dos humanos socialistas lusos à moda dos seus congéneres castristas chegevaristas maoistas lulistas chavistas que o geriram sempre com resultados reveladores. Boys e gals de meia-idade do PS com pouca ou absolutamente nenhuma experiência profissional acham que sabem investir dinheiro melhor que os contribuintes e profissionais que o ganharam. Há, pois, que retirar sem hesitar sempre o máximo possível aos inaptos contribuintes!
Alem disso, asseguram-nos os socialistas, ninguém que vier de fora abusará do dinheiro do estado (vem todos só para dar à segurança social e é apenas uma perceção que fazem e farão filas na segurança social para receber) nem praticará violência (só perceções erradas). Isto aplica-se sobretudo se forem membros de um grupo pintado como vítimas pelos socialistas marxistas que nos garantem que os novos opressores somos nós os portugueses (pintados todos como os novos burgueses opressores mesmo que sejamos proletariado). Se já não há brandos costumes a culpa, claro, para o PS e Bloco, é dos que tinham os brandos costumes! Expiemos a nossa culpa!
Logicamente ao nível dos valores, defendemos com tais boys socialistas pedro nunistas e como o anterior líder deles Costa fez, a imigração ilegal maciça incontrolada em percentagens enormes nunca dantes vistas. Quais controlos de registos criminais! Não é preciso. Não há problemas garantem-nos até os diretores da polícia por eles promovidos. Só querem ordenado do estado sem ter de trabalhar pela segurança. Sempre a pensarem em servir-se e nunca em servir a população. Perdão os socialistas e seus funcionários protegem o povo de perceções. Graças a eles deliramos que ninguém, menos nós, pratica crimes e todas as culturas, menos a nossa, são lindas de morrer!
Nessa fase juvenil-esquerdista, principalmente se ainda não formos pais, apoiamos ensinar em vez de ciência todo o tipo de políticas identitárias nas escolas e outras formas de mudança radical da sociedade e dos seus valores logo de petiz de cariz socialista. Cortar pela raiz a nossa cultura tolerante humanista que insultamos ingratos como patriarcal toxica colonialista. Como incautos woke achamos que noutras culturas não há patriarcados piores nem nunca existiram impérios. Os otários juvenis incultos acreditam que não há manos que escravizaram e mataram ocidentais ou a si próprios durante milénios. Tá-se bem no socialismo negador da realidade, onde tudo o que não é conveniente é mera perceção. Temos assim orgulho no nosso autodenominado de forma autoelogiativa “progressismo” da esquerda nos valores. Não nos passa pela cabeça imatura que as mudanças que defendemos podem não levar a progresso nenhum nem serem positivas. Aliás podem levar a retrocessos civilizacionais. Por exemplo quando na prática a esquerda portuguesa defende quem queira substituir valores portugueses conquistados de tolerância religiosa e emancipação das mulheres por velhos valores de intolerância religiosa e opressão das mulheres.
Infelizmente para o PS, Bloco e Livre, mas felizmente para o futuro da nossa sociedade, à medida que começamos a aprender mais sobre a vida e como funcionam as coisas crescemos, aprendemos e começamos a perceber que os valores e sociedade que os nossos antepassados construíram e nos legaram afinal tinham muito valor e só precisavam de ser incrementalmente melhorado, não destruídos completamente. Também percebemos através de experiências dolorosas que há muita gente que quer viver à nossa custa sem trabalhar o mesmo que nós ou nada, que nem todos os indivíduos ou sociedades dão o mesmo valor ao trabalho. Ficamos desiludidos do socialismo. Na prática ao crescermos ficamos moralmente conservadores e liberais económicos, o que significa que começámos a ter repugnância em votar PS, Bloco, Livre ou PCP. Se já o fizemos no passado pensamos meu Deus como fomos tão ingénuos e extremistas, acreditando em tal tralha socrática-costista-pedro nunista?! Ainda por cima inspirados ideologicamente por socialistas revolucionários hipócritas como Louçãs ou Tavares?! Assim ao crescermos intelectualmente passamos a pensar em votar nos partidos à direita do PS. Em tudo o que nos possa livrar de tal esquerdismo juvenil suicidário que nos deixa pobres há décadas em Portugal e que agora até está a destruir a nossa cultura. Pedimos aos partidos todos da direita (AD, IL e Chega) que se entendam de vez e sem linhas vermelhas para sairmos do eterno socialismo juvenil destrutivo da economia e sociedade.
Isto é um processo de crescimento normal. No entanto, às vezes há parte significativa de uma geração que não cresce fica sempre infantil, logo sempre moralmente radical e socialista. Por exemplo muitos hippies nos EUA ficaram sempre hippies, dai vermos idosos a riscarem teslas, contra a “falta de democracia” de medidas eleitorais prometidas e cumpridas pela direita que ganhou democraticamente a maioria dos votos. Isto mesmo quando o governo elimina o abuso em programas inúteis, para salvar as suas pensões do estado (social security) e direito à saúde universal (medicare) após os 65 anos na América. Sem mais divida nem deficits gigantescos. Tais hippies fumaram muito haxixe e não percebem que o dinheiro não cai do céu e se andarem a ajudar o mundo inteiro incluindo a pagarem a defesa de países ricos como a Alemanha, não ficará nenhum dinheiro para as suas reformas e saúde.
Igualmente, a maioria dos jornalistas idosos em Portugal (e as copias clones que eles contratam para as redações quando chegam a editores ou administradores) nunca cresceram nem nunca foram capazes de perceberem factos culturais e económicos muito simples de perceber ao crescer. Vemo-los com as caras cada vez mais rugosas, mas as mentes iguais ao que eram na infância, sem qualquer progresso intelectual ou ideológico. Promovem o caminho para o marxismo (apesar deste ter falhado em todo o lado) e o fim da cultura portuguesa (apesar desta ter triunfado em muito lado, dando mundos ao mundo) tal e qual como quando andavam nos meninos pioneiros da extinta APU. Alias muitos destes esquerdistas infantis dizem-nos que a cultura portuguesa não existe nem vale a pena defender. Para eles a solução para Portugal está nos camaradas do costume que nunca solucionaram nada e na nova brilhante ideia marxista deles: imigração descontrolada e excessivamente radical. Acabar com tudo de vez. Dizem nas TVs e escrevem nos jornais tudo isto com uma cara séria de esquerda que, inacreditavelmente, intimida muitos políticos na direita em vez de os por a rirem à gargalhada de tais jornalistas velhos petizes que nunca souberam crescer. As caixas de comentários dos artigos dos principais jornais portugueses tomados pela esquerda, estão cheias de leitores portugueses adultos a troçarem, bem, destes jornalistas eternos petizes. Os nossos políticos de centro e direita deviam aprender nelas a troçarem também da esquerda em vez de recearem tais crianças. Portugal precisa de adultos ao comando e não das crianças do costume no poder. Parem de se deixar influenciar por uma esquerda imberbe apesar de ancilosada.
Curiosa e paradoxalmente, estes casos de eterna infantilidade na esquerda velha são compensados pelos filhos ou netos a crescerem mais rapidamente do que o habitual. Muitos jovens contemporâneos assim que chegam aos 18 anos já ultrapassaram em crianças a fase ingénua e destruidora que outros nem aos 60 ou 70 anos ainda conseguiram ultrapassar. Dai a maioria dos eleitores mais novos nos EUA votarem no partido republicano americano, fartos de esquerda socialista e antimoral ocidental. Igualmente e pelas mesmas razões há tanta gente nova em Portugal a fugir do Portugal socialista anti valores e cultura dos antepassados. Num país onde muitos velhos não crescem, os mais novos têm de crescer rapidamente e fugir logo da esquerda.