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Com a idade, uma pessoa apanha-se a achar cada vez menos graça às criaturas que gostam de passar por malucas e a ter mais medo daquelas que o são de facto. Não sei, nem quero saber, a qual das categorias pertence Bruno de Carvalho, o presidente do Sporting. O que sei é que, voluntária ou involuntariamente, criou uma trapalhada muito mais grave do que as usuais trapalhadas do futebol, que, Deus sabe-o, são muitas. E, aparentemente, não se deu ainda conta disso. Porque alguém que comenta o que se passou em Alcochete, dizendo que foi “chato”, mas que “o crime faz parte do dia-a-dia”, manifestamente não percebeu aquilo que foi feito aos jogadores e à equipa técnica. Já agora, e depois de dois dias a ver televisão, não me parece que Jaime Marta Soares, o presidente da Mesa da Assembleia Geral, tenha igualmente estado particularmente bem. Com a agravante de ele ser também presidente da Liga dos Bombeiros. Não tranquiliza.

A corrupção no futebol nunca me preocupou muito, incluindo aquela de que agora o Sporting é agora acusado. Há outras corrupções mil vezes mais graves, como se sabe, e a imaginação não dá para tudo. A violência é outra coisa completamente diferente. Dir-se-á que a selvajaria no futebol, generosamente distribuída pelos vários clubes, conheceu já momentos de violência extrema. Claro, mas a imagem dos membros daquela delegação sportinguista do Hamas a aproximarem-se de Alcochete leva-nos a patamares diferentes. Uma imagem que nos faz dar graças por ninguém ter sido morto por aquelas bandas.

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