Marcelo Rebelo de Sousa é o melhor garante da autonomia e da defesa dos direitos dos Portugueses das ilhas como Presidente da República.

Nos momentos decisivos, o professor exerceu o seu magistério de influência a favor das Regiões Autónomas e das suas populações. Em público ou em privado, nas reuniões com o Primeiro-Ministro e o Governo, Marcelo Rebelo de Sousa tomou posições firmes a favor do aprofundamento da autonomia, manifestou-se favorável a um novo modelo de financiamento das Regiões e sustentou pretensões como a possibilidade de haver sistemas fiscais próprios nos arquipélagos. Na última visita à Madeira, em agosto do ano passado, assumiu esses compromissos com os povos insulares.

No balanço ao seu primeiro mandato, há quem ache que poderia ter ido mais longe, mas é preciso não esquecer a periclitante estabilidade política e como teve que concertar posições e aproximar relacionamentos para que a última legislatura fosse cumprida.

O seu grande mérito foi ter criado condições de governabilidade num cenário de acordo à esquerda que, embora instável, acabou por ser a única solução para gerir o país.

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Assim, restou ao Presidente da República assegurar a estabilidade e a aprovação dos Orçamentos do Estado. Apesar disso, nunca abdicou dos seus valores (aí estão os vetos a leis a prová-lo) e nalguns casos esteve nos limites dos seus poderes, forçando a alteração de políticas e, mesmo, a substituição de ministros.

O Presidente da República não é eleito para ser oposição a quem quer que seja, nem para se substituir aos partidos políticos e não tem poderes executivos; o seu objetivo é unir os Portugueses, garantir o cumprimento da Constituição e representar e dignificar Portugal nas organizações internacionais e junto dos países aliados e da comunidade lusófona. Ninguém pode dizer que Marcelo Rebelo de Sousa não cumpriu.

Alguns podem não gostar do estilo, mas a verdade é que Marcelo combateu a crispação partidária, mediando relacionamentos; aproximou a Presidência dos Portugueses, ajudando a combater o descrédito da política; não vacilou no apoio aos agentes da Justiça, demonstrando que ninguém está acima da lei; foi determinante no combate à pandemia, forçando o estado de emergência e regras de confinamento mais restritivas; esteve ao lado das pessoas quando dos violentos e mortíferos incêndios no Continente e na Madeira, exigindo ação do Governo, e empenhou-se em causas sociais como a dos sem-abrigo e da exclusão social.

Estou certo, que o segundo mandato, até pela alteração de algumas circunstâncias políticas, será diferente, com uma leitura mais alargada dos seus poderes, pese embora estarmos num regime semipresidencial.

A sua liberdade será maior ,até porque haverá, necessariamente, uma recomposição do xadrez político e é com essa esperança que apoio o professor Marcelo nesta recandidatura à Presidência.

Não estou arrependido do meu apoio e do meu voto de há cinco anos. Não escondo que preferia que fosse mais interventivo, mas compreendo as razões que levaram à sua contenção.

Olhando para os candidatos em presença, e abstendo-nos de questões ideológicas ou de preconceitos políticos, alguém tem dúvidas de que Marcelo Rebelo de Sousa, pela sua experiência e sabedoria, é o candidato que reúne as melhores condições para exercer o cargo de Presidente nos próximos anos que vão ser complexos, difíceis e que exigirão um grande sentido de Estado?

Os tempos não são para aventuras ou experimentalismos. A situação exige segurança e responsabilidade. É por isso que Marcelo Rebelo de Sousa deve ter um apoio claro, significativo, inequívoco, logo à primeira volta destas eleições, pelo que fez, mas sobretudo pelo que se espera que faça no segundo mandato presidencial. Daí, a escolha Marcelo, sem dúvida.