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O CDS-PP é um partido de referência em Portugal e, por isso mesmo, merece o respeito de quem dele vive há demasiados anos.

Sob o lema “Tempo de Construir”, uns senhores que se acham donos do partido plantam notícias com títulos dúbios e caluniosos, como este “CDS simula venda de duas sedes a coordenador autárquico para garantir financiamento bancário”, perante situações que deviam sim, merecer a vénia de todos os que gostam incondicionalmente do partido.

Não existe simulação nenhuma, a não ser a de quem quer destruir simulando que o tempo é de construir.

Quando Francisco Rodrigues dos Santos ganha o 28º Congresso encontra o partido numa situação financeira absolutamente devastadora e insustentável, com uma dívida de 1,2 milhões de euros, o que obrigou a organizar a campanha das eleições regionais dos Açores sem um cêntimo de financiamento bancário, pois, apesar das tentativas, não foi dada luz verde a nenhum empréstimo.

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Naturalmente que, com as eleições autárquicas, o problema agudizou-se e o passivo do partido impossibilitou o acesso ao financiamento bancário em todas as instituições a que recorreu, não havendo alternativa senão vender, de imediato, património imobiliário. A receita da venda dos imóveis permitiria financiar os custos imediatos da campanha eleitoral.

A Secretaria-Geral inicia o processo de identificação de potenciais compradores de um conjunto de imóveis, com base nos resultados das avaliações imobiliárias que contratou a entidades independentes. O Coordenador Autárquico do CDS fez uma oferta de compra e dirigiu-a, formalmente, à Secretaria-Geral. Na ausência de outras propostas, e tendo em conta que o preço oferecido cobria o valor dos imóveis determinado nessas avaliações, o partido aceitou a proposta e celebrou um contrato promessa de compra e venda.

Assim, o Coordenador Autárquico Nacional, Fernando Barbosa, pagou, a título de sinal e princípio de pagamento, o valor de 100 000,00 euros.

Entretanto, o habitual parceiro bancário do partido aceitou financiar a campanha autárquica, mediante o imediato pagamento de uma parte da dívida, o que o CDS-PP aceitou. Uma vez autorizado o empréstimo para financiar as eleições autárquicas, tornou-se desnecessária a venda imediata dos imóveis.

Atendendo precisamente à boa-fé do Coordenador Autárquico com o partido, o Secretário-Geral propôs-lhe a resolução amigável do contrato promessa, mediante a restituição do sinal pago, o que o Coordenador Autárquico aceitou, dando uma prova notável da sua lealdade e abnegação ao partido. O CDS-PP respeitou, em todo este processo, o cumprimento escrupuloso da legalidade. É, no entanto, devida uma palavra de gratidão ao Coordenador-Autárquico Fernando Barbosa.

Em suma, enquanto até 2020 o partido esbanjava 1 320 euros na compra de 96 unidades do livro de Nuno Melo, “o direito de oposição”, e vendia terrenos a metade do valor de mercado em jogadas pouco claras, agora o partido tem a sorte de ter pessoas que demonstram uma gratidão e devoção ao partido que nos permite continuar a ter “Confiança no Futuro”.