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O primeiro-ministro reúne-se esta quarta-feira em Nova Iorque com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, participa em encontros sobre oceanos e clima na ONU e terá encontros bilaterais com os Presidentes de Angola e Timor.
Luís Montenegro cumpre esta quarta-feira em Nova Iorque o segundo de três dias de uma visita oficial aos Estados Unidos para participar na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), na qual discursará na quinta-feira.
Esta quarta-feira, a agenda do chefe do Governo português começa com uma participação na Cimeira da Plataforma Internacional da Crimeia às 09h00 (14h00 em Lisboa), seguindo-se a reunião com o secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, que terminará em dezembro dois mandatos consecutivos de cinco anos na liderança da organização.
Guterres inaugurou na terça-feira de manhã, pela última vez, o debate anual da Assembleia Geral da ONU, ainda antes de o primeiro-ministro português ter aterrado em Nova Iorque.
“No ano em que o atual secretário-geral da ONU concluirá o seu segundo e último mandato, Luís Montenegro fez questão de que o seu primeiro compromisso no dia 23 fosse uma reunião com António Guterres, a quem o primeiro-ministro agradecerá o seu constante empenho na defesa da Carta da ONU e do multilateralismo”, referiu à Lusa fonte do gabinete do chefe do Governo PSD/CDS-PP.
Depois deste encontro, Luís Montenegro participa no lançamento da plataforma Ocean Eye, devendo ser o primeiro chefe do Governo a intervir neste novo projeto europeu destinado a reforçar a observação do oceano e a melhorar o acesso a dados marinhos essenciais para a ciência, a economia e a proteção ambiental, presidido pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
Da agenda do primeiro-ministro português constam ainda vários encontros bilaterais, incluindo com os Presidentes da República de Angola, João Lourenço, e de Timor-Leste, José Ramos Horta.
Montenegro intervirá, à tarde, na iniciativa promovida pelo secretário-geral da ONU sobre Ação Climática e Transição Justa, conhecida como Cimeira do Clima.
Na quinta-feira, último dia da deslocação do chefe do Governo PSD/CDS-PP, Montenegro discursará na sessão de alto nível da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Para Portugal, este debate da ONU acontece a poucos meses de o país voltar a sentar-se, a partir de 1 de janeiro do próximo ano, como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU no biénio 2027-2028, para o qual foi eleito com a maior votação de sempre numa candidatura portuguesa àquele órgão (e, pela primeira vez, à primeira volta).
Portugal, que concorreu sob o lema “Prevenção, Parceria, Proteção”, já foi membro do Conselho de Segurança nos biénios 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012. Sempre que se candidatou, Portugal foi eleito.
A Assembleia Geral é o órgão no qual os 193 Estados-membros da ONU se sentam em pé de igualdade e tem uma função exclusivamente representativa, mas é o Conselho de Segurança que toma decisões vinculativas em que cinco grandes potências (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) são membros permanentes com direito de veto.
A representação de Portugal no debate geral anual nas Nações Unidas tem alternado entre Presidente da República e primeiro-ministro.
Em 2016, 2018, 2019, 2021, 2023 e 2025 foi o anterior chefe de Estado Marcelo Rebelo de Sousa a deslocar-se a Nova Iorque, e em 2017, 2020 e 2022 a intervenção perante a Assembleia Geral coube ao anterior primeiro-ministro, António Costa, sendo esta a segunda participação de Luís Montenegro, que se estreou em 2024.