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Foi a 4 de Maio de 2014, completaram-se agora sete anos, que o então primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou que o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro ia ser concluído sem que Portugal precisasse de um plano cautelar. Na altura, o vice-presidente da Comissão Europeia Siim Kallas afirmou, entre palavras de apoio, que era necessário manter os “níveis de ambição” nas reformas da economia para se “consolidar e prolongar o sucesso do programa a médio e longo prazo” e atingir um maior crescimento.

Entretanto chegou o governo do PS, apoiado pelo PCP e pelo BE, pagou-se o mais depressa que se conseguiu o que se devia ao FMI, para acabar com aqueles desconfortáveis exames, e as mudanças com que o país se havia comprometido foram atiradas para o lixo. Umas, como a reforma da administração pública e todo o seu sistema de avaliação e progressão na carreira, votada ao esquecimento. Outras igualmente negadas como desnecessárias, como mudanças nas pensões e na saúde. Outras ainda, como a melhoria da justiça administrativa e fiscal foram andando sem grandes mudanças.

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