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2021 será um ano extraordinário em muitos aspetos. Em Portugal, existem dois grandes desafios para as políticas públicas: implementar um programa de saúde pública de uma dimensão de que não há memória no país e lançar as bases para a aplicação do próximo ciclo de fundos Europeus, que serão praticamente o dobro do que foram no ciclo passado. A forma como estes desafios serão ultrapassados irá marcar, de forma indelével, a capacidade de recuperação e de convergência do país.

Infelizmente, estes dois desafios terão de ser superados por um Governo que não assume responsabilidades pelos seus erros e se encontra na situação peculiar de não ter nem um apoio estável parlamentar nem uma oposição eficaz. Assim, nem o Governo demonstra qualquer desejo de aprender com os erros, para eventualmente os corrigir, nem existe capacidade nos partidos que não apoiam o Governo para o obrigar a mudar de rumo. Esta conjuntura política pode revelar-se especialmente perigosa no próximo ano.

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