Vivemos tempos de uma esquizofrenia implantada que colocou a humanidade num pesadelo do qual não sabe, nem consegue sair. Esta humanidade está fragilizada, doente, cansada e triste, profundamente triste. Estamos a ser invadidos por uma agenda do Bloco de Esquerdo, e em parte do PS, que insiste em destruir-nos enquanto indivíduos, povo e Nação. Chega! Não é isto que o povo português quer.  Não queremos que o Estado nos diga como educar sexualmente os nossos filhos, temos direito à liberdade de educação e vamos lutar por ela. Temos direito a querer construir famílias de pai e mãe com filhos felizes, educados para o amor, que sabem que são rapazes e raparigas, e que sabem quem são. Porque a biologia não muda, nem a genética.

Dou um exemplo pessoal, tão óbvio e natural que todos entenderão.

Sou portuguesa, com uma história herdada e construída. Falo a minha língua com a mesma naturalidade com que respiro.

Sou mulher! Sou casada, com o mesmo homem há 37 anos. Sou mãe, avó, filha, irmã, prima, cunhada, tia, etc. Todos estes atributos são consequência de uma vida com percurso normal em tudo igual desde que existe a humanidade.

Pertenço a uma família onde a minha identidade e meu lugar são únicos e irrepetíveis, tal como cada membro da família. (Sei a quem pertenço e o chão que piso.)

Porque dou exemplos tão evidentes? Porque hoje a evidência, a verdade, é escamoteada pela arrogância duma nova ideologia que, perversamente, com maldade, quer destruir o homem e tudo o que lhe diz respeito. A ideologia de género quer diminuir o homem a uma categoria inferior aos animais e plantas. E só vai avançando à custa da mentira e da intoxicação desta nova droga que é o marxismo cultural, uma estratégia adotada por um grupo de intelectuais do início do século XX para mudar a cultura ocidental. Através da defesa do individualismo promove ideias contra a mulher, o homem e a família e, em vez disso, apresenta, o direito a todo o tipo de liberdades, inclusive a transexualidade. Usa uma arma invisível que injeta“veneno” no corpo e na alma dos seres humanos, deste mundo dito civilizado. Injeta devagarinho, sem dor aparente e de forma sistemática.

Não precisamos de relembrar, nem tão pouco voltar a estados totalitários que permitiram tantas atrocidades feitas ao homem e à mulher ao longo destes poucos anos do séc. XXI. Nem Huxley, no seu livro Admirável Mundo Novo, conseguiu imaginar até onde conseguiríamos chegar. Não queremos os genocídios de Hitler, nem de Estaline, nem de Mao.

Já que elegemos – Sim, elegemos! – um grupo de pessoas que, com grande leviandade e sem qualquer conhecimento científico ou filosófico, decidiu legislar sobre a a identidade de género para os transsexuais menores. Fez da mentira e da fragilidade uma lei.

Disse a deputada Isabel Moreira que as pessoas transexuais ganharam, porque não baixaram os braços. Tenho grande admiração pela perseverança e fidelidade das convicções da Isabel, reconhecendo sim, ela praticamente sozinha não baixou os braços. Mas eu reafirmo: a eutanásia não passou, porque os portugueses não baixaram os braços e pensaram pelas suas cabeças. Basta perceber a quantidade de e-mails, artigos, manifestações, cartas abertas de todos os quadrantes da sociedade.

Na situação catastrófica em que se encontra a saúde em Portugal, em que os médicos e enfermeiros estão a chegar ao limite das suas capacidades, com risco de eles próprios passarem para o lado dos doentes, uma lei como esta da mudança de sexo, seja para adultos, jovens ou crianças vem trazer ainda mais o caos.

Sejamos sérios, existe a Verdade! Não é uma teoria. A Verdade absoluta vamos descobrindo com a vida, porque a temos como meta. E cada passo que damos está assente em verdades evidentes, como o homem e a mulher. Como uma árvore e a água, como 2+2=4. Tudo tão óbvio.

Basta estar minimamente acordado para percebermos que se não reagirmos, se não acordarmos, morreremos lentamente como povo. Reconhecer que vivemos um pesadelo, em que há uma praga chamada de ideologia do género que quer perverter a ordem natural no mundo. Quando países evoluídos como a Noruega já desmontaram esta falácia, entre nós querem insistir na distorção da sexualidade desde o pré-escolar até ao secundário (os vídeos The Gender Equality Paradox contribuíram para a redução do financiamento público na Noruega).

Há pouco mais de um mês e, surpreendentemente, a eutanásia foi chumbada nesse mesmo Parlamento. E porquê? Essa pergunta anseia procurar uma resposta. Porque no contexto político atual, seria impensável! Adianto um pouco da resposta: a sociedade civil acordou. Houve quem se mexesse e hasteasse a bandeira da vida e a morte do ser humano de forma natural.

à nível internacional existem organizações pela defesa da dignidade da pessoa humana que trabalham para desmontar estas mentiras que nos querem impor, como é o caso da Alliance Vita, a European Dignity Watch e da ADF International, fazem campanhas internacionais para ajudar a sociedade civil a reagir com informação junto da população e dos media.

Somos inteligentes, temos tudo para dar e ganhar! Basta que acordemos e nos preparemos para o combate. Em nome dos nossos filhos, netos e gerações futuras.

Lembremos que já fomos e somos: “Heróis do Mar, nobre povo, Nação valente e imortal! Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal….ó Pátria sente-se a voz dos teus egrégios avós, que há-de guiar-te à vitória.”

Somos portugueses e vamos lutar pela nossa história e pelos valores da dignidade da pessoa humana. Vamos continuar a transmitir aos nossos filhos a herança cultural que recebemos dos nossos antepassados, que fizeram de Portugal uma das nações mais antigas do Mundo.