André Ventura diz que se votarem nele vai ser diferente do PSD e do PS,  que têm governado desde o 25 de Abril e não resolveram nada dos problemas dos Portugueses!

Como é que vai mostrar isso se quando, pela primeira vez que teve poder na AR, não conseguiu nada que fosse construtivo e mostrasse sentido de Estado, a não ser a argumentação destrutiva provocada pela cegueira do “não é não” de Montenegro?!

Poderia ter mostrado inteligência a tomar posições de direita, e com isso sedimentar e atrair mais eleitorado, ao invés de ter entristecido muitos que votaram nele, e viram sua força sempre ao lado do PS e ser um foco de desestabilização na AR.

Os tempos de hoje são muito exigentes, e assim como alguém dizia que Churchill hoje não aguentaria 5 minutos de perguntas dos jornalistas, também os políticos por mais hábeis que sejam, têm que evoluir, e perceber que há tempo para chamar a atenção, para criar bases de apoio, mas também para mostrar que sabem fazer melhor, e neste caso ajudando a construir pontes que pudessem agora ser consideradas como relevantes, ao invés de um espetáculo na AR nada dignificante para alguém que diz querer ser PM.

Os nossos políticos não perceberam que também em democracia depois das eleições quem ganha deve governar, e que a AR não é um circo de vaidades oratórias ou uma arena de ajuste de contas!

Ou se defende o modelo democrático ou não. Na democracia responsável  tem que se aceitar que para vencer só é preciso mais um voto, por muito que isso possa ser tema,  se isso  legitima o total poder de execução.

Se Ventura, apesar do “não é não” do Montenegro, tivesse estado ao lado dos valores da direita, para melhorar a vida dos portugueses, e mostrasse que graças à sua força o governo tinha conseguido acrescentar melhorias aos projectos, conseguindo portanto governar melhor, tenha a certeza de quem votou nele se mantinha ao seu lado, e outros viriam. Infelizmente na minha “percepcão” perde quem acreditou que com ele poderia haver mudanças, e sujeita-se a só ter fixado os fanáticos, os anarcas e quem na realidade não quer nada a não ser afundar o barco!

Acho que o Portugal de hoje já não precisa de um puto reguila a fazer experiências como Primeiro Ministro!