Não obstante as sondagens darem uma vitória ao candidato Jair Messias Bolsonaro na segunda volta das presidenciais brasileiras, o melhor é esperar pelos resultados finais. Nos últimos anos, as surpresas são numerosas.

Digo desde já que, se eu fosse brasileiro com direito a voto, eu não apoiaria nenhum dos candidatos, pois se algumas das declarações radicais de Bolsonaro me preocupam se forem levadas à prática, Fernando Haddad representa as forças políticas brasileiras que conduziram à grave situação em que o país se encontra.

Fiquei surpreendido com a quantidade de abaixo-assinados com os nomes de numerosas figuras conhecidas do mundo político e cultural português apelando aos brasileiros que não votem em Bolsonaro. Mas não me recordo de ter sido feito o mesmo quando Lula da Silva e Dilma Rousseff pilhavam o seu país. Talvez, no último caso, se tratasse de “uma ingerência num país irmão soberano”.

Tendo uma excelente oportunidade de conseguir fazer com que o Brasil desse um grande salto no campo social, económico e político, o Partido dos Trabalhadores e seus aliados roubaram, no sentido real e figurado, essa oportunidade. É verdade que milhões de brasileiros simples passaram a viver melhor, mas apenas foram migalhas que caíam das mesas fartas dos banquetes organizados por Lula da Silva e Dina Rousseff. Os pedaços mais suculentos foram parar aos bolsos de uma minoria corrupta.

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