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As ondas de choque da sentença de instrução proferida por Ivo Rosa na passada sexta-feira sucedem-se. Por um lado, José Sócrates entre a porta de saída do tribunal e a garagem foi balbuciando um conjunto de ideias que só podem vir da cabeça de alguém profundamente doente. Dá pena ver um ex-primeiro-ministro, minutos depois de ter ouvido pela boca de um juiz que havia sido corrompido, lavado dinheiro e vendido o seu cargo ao melhor preço, afirmar que teve uma grande vitória e, ó surpresa!, aventar a hipótese de vir ainda a reflectir sobre uma corrida presidencial em 2026.

Por outro lado, os partidos políticos fazendo coro dizendo que o regime está doente e que precisamos de reflectir colectivamente sobre a justiça em Portugal. Por último, temos a reacção do Partido Socialista. Entre o silêncio incomodado e a voz oficial de António Costa, o PS afirma que a justiça deve perseguir o seu caminho, como se a justiça vivesse numa bolha isolada do resto da sociedade e as regras que regem a justiça não resultassem de escolhas que os actores políticos fazem no desenho das instituições.

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