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Foi lançado recentemente o livro Ética Aplicada: Educação que adopta como mote que “todo o projecto educativo […] encerra indelevelmente uma moral, uma concepção de bem, um ideal de dever-ser […]”.

No texto inicial, precisamente sob o título “Todo o projecto educativo é uma opção moral”, escrevi ser esta uma realidade intemporal e universal, “antes assumida e procurada, hoje disfarçada quando não mesmo ocultada ou pretensamente descartada”. Eis o que se verifica – acrescentaria – ora por um excessivo enfoque nas estratégias de ensino em detrimento dos conteúdos de aprendizagem, ora por uma absolutização das estatísticas em prejuízo da atenção a situações problemáticas recorrentes, ora ainda por uma obsessão por modelos internacionais no esquecimento das especificidades de cada comunidade… E será relevante perceber e assumir a moral que enforma a educação? Indubitavelmente – responderia – porque se “educa” ou se “conduz” alguém sempre para uma finalidade e a legitimidade desta tem de ser avaliada e assumida previamente ao percurso. A responsabilidade de modelar (enformar) o outro no seu modo (forma) de ser e de estar, a responsabilidade de educar é infinita.

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