Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Vamos falar dos destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Estamos na Guerra Traduzida, estamos na Rádio Observador e estamos com a jornalista Diana Rosa. Eu sou o Miguel Cordeiro e vamos começar com a notícia de que Vladimir Putin apoia o plano chinês para a resolução da guerra na Ucrânia.

É o que revela o presidente russo dois dias antes de iniciar uma visita à China. Entrevistado pela agência de notícias Xinhua, citado pela TASS, o chefe de Estado sublinha que há quatro princípios para a resolução pacífica e esses foram apontados pelo homólogo chinês há poucas semanas. Este documento, que inclui uma proposta de 12 alíneas, sugere uma abordagem que evita a mentalidade da Guerra Fria, de acordo com o entendimento de Putin. O primeiro ponto do plano chinês destaca a importância de respeitar a soberania de todos os países, numa referência à Ucrânia, mas ainda o direito internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas. A China aponta também que a independência e integridade territorial de todos os países devem ser efetivamente preservadas. O governo chinês critica, ainda neste documento, a política externa dos Estados Unidos e diz que a segurança de uma região não deve ser alcançada através do fortalecimento ou da expansão de blocos militares, aqui com uma crítica implícita ao alargamento da NATO.

Esta manhã, Vladimir Putin saudou os representantes das Forças Armadas pelo cumprimento de todas as tarefas atribuídas no norte da Ucrânia.

Assim como na região do Donbass. Numa reunião, numa das longas mesas do Kremlin, Putin sentou-se à cabeceira, recebeu os representantes das forças militares para um novo mandato, fazendo saber os objetivos que a Rússia está a alcançar na guerra na Ucrânia.

"Vale a pena dizer que todos os contra-ataques do inimigo foram repelidos, mas há mais. A partir deste ano, as nossas tropas estão a avançar constantemente em todas as direções."

Neste encontro, Putin falou ainda dos resultados do mandato anterior para dizer que todas as tarefas foram concluídas com sucesso. É um registo do jornal "Izvestia".

Falamos também do novo ministro da Defesa da Rússia, que promete trabalhar para aumentar a eficácia das Forças Armadas, tudo para que Moscou possa alcançar a vitória na guerra contra a Ucrânia.

Essa é a principal prioridade do governo russo, diz Andrey Belousov. Num discurso no Conselho da Federação Russa, disse que devem ser usados os meios mais avançados que o país tem à disposição para conseguir alcançar esses objetivos. Cada rublo pago pelos russos deve produzir o máximo efeito, é o que defende o responsável. O economista, que é agora ministro da Defesa, sublinha que as Forças Armadas russas não podem perder militares no campo de batalha e que os soldados russos no terreno vão ser monitorizados hora a hora para garantir a maior eficácia.

E passamos por um artigo que faz um balanço aos cinco anos de mandato de Volodymyr Zelensky na Ucrânia.

Sim, é um artigo do "Komsomolskaya Pravda" com o título: "Este canalha desleixado matou mais cidadãos do que Pol Pot", um ditador e ex-primeiro-ministro do Camboja. Diz ainda: "É um zero político que desfigurou o seu próprio país". E aqui estive a citar. Aliás, Miguel, faço desde já aqui um aparte que a forma como conto esta história é meramente baseada nas palavras do artigo deste jornal russo. Então diz este artigo que há cinco anos, e cansados de Poroshenko e da guerra no Donbass, os ucranianos começaram a dar mais atenção a Zelensky, que prometeu paz e liberdade, ordenando que quem falava russo se fosse afastando desse hábito e acolhesse a língua nativa, o ucraniano. Lembro que nessa altura também Zelensky falava russo. Então, o futuro presidente ucraniano terá prometido ainda acabar com a corrupção naquele que sabemos que é um dos países com níveis de corrupção mais elevado. E isso cativou tanto os ucranianos que Zelensky conseguiu a vitória.

E diz este artigo, utilizo também as expressões utilizadas nesse artigo, que desde então o partido Servo do Povo iniciou uma propaganda frenética nas redes sociais, mas ninguém poderia imaginar que a chegada do comediante, é a maneira como é descrito Zelensky, ao poder, se iria transformar num verdadeiro inferno para a Ucrânia.

Depois disso, diz o artigo, todas as relações diplomáticas com a Rússia foram cortadas. O jornal relata uma mudança selvagem de nomes de ruas e a demolição de monumentos, assim como um ódio à Rússia que atingiu o ponto de ebulição. São ainda criticadas as roupas do presidente ucraniano e é dito que os nazis não o levam a sério. Diz também o artigo que os homens na Ucrânia têm agora menos direitos do que os escravos. Fala de uma lei canibal de mobilização de militares por um político que se considera invencível. Termina o artigo dizendo que este homem pequeno e desleixado, vestido de caqui, em apenas cinco anos desfigurou o próprio país, sangrou e mandou os infelizes ucranianos para o deserto.

Notícia de fecho nesta revista de imprensa russa.