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Seguimos na guerra traduzida com a imprensa ucraniana, o trabalho da jornalista Diana Rosa e começamos com a visita surpresa do secretário-geral da NATO a Kiev esta manhã.
É a terceira visita de Jens Stoltenberg desde o início da guerra. O líder da NATO já reuniu com Volodymyr Zelensky e depois do encontro, em declarações à imprensa, apelou ao reforço do posicionamento da Aliança Atlântica em relação ao apoio à Ucrânia e fez um resumo dos temas tratados à mesa esta manhã.
"Discutimos a preparação da Cimeira da NATO em julho. Os aliados concordaram que a NATO deve ter um papel mais relevante na coordenação dos sistemas de segurança e no treino de militares ucranianos. Acredito que temos de alcançar um compromisso maior a nível financeiro, que mantenha o nosso apoio, um apoio que não pode ser temporário, tem que ser previsível e a longo prazo."
Jens Stoltenberg, que reafirma que a Rússia não pode vencer esta guerra e a Ucrânia não tem margem para esperar pelo apoio dos países aliados numa altura em que está numa posição mais fragilizada. Por isso, acredita que os países da NATO não podem ter dúvidas em relação ao apoio enviado à Ucrânia. É uma notícia que faz manchete no Kyiv Independent.
Passamos para uma notícia do Kyiv Post. Adam Kadyrov, 16 anos, foi nomeado por Putin como curador da Universidade de Forças Especiais Russas.
Foi o pai do jovem que fez o anúncio no Telegram, em que escreve que Adam está intimamente familiarizado com as atividades da universidade. Tem, por isso, condições para fazer um excelente trabalho nas funções atribuídas. Este jovem já tinha recebido no passado uma medalha na competição das Forças Especiais, que decorreu no Dubai. Tem, no entanto, histórico de agressões. Há um vídeo publicado em setembro, onde pode ver-se o soldado de 16 anos a espancar outro jovem na prisão por ter alegadamente queimado o Alcorão, ainda que tenha sido absolvido depois da investigação ter concluído que não havia indícios de crime. Depois disso, Kadyrov recebeu inúmeras honras regionais, incluindo o título de herói da Chechênia. Foi ainda nomeado responsável pelo Departamento de Segurança do chefe da República.
E Diana, aumentou 20% o número de vítimas civis na Ucrânia só no mês passado.
E se olharmos apenas para o número de crianças que morreram, esse número duplicou. São os dados de um relatório das secretas britânicas publicados pelo New Voice of Ukraine. O documento revela que mais de 600 ucranianos morreram ou ficaram feridos no mês passado. As vítimas são atribuídas a ataques com mísseis e munições aéreas em todo o país, assim como ao aumento dos bombardeamentos nas linhas da frente. O relatório destaca também o aumento dos ataques coordenados contra infraestruturas ucranianas. Estes dados, recolhidos com a cooperação das Nações Unidas, adiantam também que a situação humanitária na Ucrânia está a deteriorar-se. De acordo com a ONU, 40% da população do país precisa de ajuda, mas a entrega de apoio é dificultada pelos frequentes ataques russos, além de os carros humanitários estarem impedidos de entrar nos territórios ocupados por Moscovo. Diz a ONU que o número real de vítimas civis na Ucrânia é muito mais elevado, uma vez que muitos casos permanecem não confirmados. É, por exemplo, o caso de milhares de pessoas que foram mortas nos primeiros três meses da agressão russa em Mariupol.
A fechar, uma notícia em destaque na agência Ukrinform. Os agricultores polacos desbloquearam todos os postos fronteiriços entre a Polónia e a Ucrânia.
Que já estavam condicionados há vários meses. O setor agrícola reclamava uma forte quebra de receitas com a entrada em excesso de produtos provenientes da Ucrânia e que eram vendidos a preços muito inferiores. Hoje, em declarações à imprensa, o Ministério da Política Agrária da Polónia agradece às associações industriais de ambos os países pelas negociações que, apesar de desafiantes, conseguiram já atingir resultados, ainda que estas negociações se mantenham em curso. Os dois países concordaram em trocar dados mensais sobre o trânsito de produtos agrícolas para monitorar a situação, estando a próxima reunião dos ministros da Agricultura da Ucrânia e da Polónia marcada para o dia 7 de maio. Vão ser discutidos os termos da cooperação durante o verão.
Fica por aqui a guerra traduzida.