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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, boa noite. Começamos com os jornais ucranianos. Volodymyr Zelensky insiste que a Ucrânia não pode retirar-se dos territórios do leste do país. E neste momento, é esta, Laura, a única questão difícil no plano de paz.
Depois do encontro com Donald Trump, o presidente ucraniano revelou que o plano de paz está agora a 90% e explicou que o sucesso das negociações praticamente já só depende do tema dos territórios. Em causa estão cinco no leste ucraniano, Donetsk, Lugansk, Kherson, Zaporizhzhia e também a península da Crimeia, ocupada desde 2014. Trata-se da maior disputa territorial em curso na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e continua a impedir a resolução do conflito na Ucrânia. Hoje, numa entrevista à Fox News, citada pelo The Kyiv Independent, Zelensky diz que os ucranianos não podem simplesmente retirar-se. O presidente lembra que nos territórios em que estão vivem 300 mil pessoas e que o país não pode perder esses cidadãos. Zelensky mostrou-se ainda grato a Donald Trump pela reunião, que considerou muito produtiva, e afirma que os Estados Unidos estão a tentar encontrar um compromisso entre as posições de Kiev e Moscovo.
A Ucrânia está a discutir com os Estados Unidos a possível presença de tropas norte-americanas em território ucraniano depois da assinatura de um acordo de paz.
A informação é revelada por Volodymyr Zelensky. De acordo com o Pravda, o presidente ucraniano gostaria que isto acontecesse. Zelensky diz que a presença de tropas estrangeiras no território ucraniano está a ser discutida não só com os Estados Unidos, mas também com os países da Coligação das Vontades. Questionado sobre se Washington poderia então enviar tropas para Kiev depois da assinatura de um acordo de paz, o presidente ucraniano explica que isso seria uma posição muito forte em termos de garantias de segurança.
E Laura, o presidente ucraniano anunciou hoje novas reuniões com aliados europeus.
A Coligação das Vontades vai reunir dia 6 de Janeiro, em França, e antes disso, no sábado, dia 3, os conselheiros de segurança da Coligação das Vontades vão também ter um encontro. As informações são citadas pelo The Kyiv Independent. Isto depois de o presidente ucraniano ter avançado a informação numa publicação na rede social X. O grupo da Coligação das Vontades é liderado por França, Reino Unido e Alemanha, que têm feito esforços para mostrar o apoio da Europa à Ucrânia. De acordo com Zelensky, a próxima ronda de contactos tem como objectivo rever todos os documentos, trabalhos preparatórios e pontos adicionais. Depois deste encontro em França, vão também ser feitas reuniões consultivas a 7 de Janeiro para ultimar os detalhes.
E a Rússia continua a atacar as infraestruturas energéticas ucranianas.
75 mil pessoas ficaram sem energia depois de repetidos ataques à infraestrutura energética em Chernihiv. A informação é avançada pela vice-ministra da Energia. Citada pelo The Kyiv Independent, a governante diz que também há localidades totalmente ou parcialmente sem energia nas regiões de Kharkiv e Sumy. Os trabalhos de emergência e reparação estão agora em curso. A vice-ministra explica que parte das instalações energéticas já foi alvo de repetidos ataques e que cada reparação requer muito tempo e recursos.