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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Vamos olhar pra imprensa dos dois lados do conflito. Começamos pela Ucrânia, num trabalho do jornalista Rui Casanova, com a colaboração de Tânia Olinek. Rui, mais uma noite de ataques. Começamos com as informações em destaque na imprensa ucraniana sobre os bombardeamentos das últimas horas.

Sim, boa tarde, André. Começo aqui com o primeiro parágrafo de um artigo do canal ucraniano TCN: "Os russos atacaram novamente as pacíficas cidades da Ucrânia". É o que se pode ler logo no início deste artigo, que dá conta de ataques nas regiões de Odessa, Mykolaiv e Kherson nas últimas horas. Ataques com recurso a drones de fabrico iraniano, é o que escreve o TCN. Este canal ucraniano detalha o que aconteceu em cada uma destas regiões, com base em dados das autoridades ucranianas que têm sido divulgados nas últimas horas. De resto, o canal TCN dá sempre muito destaque a estes ataques, a estes bombardeamentos e tem sempre muita informação das consequências. O canal TCN, neste artigo, mostra também fotografias de vários edifícios que foram atingidos nestas regiões, edifícios muito danificados ou até completamente em escombros. Isto na sequência destes bombardeamentos na última noite.

E Rui, um dos bombardeamentos mais graves aconteceu em Kryvyi Rih, onde uma pessoa morreu e mais de 50 ficaram feridas.

Uma pessoa morreu e pelo menos 52 ficaram feridas na sequência de um ataque russo a um edifício da polícia em Kryvyi Rih, no centro da Ucrânia. Aconteceu esta manhã. A vítima mortal é um agente da polícia. Três pessoas foram retiradas, entretanto, dos escombros em estado grave. Fazem parte do tal número de pessoas feridas na sequência deste bombardeamento. A polícia ucraniana fala mesmo num ato de terror. De resto, as autoridades continuam no local pra operações de limpeza. As buscas já foram concluídas. Aqui o jornal ucraniano Pravda divulga fotografias deste edifício da polícia com muitos danos e em chamas. É consequência de mais um bombardeamento russo, naturalmente em destaque aqui na imprensa ucraniana.

E a Ucrânia está a preparar os sistemas de defesa aérea pra eventuais ataques ao sistema energético durante o inverno.

Sim, é o que dá conta novamente o jornal ucraniano Pravda, que cita uma entrevista do comandante das Forças Conjuntas do Exército Ucraniano à Agência Reuters. Este militar, Serhii Naev, lembra que no inverno passado havia menos sistemas de defesa aérea. Agora, o exército russo já recebeu mais. Portanto, diz que a eficácia contra estes ataques será melhor. De acordo com o militar, os ataques russos às infraestruturas energéticas podem começar já no final deste mês de setembro ou início de outubro. Por isso os sistemas de defesa, diz esta fonte militar, estão a ser preparados e melhorados face a esses possíveis ataques das forças russas às infraestruturas de energia, que como sabemos, são muito importantes no inverno, porque o inverno na Ucrânia é bastante frio e demos conta disso aqui na "Guerra Traduzida" no último inverno. Ataques a infraestruturas de energia dificultou muito a vida dos ucranianos no país em guerra.

Uhum! E Rui Casanova, trazemos agora aqui esta edição da "Guerra Traduzida" um personagem um pouco inesperado no programa. Falamos de Elon Musk, porque também é hoje notícia na Ucrânia.

Sim, reagiu à notícia da CNN Internacional, que dava conta que Elon Musk teria desligado o sistema de satélites de comunicações Starlink, da SpaceX, para impedir um ataque com drones submarinos da Ucrânia à frota naval da Rússia na Crimeia. Ora, na rede social X, como designamos agora o antigo Twitter, Elon Musk explica que a SpaceX não desativou este sistema Starlink nas regiões mencionadas da Crimeia porque não estavam ativos. De acordo com Elon Musk, o Starlink recebeu um pedido de emergência das autoridades ucranianas pra ativar esses sistemas até Sebastopol, na Crimeia. O objetivo era afundar a maior parte da frota russa ancorada. Acrescenta Elon Musk que se tivesse concordado com esse pedido, a SpaceX seria cúmplice de um grande ato de guerra e de escalada do conflito. É o que se pode ler nesta publicação de Elon Musk feita na rede social X. E é uma notícia em destaque aqui na seção de economia do jornal ucraniano Pravda.

A guerra de mãos dadas com a tecnologia. Ponto final neste episódio. Já a seguir vamos traduzir a imprensa do lado russo.