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Guerra traduzida na Rádio Observador. Diana Rosa, vamos aos destaques da imprensa ucraniana. A União Europeia anunciou um pacote número 20 de sanções contra a Rússia. Abrange energia, finanças e comércio.
Anúncio da presidente da Comissão Europeia, que pede rápido aval dos Estados-membros. Ursula von der Leyen diz que num momento em que decorrem importantes conversações de paz em Abu Dhabi, há que ser realista. A Rússia só se vai sentar à mesa de negociações com intenções genuínas se for pressionada a fazê-lo. Esta é a única linguagem que a Rússia compreende e é por isso que hoje a Europa está a intensificar a sua ação, refletida neste novo pacote de sanções, quando vai fazer quatro anos desta guerra. A líder do Executivo comunitário apela a que os Estados-membros aprovem rapidamente estas novas sanções para enviar um sinal poderoso antes do sombrio quarto aniversário do conflito, que se assinala no próximo dia 24.
E Zelensky anunciou mudanças no quadro de pessoal da Força Aérea. O presidente ucraniano critica as capacidades da defesa aérea regional, considera que tem sido pouco eficiente e insatisfatória.
Acredita ainda que a organização da Força Aérea deve ser diferente, isto na sequência dos ataques russos a instalações energéticas. De acordo com Zelensky, as mudanças terão como alvo as unidades responsáveis pela intercepção de veículos aéreos não tripulados russos, em particular os drones do tipo Shahed. O presidente acrescentou que esta parte do sistema de defesa aérea deve funcionar com muito mais eficácia e evitar os problemas que existem actualmente. Zelensky afirmou que em algumas regiões as linhas de defesa estão mais bem organizadas, enquanto em outras ainda há muito trabalho a ser feito. O ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, está a tratar do assunto e o comandante da Força Aérea já recebeu instruções adicionais do presidente. Todas as decisões devem ser implementadas o mais rápido possível, pede Zelensky. Os recentes ataques russos em meados e no final de janeiro causaram graves danos à infraestrutura energética, levando a cortes de energia de emergência em muitas regiões. Ao mesmo tempo, lembro que os ataques interromperam o abastecimento de água e aquecimento numa altura em que há temperaturas que às vezes chegam a ultrapassar os 20 °C negativos.
Diana, a pretexto desse tema, Kiev terá apenas entre quatro a seis horas de energia por dia este mês.
Por causa desses ataques russos que danificaram gravemente importantes centrais e subestações de alta tensão. A extensão dos danos foi detalhada por Stanislav Inatyev, chefe do Conselho de Associação Ucraniana de Energias Renováveis, numa entrevista ao jornal ucraniano Telegraph, depois do ataque russo de terça-feira, o maior ataque ao sistema energético da Ucrânia desde o início do ano. Grandes centrais sofreram danos severos. A perda dessas instalações reduziu de forma drástica a capacidade de geração de energia e criou sérios riscos para o fornecimento de calor da cidade durante o inverno. Como resultado, o déficit energético de Kiev aumentou, obrigou as operadoras a implementarem cronogramas de apagões, de cortes mais rigorosos em toda a capital. A Rússia acertou em zonas cruciais para a transmissão de electricidade entre regiões e para garantir o funcionamento estável do sistema elétrico. As autoridades do sector energético afirmaram que os danos em equipamentos de alta tensão criam automaticamente escassez de electricidade, mesmo em regiões onde a capacidade de geração foi preservada, e restaurar essas instalações é particularmente desafiante devido a restrições técnicas e logísticas num país em guerra. Alguns componentes são únicos, feitos sob medida e exigem meses, em alguns casos até anos, para serem substituídos.
É o ponto final na guerra traduzida. Está de regresso na próxima semana.