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Guerra traduzida na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com o jornalista Martim Madeira. E começamos com os destaques do lado ucraniano. Volodymyr Zelensky quer conversa olhos nos olhos com Vladimir Putin.
"Basta de guerra". São as palavras do presidente ucraniano numa carta aberta a Vladimir Putin, que está em manchete em todos os jornais ucranianos. Zelensky convidou pessoalmente o presidente russo para uma reunião cara a cara, de forma a acabar com o conflito de uma vez por todas. Na carta, Zelensky escreve que Putin passou quase metade dos 26 anos como presidente da Rússia a fazer guerra com a Ucrânia. Afirma também que independentemente da retórica sobre a NATO ou a geopolítica, esta guerra trata-se de uma escolha pessoal de Putin, que vai ser relembrada como uma invasão sem motivos reais. De acordo com os jornais ucranianos, com esta iniciativa, Zelensky quer desmascarar a falta de vontade de paz de Moscovo perante a comunidade internacional. Vamos ver a resposta de Moscovo já depois, no lado russo.
Martim, 185 prisioneiros de guerra foram libertados numa troca com Moscovo.
Uma notícia do Kyiv Post. As imagens divulgadas pela imprensa ucraniana mostram os 185 soldados libertados a cantar o hino nacional ucraniano depois de vários meses em cativeiro. O Kyiv Post explica também que este é um momento de esperança para a Ucrânia, em termos de objetivos no terreno. Escreve que no momento de alta tensão entre as duas nações, é uma demonstração de que a comunicação entre os dois ainda é possível. Todos os 185 soldados vão agora receber tratamento médico e psicológico.
Ainda no terreno, um ataque russo contra uma fábrica de comida para bebês mata quatro civis.
Uma notícia do The New Voice of Ukraine. Um ataque com mísseis e drones atingiu uma fábrica de produtos alimentares para bebês, o que provocou a morte de quatro pessoas e feriu pelo menos sete. Zelensky reagiu com indignação. Afirmou ironicamente que a Rússia adicionou uma fábrica de comida infantil à lista de vitórias militares. Durante a última noite, as defesas aéreas ucranianas interceptaram 198 de 216 drones Shahed lançados contra o território nacional. O jornal escreve que este impacto em infraestruturas civis sublinha a persistente ameaça sobre a capital Kiev.
E ainda, um drone naval ucraniano explode na Roménia após interferência russa.
Uma notícia do Kyiv Post. A Marinha Ucraniana confirmou hoje que um dos drones marítimos perdeu o controle e acabou por explodir no porto de Constança, na Roménia. Segundo Kyiv, o navio não tripulado desviou-se da rota original devido à interferência eletrónica, o chamado jamming russo no Mar Negro. As autoridades romenas confirmaram a explosão, que ocorreu durante a madrugada, e notaram que o dispositivo era semelhante aos usados pela Ucrânia no conflito. Este incidente volta a colocar os holofotes sobre os riscos da guerra se espalhar para o território de países-membros da NATO.
E vamos agora até aos Estados Unidos. A Câmara dos Representantes aprova novo pacote de ajuda, apesar do bloqueio republicano.
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei considerado crucial para o apoio militar à Ucrânia. De acordo com o The New Voice of Ukraine, a notícia é recebida em Kiev com alívio, especialmente após alguns relatos de que a Casa Branca e a liderança republicana estavam a tentar bloquear a votação até ao último minuto. Este pacote de ajuda é considerado vital para manter as capacidades de defesa aéreas e a munição necessária pra frente de batalha, num momento em que as baixas russas, segundo o Estado-Maior Ucraniano, já ultrapassaram os 1,3 milhões de militares desde o início da invasão.
Está tudo dito na guerra traduzida, versão Ucrânia.