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Onde estou. Sonho, mas o sonho voou. Perco-me em tudo o que vou. Que vou. Yeah, baby. Onde estou. Longe do inferno vou. A corrida contra o tempo acabou. Acabou. E se quisesse estou aqui. Eu posso ser teu álibi. Podes confiar em mim. Eu cá estou, estou. Vai, vem cá. Eu quero-te aqui. Vem, dá. Só quero é ser feliz do teu lado. Sabes bem que o tempo está contado. Não quero estar no vai e vem. Não me sinto bem. Tanto tempo pra enfrentar a realidade. Estás cansado de fugir. Te deixas iludir. Olha que não vale a pena, não. E se quisesse eu estou aqui. Eu posso ser teu álibi. Podes confiar em mim. Eu cá estou, estou. Vai, vem cá. Eu quero-te aqui. Vem, dá. Só quero é ser feliz do teu lado. Sabes bem que o tempo está contado. Não quero estar no vai. Vem cá. Eu quero-te aqui. Vem, dá. Só quero é ser feliz do teu lado. Tu sabes bem que o tempo está contado. Não quero estar no vai.
"Vai e Vem", canção que abre o álbum de estreia de Filipe Carleson, "Lá Vem o Sol". Bem-vindo, Filipe Carleson, aqui à Rádio Observador.
Muito obrigado.
Estávamos aqui a falar que é injusto, porque tu hoje disponibilizas todo o álbum, "Lá Vem o Sol", e olhamos lá pra fora e está um dia assim mais cinzento e de chuva.
É verdade.
Mas vais trazer alguma cor com estas novas canções.
Sim.
É esse o objetivo, não é?
É esse o objetivo do disco, mesmo num dia escuro, acho que o meu disco consegue-vos trazer a clareza.
Exatamente, é esse o objetivo. Tu foste desvendando este álbum aos poucos. Começaste no mês passado, não foi? Foi em três fases distintas. Por que sentiste esta necessidade de ir desvendando aos pouco estas canções?
São três capítulos diferentes. São três histórias diferentes que acabam por se juntar e fazer uma peça. Foi por isso mesmo.
Nós temos aqui canções muito bem dispostas, mas também com uma componente muito pessoal e introspectiva. Pra quem já te conhece um bocadinho o teu trabalho, tu começaste em 2020 com o teu primeiro EP, "Teorias do Bem-Estar". Que história é que tu queres contar com este disco? O que as pessoas vão aprender com isto?
"Lá Vem o Sol" fala sobre superação e querer ter mais certezas na vida, apesar de às vezes vivermos instabilidade, insegurança, medos e tudo mais. Claro que temos que lidar com isso, mas a mensagem do disco é que no final do dia o sol sempre virá. É uma coisa que, pra mim, faz todo sentido e acho que pra muitas pessoas também. Podemos passar por muitos períodos, se calhar, mais negros, se calhar, anos mais difíceis, coisas difíceis de enfrentar, mas no final do dia o sol sempre virá, se nós o deixarmos fazer.
E no que toca ao processo de criação e também de inspiração, o que moveu para que começassem a brotar estas canções?
Eu acho que foi um bocado experimentação da minha parte. Eu acho que sou um artista que não consigo parar quieto e não consigo parar de experimentar e fazer coisas diferentes. Claro que há canções que, se calhar, são mais semelhantes ao meu passado, que eu adoro fazê-las, mas também tentei ir um bocado pra além daquilo que é a minha zona de conforto e tentar fazer as coisas diferentes, de maneira diferente.
São 12 canções no total, que estão neste novo disco, "Lá Vem o Sol". Eu gosto sempre de saber isto: ficaram canções na gaveta?
Ficaram, imensas.
És destes artistas que guarda tudo numa gaveta e que depois, um dia, se isto for útil, vou voltar aqui?
Sim, eventualmente, sai assim 40 músicas que nunca foram lançadas, mas isso daqui a...
Cinco anos?
Não, não sei. Estou a brincar, obviamente. Não sei o que é que vou fazer com as músicas, mas se calhar, vão sair. Não sei.
E esse processo de escrita, como é que surge para o Filipe Carleson? É um processo natural? Tu estás no teu dia a dia e esta questão acaba por surgir ou vais dormir à noite e acordas com uma ideia, escreves nas notas do telemóvel e acordas no dia a seguir e já nem percebes bem aquilo que escreveste? Como é que isso funciona?
Na verdade, é tudo. Tudo o que faz algum tipo de som, tudo que fala, tudo que interage comigo acaba por me dar ideias e fazer isso. Às vezes é uma guitarra, às vezes é ir a um concerto, às vezes é ouvir uma banda nova ou um artista novo. Acho que a minha criatividade vem de tudo que eu faço no dia a dia.
E tu neste álbum, neste novo trabalho, trazes também colaborações. Queres falar um bocadinho sobre elas?
Claro que sim. A primeira colaboração que lancei, foi o primeiro single deste disco, foi com o Mishlawi, que é um grande amigo meu.
É a minha favorita deste álbum.
Obrigado.
Por acaso é.
Obrigado. Que já é um amigo de longa data e era algo que já estávamos a falar há alguns anos de fazer e foi neste disco.
E vocês acabam por se complementar muito bem a nível de estilos, funciona muito bem. Portanto, está aqui, quem sabe no futuro aparecia.
Nós pensávamos que não ia funcionar, mas funcionou.
Acharam que sim? Por acaso eu acho que as sonoridades acabam por funcionar muito bem.
Sim, é verdade. Eu também acho que a minha sonoridade também já encaixou mais a essa sonoridade um bocado mais pop dele, então fez sentido juntar os dois mundos.
Mas tens mais uma, não é? Neste novo trabalho.
Tenho mais uma, que é com o Alé, que foi quem me ajudou a escrever as canções para o meu EP "Mãos Atadas". Ele também tem uma banda, que são os Hércules, e é uma pessoa que eu respeito muito a nível artístico e como pessoa também, grande amigo. Estávamos no estúdio, ele estava nos a ajudar e ele soltou-se com o "Quatro da manhã e ainda me apetece" e foi assim.
E podem ouvir também neste novo álbum, "Lá Vem o Sol", do Filipe Carlson. Entretanto, estava-se aqui a falar da questão dos EPs. Tu foste lançando vários, desde 2020. Existe uma espécie de responsabilidade diferente por este... ou seja, há aqui um processo de cinco anos em que acredito que foste amadurecendo enquanto artista e também a moldar-te e a mudar algumas coisas. Existe aqui uma espécie de responsabilidade extra por este ser o álbum, o primeiro, o álbum de estreia?
Eu gosto de acreditar-
Como é que acordaste hoje?
Eu acordei muito bem. Eu gosto de acreditar que sim, mas ao mesmo tempo não gosto de dar tanto peso. Ou seja, eu acho que um lançamento é sempre um lançamento e vai ser sempre importante de uma forma ou de outra. Acho que um álbum, claro, dá mais trabalho a fazer, são mais peças, são mais canções e por isso é que eu acho que normalmente temos esta conotação mais pesada em relação a um disco. Eu acho que foi um desafio pra mim, mas o desafio está superado, agora é passar ao próximo.
E como eu estava a dizer, passaram-se cinco anos, tu consegues perceber o teu amadurecimento ao longo destes cinco anos enquanto artista, em pequenas coisas, até no teu processo de criação, nos videoclipes, que também já estão disponíveis no YouTube e nas plataformas digitais?
Sim, eu acho que é sempre um work in progress. Acho que estou sempre a tentar fazer versões novas de mim e melhorar essas versões, tanto a nível, como disseste, de ou ir pro estúdio ou trabalhar em visuais, ou trabalhar em outras partes que envolvem toda a criação, todo o processo de criação. E acho que tenho andado a conseguir tirar umas influências daqui, ouvir uns podcasts, ler uns livros e conseguir entrar aqui num ser meu mais maduro, vamos pôr assim.
Eu estou aqui a olhar pro teu canal do YouTube, e corrige-me se eu estiver errado, já tens oito videoclipes deste novo trabalho.
Exatamente.
"Lá Vem o Sol". É mais difícil escrever uma canção ou idealizar e gravar um videoclipe?
O videoclipe.
É o que te dá mais trabalho, é o que tu pensas mais e questionas mais, será que isto vai funcionar ou não?
Não, na verdade, os videoclipes são mais fáceis.
Depende da perspectiva, não é?
Depende da perspectiva, porque a maior parte dos vídeos que tenho aí também são coisas simples, são visualizers. Temos três ou quatro onde caprichamos mais, obviamente, os ditos cujos singles do disco. Eu adoro fazer isso. Uma visão pra este disco foi do gênero eu quero dar às pessoas a oportunidade de poderem ouvir a música e pensarem no cenário onde eu estava quando pensei na canção ou que me faz levar para.
Falamos aqui das colaborações neste novo disco, a Mishlawi e Alé. Há alguma colaboração de sonho que queiras realizar nos próximos tempos? Que esteja naquele bloco de notas em que tu escreves, gostava de trabalhar com estas pessoas.
Ainda no outro dia falei sobre isto, que foi: eu acho que estas coisas dos collabs, pra mim, são superinteressantes quando é supernatural e corre da melhor maneira possível. Também não digo que alguém ao propor e a conhecer outro artista e tudo mais, acho que seria giro fazer collabs, mas ao mesmo tempo é-
Mas não há ninguém que tu penses, à primeira vista...
Not really.
Interessante. E do teu círculo, acredito que tenhas muitos amigos nesta indústria da música. Já surgiu em conversa essa hipótese? Já falamos do Mishlawi, que é um amigo de longa data, mas há aí alguma coisa a cozinhar-se pra esse lado ou nem por isso?
Pode ser que sim, pode ser que não.
Não queres adiantar nomes?
Não.
Muito bem. É um artista também muito misterioso, mas Filipe Carlson, este é o teu novo trabalho, "Lá Vem o Sol". Tens aqui grandes canções, são 12 no total. Por onde é que tu agora vais andar? Vais agora, acredito, promover este novo trabalho. Mas também como é que tem sido a reação das pessoas a este novo trabalho? Tenho visto as tuas redes sociais e acompanhado o teu trabalho. Tens colocado tudo nas tuas redes sociais, nomeadamente no Instagram. Como é que tem sido a reação?
Tem sido ótima. Tem sido muito boa. Adoro os meus fãs.
Isso é bom de se dizer.
Adoro as mensagens que eles me mandam. Adoro poder ajudá-los com canções e a superarem momentos maus. É muito isso.
E trazer este bom espírito de primavera e quiçá de verão, porque estas músicas também combinam já com o verão. Não sei, eu falo por mim, só existe inverno e verão. Eu nunca penso muito na primavera, portanto, já estou como se fosse no verão, ainda que o dia esteja hoje cinzento lá fora. Por onde é que vais andar?
Ainda não posso divulgar, mas vou andar.
Vamos acompanhar tudo certamente nas tuas redes sociais e, portanto, é estar atentos ao trabalho do Filipe Carlson, que hoje lança o seu tão aguardado álbum de estreia, "Lá Vem o Sol". E nós agora vamos fechar este "Ao Vivo" com mais uma canção deste álbum, "Mil e Um". Obrigado, Filipe Carlson.
Já procuraste todos os refrões, palavras fracas, soluções. Não é tão fácil encarar, sopra para o lado, deixa passar. Sei bem que o tempo faz confusão. Uma semana passou o verão. Mas é a vida mesmo assim, não te compliques em dinamite. Deixa passar. Deixa mudar. Deixa viver, deixa sofrer. Mas qual a ideia de temer? Mil e uma razões para seres feliz. Tiras conclusões e escolhes ficar triste. Mil e uma razões para seres feliz. Tiras conclusões e escolhes ficar triste. Mil e uma estás ao lado. Nunca pensas sair do quadrado. Tanta regra, sempre penteado. Então vai lá ouvir o som do mar. Pôr do sol longe da cidade onde sempre quiseste estar. Então vai lá, ao fundo vejo luz, como um túnel me seduz se eu não olhar atrás. Mil e uma razões para seres feliz. Tiras conclusões e escolhes ficar triste. Mil e uma razões para seres feliz. Tiras conclusões e escolhes ficar triste. Mil e uma razões para seres feliz. Tiras conclusões e escolhes ficar triste. Mil e uma razões para seres feliz. Tiras conclusões e escolhes ficar triste.
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