Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começa agora o novo programa das manhãs 360. Chama-se Comissão de Inquérito. De terça a quinta convidamos um nome conhecido do mundo da política para responder a perguntas sobre a atualidade, e não só. Hoje é nosso convidado Francisco Paupério, foi cabeça de lista do LIVRE nas eleições europeias. Eu recordo como funciona aqui a Comissão de Inquérito. Vamos fazer cinco perguntas, para cada resposta certa tem cinco pontos. Temos também ajudas, nesse caso, só recebe dois. A resposta errada não tem direito a qualquer pontuação. Vamos a isso. Obrigado por ter aceitado este nosso convite, Francisco. Bom dia.

Bom dia, obrigado pelo convite. Como é que estamos agora de ranking? 17?

17 para Alexandre Poço e Miguel Costa Matos.

Não está fácil.

Não está fácil.

É uma semana de jovens. E o Francisco também está dentro do padrão etário, não é?

Sim, ainda tenho 29.

Ainda tem 29, ainda está aqui no sub-30.

E agora é até aos 35, pelo menos.

Mas com o IMT pode ir até aos 40.

Somos eternamente jovens.

Portanto, sim, ainda tem tempo.

Ainda tem tempo. Vamos começar então, Francisco Paupério, com uma pergunta para a qual imagino que se tenha preparado muito sobre as questões europeias. Nem sempre os deputados do Parlamento Europeu foram eleitos por sufrágio direto. Inicialmente, eram escolhidos pelos parlamentos nacionais. A partir de que ano é que passou a haver eleições europeias? É a nossa primeira pergunta. Ainda não era nascido, tenho que dizer.

Sim, e não estava para ser.

Mas ainda estava na ponta da língua, porque eu estudei isso para um debate que achei que podia ser uma pergunta. Ora bem, eu diria 93, 94.

As primeiras eleições europeias?

Para o Parlamento.

Para o Parlamento?

Vem de antes? Ainda é antes?

Vem de antes.

Ui.

Quer ajuda?

Então preciso de ajuda.

Muito bem. 1976, 1978 ou 1979.

Vou com 76.

1979.

1979. Então estava completamente ao lado.

Entre 7 dias de junho, nove Estados-membros elegeram 410 deputados. Muito aconteceu, entretanto, até com os alargamentos. Já teve tempo para fazer uma reflexão sobre as razões que o levaram a não ser eleito?

Já, já estivemos a fazer as nossas reflexões também internas e curiosamente até fomos analisar os resultados e vimos que este resultado nas últimas eleições europeias tinha dado uma eleição de um eurodeputado. Portanto, também houve aqui uma circunstância em que tivemos o PS e o PSD com votações acima do esperado e até se virmos a nossa aproximação à esquerda do Bloco e do PCP, nós curiosamente tivemos uma sensação muito agridoce, porque tivemos um bom resultado e mesmo assim ficamos aquém do nosso objetivo, que era eleger.

E a desilusão foi maior por as projeções iniciais terem apontado o LIVRE até à frente do Bloco de Esquerda e PCP?

Sim, houve também esse efeito durante a noite eleitoral, até próprio com as sondagens às 20h, em que nos dava alguma confiança para a eleição, e depois às 22h a perceber que ficaria tudo muito mais difícil. E claro que aí foi uma montanha-russa de emoções. Mas durante a campanha, com as sondagens, com o crescimento que nós vimos na rua também do reconhecimento do LIVRE, eu também fiz a campanha de 10 de março pelo Porto e vi a diferença de agora 10 de março em dois meses, três meses. Aumentou muito o reconhecimento do LIVRE, o reconhecimento do nosso grupo parlamentar e, portanto, isso deu-nos confiança também durante a campanha. Claro que depois do resultado, olhando agora, sabemos que foi um bom resultado, foi o melhor resultado de sempre do LIVRE. A verdade é que não chegou e ficamos tristes, apesar deste resultado histórico.

Houve mais eleitores a votar, de alguma maneira. Portanto, o universo sobre o que estamos a trabalhar é maior.

O facto de se ter criado a sensação de que a direção do LIVRE não estava inteiramente consigo na campanha pode ter prejudicado?

Claro, pode ter um efeito negativo ou pode ter um efeito positivo, dependendo do ponto de vista. Considero que se arrastou demasiado tempo essa questão e pode ter um efeito prejudicial.

Mas teria sido melhor ter tido Rui Tavares mais tempo ao seu lado?

Mais tempo não digo, porque ele esteve praticamente a campanha toda. Não conseguimos foi tirar esse chapéu durante a campanha. Isso se calhar conseguimos agora, mas na altura não conseguimos. E acho que isso foi uma falha nossa, de não ter estancado logo no início essa polêmica e achar que estava tudo bem e que, como do nosso ponto de vista estava tudo bem, achamos que não ia ser tema.

Quem é a responsabilidade então deste, que acaba por ser um fracasso, não conseguir eleger um eurodeputado?

Não, eu assumo as minhas responsabilidades enquanto cabeça de lista e enquanto cara do LIVRE nestas eleições. Claro que internamente também vamos fazer esse julgamento e análise do que é que podemos ter feito melhor em termos de estratégia, em termos de mensagem, mas claro que eu tenho que assumir também essa responsabilidade.

Para já zero pontos, mas ainda tem quatro perguntas.

Mas esta agora eu acho que é fácil. O Francisco Paupério é membro da Assembleia do LIVRE, que é o órgão máximo do partido entre congressos, mas o LIVRE é gerido no dia a dia pelo chamado grupo de contacto.

Exatamente.

E a pergunta é: quantos membros tem este grupo de contacto?

Tem 15 membros. Certíssimo.

Esta era fácil.

E até sei dizer o número das pessoas. Das nomes também, admito.

Certo, 15 membros, certíssimo. O Francisco pertence ao LIVRE. Este é o início de uma carreira política com mais visibilidade ou a tempo inteiro, eventualmente, ou não?

Não sei se é uma carreira política, porque eu não vejo a política como carreira.

Carreira é, no fundo, dedicação, se quiser.

Sim, dedicação, sim. Vou estar sempre dedicado. E aliás, apesar desta desilusão, ainda continuo aqui com muita força de continuar e de ter esse impacto, porque a política também não se faz só nos partidos. Eu acredito que é nos partidos que nós podemos ter mais impacto e por isso é que me juntei ao LIVRE, por isso é que quero fazer política também partidária. Mas não é a única forma de fazer política e há muita gente que faz política sem estar nos partidos. Na minha ótica, acho que faz sentido a política partidária, é onde conseguimos ter mais impacto e é por isso que eu continuo e tenho essa força de continuar ainda mais. Portanto, é o início de uma aventura.

Houve aquela fricção, aquele mal-entendido, queiramos chamar no início com a sua indicação num processo de eleições primárias. Já antes com a Joacine Katar Moreira, o LIVRE teve aquela divergência, depois ela também eleita em eleições primárias. Não é o sistema de eleições primárias que fica em causa quando sucessivamente causa problemas ao LIVRE?

Eu acho que são casos diferentes. O caso da Joacine foi um caso político, de distanciamento, talvez político. Neste caso não foi esse o caso, foi um caso de regulamento das primárias, se defende ou não o partido. Foi um caso diferente, foi mais de mecanismo e não político. E eu acho que, na minha ótica, não mete em causa porque as primárias abertas, primeiro, vêm desde 2014, desde a fundação do partido, e para mim significa aquilo que os partidos deviam fazer, que é abertura adentro e fora do partido.

Mas é o próprio partido que parece que não convive bem com a abertura quando os resultados não são de acordo com-

Não é o partido. Há muita gente que está a favor das primárias abertas, portanto, não é o partido. Pode haver pessoas que acham que não devem ser tão abertas e isso é válido mesmo dentro do partido.

Mas quando a própria direção do partido vem pôr em causa os resultados.

Não, a direção nunca veio pôr em causa.

E a regulamentação.

O grupo contact nunca veio pôr em causa os resultados. Aliás, por isso é que esta polêmica se arrastou tanto, precisamente porque não veio falar nesse momento.

Isto é, permitiu que durante dias essa ideia...

Exatamente. Porque na ótica do grupo contact, e a meu ver, bem, se não houvesse esta questão da comunicação social, era um processo que não estava ligado ao grupo contact, estava ligado a uma comissão eleitoral feita e, portanto, a responsabilidade seria dessa comissão eleitoral. E até estar todos os trâmites legais feitos por essa comissão eleitoral, não devia outro órgão do partido sobrepor-se a essa comissão eleitoral. Portanto, legalmente foi tudo feito dentro dos conformes e aliás, foi isso que depois o nosso tribunal interno veio dizer. O que acontece aqui depois é uma discussão política sobre se realmente as primárias devem ser tão abertas ou não. Do meu ponto de vista, acho que devem ser, simplesmente porque é isso que permite novas pessoas que cheguem à política. E eu provavelmente não estaria aqui se não houvesse primárias abertas, a verdade é essa. E acho que há muita gente com talento que pode vir para a política, que está escondida nestes partidos mais fechados e que no LIVRE tem esse espaço para aparecer.

Ou seja, apesar deste resultado, e o Francisco Papério não foi eleito, e apesar dessa fricção que porventura gerou um mal-entendido, a sua indicação para futuras candidaturas do LIVRE não está em causa.

Não, de todo.

Isto é, a sua relação com o partido é boa.

Sim, de todo. Não ficou em causa. Ficou esta discussão das primárias, que vai ser no futuro discutida, mas foi mais em relação às primárias do que à minha pessoa ou a outras candidaturas nestas primárias.

Enfim.

Portanto, com método.

Cinco pontos.

Vamos para os 10 pontos? Vamos conseguir, vamos tentar.

Vamos lá. Vamos aos 17.

Quem foi eleita a mulher mais poderosa no ano passado pela revista Forbes?

Eu diria Van der Leyen.

E diz muito bem.

Muito certo.

Diz muito bem. Tem 10 pontos.

Se fosse agora, se calhar já não seria, porque está com muita dificuldade diplomática agora no Parlamento Europeu.

É possível. Já foi dois anos seguidos, não é?

Sim, foi dois anos consecutivos. Está mais frágil neste momento a posição de Van der Leyen.

Eu considero que está muito mais frágil pelas declarações que foram feitas nos últimos dois meses, em que tentou uma aproximação aos conservadores e que curiosamente agora não precisa deles, mas colocou toda a aliança que tinha anterior com os liberais e com os sociais-democratas em causa. E sabendo que a votação é secreta no Parlamento para a próxima nomeação, acho que vai haver muitos liberais e muitos sociais-democratas que não vão concordar com a nomeação de Van der Leyen.

Acha que vai ser difícil que ela seja reconduzida.

E acho que vai ser muito difícil Van der Leyen ser reconduzida.

E isso pode dificultar a missão ou o objetivo de António Costa. Acha que António Costa deve ser incluído nesta equipe dos poderosos da Europa?

Acho que deve, se realmente for o presidente do Conselho Europeu, acho que deve. A questão é: esta negociação é feita à volta de Van der Leyen e António Costa. Se um cai, provavelmente o outro também cai nas negociações. E novos nomes vão surgir, certamente. O Macron já veio com Mario Draghi, que é normalmente o salvador da Europa. Vamos ver se vamos nesse caminho e se for um liberal a assumir, ou pelo menos indicado por Macron, tudo o resto vai ser reconfigurado e, portanto, é difícil assumir o que é que vai acontecer.

Qual seria para si a melhor solução dentro destes nomes?

É difícil. Van der Leyen eu penso que está muito fragilizada pelos comentários que fez e até as ligações que criou com Meloni, por exemplo, e acho que a nível europeu vai ter muita dificuldade para até reconquistar o respeito que tinha por outros chefes de Estado e, portanto, vejo com muita dificuldade Van der Leyen ser reconduzida e se for reconduzida, a não ter o mesmo poder que teve nos últimos anos, certamente. Mario Draghi parece-me sempre uma solução que infelizmente usamos sempre de recurso. Mas o problema é que usamos sempre estas soluções de recurso e eu gostava de ver sangue novo também na Comissão Europeia. Não digo nomes, mas gostava que houvesse uma negociação com nomes mais fortes do que estes dois.

Mas agrada-lhe ver a forma como o governo português está a lutar pelo nome de António Costa? Faz sentido este princípio de apoiar um português?

Eu penso que faz sentido apoiar alguém que tem esta experiência de António Costa, que tem esta ligação também à Europa.

Não é só por ser português.

Não é só por ser português, exatamente, é porque há aqui uma ligação e acho que até do próprio ponto de vista democrático, acho que é bom termos PS e PSD a concordarem nalguma coisa e a serem vocais sobre isso. E Montenegro foi vocal e portanto isso deve ser positivo.

Normalmente em questões europeias costumam concordar muito. Aliás, essa é uma das críticas apontadas pelos partidos mais pequenos.

Costumam tentar se distanciar um do outro e aqui estão vocalmente na mesma direção, mas normalmente eles tentam distanciar-se, apesar de estar com as mesmas opiniões, normalmente eles tentam se distanciar e desta vez não procuraram fazer isso e eu vejo isso como positivo.

Então vamos a-

Já estão 10 pontos, vamos ao próximo

...10 pontos, à quarta pergunta, como é que estamos de música portuguesa?

Conhecimentos fracos.

Fraco?

Fraco, reduzido conhecimento. Vamos lá.

Talvez esta não seja assim tão difícil. Em 1992, o GNR lançaram o álbum "Rock in Rio Douro", um dos maiores sucessos da carreira da banda. Mas a pergunta é: como é que se chama o álbum que sucedeu a este e que foi lançado em 1994?

Isso é logo para ajuda.

Ajuda? Então vamos lá.

No início da pergunta eu já estava a pensar na ajuda.

É mais PSP.

Vamos lá então. Três hipóteses: "Popless", "Mosquito" ou "Sob Escuta".

Não é fácil.

Não é fácil e não faço ideia, portanto vou arriscar.

Não é fácil para um sub 30.

Pois.

São sub 30 que gostam dessas coisas assim.

Vou dizer "Sob Escuta".

Olha, acertou. Muito bem, nada mal. 15, já vai com 15.

Na altura em que este álbum do GNR saiu, em 1994, coincidiu com a descoberta da existência de escutas no gabinete do Procurador-Geral da República, Cunha Rodrigues. Como é que o Francisco Palpério tem visto esta questão da divulgação de escutas? Acha que é um problema grave para a democracia?

Há dois problemas, que é a revelação de escutas que estão supostamente sob segredo de justiça. Isso é um problema muito grave do ponto de vista da justiça, do ponto de vista até democrático e do ponto de vista da população reconhecer validade na justiça e acreditar na própria justiça. E depois há um segundo problema com estas situações: os timings. Nós vimos o primeiro timing, que cai António Costa. Vimos um segundo timing, que se calhar passou ao lado, que foi a dois dias antes das eleições. Não foi escutas nesse caso, mas foi um segredo de justiça que também vem a público pela comunicação social. E vemos agora, no dia em que possivelmente António Costa pode ser apontado como principal sucessor, a sair uma nova escuta. E portanto, não é só a questão de saírem, mas também o timing.

Acha que é intencional esta divulgação?

À primeira podemos achar coincidência, à segunda podemos achar coincidência, à terceira, no espaço de meses, parece muito difícil não acreditar que há aqui algum tipo de intenção. E isso é que para mim é mais perigoso, é saber que alguém tem algum controle sobre quando é que se expõe também este tipo de informação. E não só sair a informação, e daí podemos dizer que até é mais transparente, que podemos fazer um escrutínio, mas está a ser utilizado como arma.

E como é que se resolve isso? Há um manifesto, sabemos, os 50+, e havendo um debate público muito grande. Como é que se resolve esta relação entre o poder político e o sistema judicial?

É muito difícil, porque o poder político também tem que se distanciar e o sistema judicial tem que ser independente do poder político, portanto, tem que haver aqui uma distância. Mas, por outro lado, o poder político também agora tem que assegurar essa independência do sistema judicial, que neste momento parece que não está a existir, porque estamos a ver estes ataques à democracia, até à própria democracia e ao próprio sistema de justiça. E portanto, nós temos que encontrar aqui um sistema, temos que dar mais recursos à Justiça, claramente, e depois temos de perceber de onde é que estas fugas estão a acontecer e tentar parar estas fugas.

Mas o que é dar mais recursos?

Primeiro é ter mais trabalhadores no sistema judicial que apoiem também estes casos, porque há muitos problemas na Justiça em Portugal. Um é a questão do tempo que demora muitas destas investigações. Nós vimos também que a PSP até diz que tem cada vez mais recursos para fazer as investigações, mas isso não tem levado também a uma aceleração.

Por isso lhe perguntava se é colocar mais gente ou dotar financeiramente.

Neste momento tem que ser também nos tribunais, não só na parte da investigação, mas também nos tribunais, para judicialmente ser mais rápido os processos, e não só nestes casos políticos, em qualquer processo. Nós vemos um processo simples ou relativamente simples de violência doméstica, que também demora anos. Vimos sistemas simples de questões tributárias que também demoram anos. Isso é mau para todos, para as próprias famílias e pessoas que muitas vezes têm que se defender durante anos de situações que se consideram inocentes. E por outro lado, atrasa todos estes megaprocessos, que leva depois a, infelizmente, que muitos não sejam condenados porque expira o próprio prazo de condenação. E portanto, há aqui muitos problemas de muitas óticas, e não só do ponto de vista político e não só do ponto de vista de fugas. É preciso realmente uma reforma na Justiça, que já se fala há muitos anos e que teimamos em não avançar, em princípio pelos partidos de centro. Vamos ver se agora afetando cada vez mais os partidos de centro, também começam a ter esse interesse político de avançar.

Bem, o Francisco vai com 12 pontos.

12, ainda pode igualar.

Há uma pergunta de música que ele se calhar poderia acertar se fosse de música, que era para saber qual é a banda portuguesa que canta "Lessa da Palmeira, terra mais bonita de Portugal".

Isso era Expressive Sol.

Ainda íamos discutir aqui se punhamos essa.

Fica de lição.

Exatamente.

Gosta de futebol, Francisco?

Gosto.

E tem equipa, torce por uma equipa.

É verdade, pelo Sporting.

É verdade. Portugal participou pela primeira vez no Europeu de Futebol em 1984.

Ok.

Quem é que marcou o primeiro gol português nessa competição?

Não sou bom com história do futebol.

Na altura jogava no Porto.

Não tinha ido nesse ano para o Sporting.

Não, era Porto.

Eu acho que era Porto.

Era Porto ainda?

Jogou na final da Taça das Taças.

Ok. Mas então é no ano a seguir que vai para o Sporting?

Pode ter ido logo no ano a seguir.

Eu tinha a ideia que 84, 85 ele já estaria no Sporting.

Pois. Essa ajuda a mim não me serve.

Vou lhe dar três ajudas: Carlos Manuel, Nenê ou António Sousa.

Agora já ficou fácil.

Mais ou menos.

Destes três, só um jogou no Porto.

Agora é mais fácil, Francisco Palpério.

Podia dizer outra vez, só se for a essa.

António Sousa, Nenê ou Carlos Manuel.

Eu vou para o Nenê. Não.

Não. Nenê só jogou no Benfica.

Nenê só jogou no Benfica.

Olha, não.

O Carlos Manuel, por acaso, jogou ainda no Sporting, numa fase já final da carreira.

E António Sousa, que marcou esse primeiro gol português. Também está chateado com o Roberto Martínez, como muitos sportinguistas, pela não inclusão de Pote e Trincão?

Tenho opiniões diversas sobre o Roberto Martínez, mas percebo o que ele quis fazer, apesar de não concordar.

Mas agora depois do gol do Francisco Conceição?

Não muda, para mim não muda. Não muda porque se tivesse outro ali também faria o mesmo. Tem a ver com uma questão até tática de perceber o que a seleção pedia. E acho que somos muito conservadores também na seleção. Os últimos selecionadores também mostraram isso. E portanto, gostava de ver aí sangue novo.

E mais verdes na seleção.

Eu não sou muito clubista na questão da seleção. Não diria para chamar jogadores do Sporting só porque são do Sporting.

Mais verdes, ou seja, menos conservador.

É como António Costa, não é só por ser português.

Exatamente. Acho que há outras razões de fundo para considerar jogadores do Sporting.

Muito bem.

Mas quando diz que é preciso sangue novo, está a falar de quê? Do selecionador ou na equipa?

Na equipa.

Nos jogadores.

Na equipa, principalmente no 11.

Fechamos com 12 pontos a prestação aqui do Francisco Palpério.

12 pontos, Francisco.

É um bocadinho como os europeus, esteve quase.

Esteve quase. Está-se a tornar muito padrão.

Francisco, muito obrigado por ter vindo à comissão do "Nó do Garrito" e bom resto de dia.

Obrigado.