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O Benfica criou muito, sofreu com o erro do Otamendi e só conseguiu virar o resultado já no final da partida. Sporting e Porto entram hoje em campo, em casa, diante dos seus adeptos. E Abel Ferreira esteve perto, mas falhou a conquista da terceira Libertadores. Analisamos tudo neste "E o Campeão É", hoje com o João Castro, o Pedro Henriques e também o Luís Pinto Coelho. Sejam todos muito bem-vindos. Vamos começar pela vitória do Benfica, que foi mesmo nos minutos finais, por 2 x 1, frente ao Nacional da Madeira. João Castro, qual a importância desta vitória, tendo em conta a desvantagem no marcador? O Benfica que fez 31 remates neste encontro. É também uma vitória psicológica importante antes do derby frente ao Sporting? Bom dia.
Bom dia. Sim, sem dúvida, dá muita moral a uma equipe fazer uma reviravolta e, sobretudo, uma reviravolta com tanta emoção no fim. Dá sempre ânimo para os jogos que aí vêm. O Benfica falhou bastantes gols, depois cometeu erros e pagou caro com isso. Depois teve mais dificuldades e acaba por vencer, curiosamente, com dois extremos em campo. O que não deixa de ser engraçado. Mas é verdade que acaba por safar-se de uma situação muito problemática, que era realmente ir para o dérbi vindo de uma não-vitória, neste caso, de um empate ou até mesmo da derrota, não ia ser fácil para esse jogo, além do atraso de pontos. Vamos ver como é que o Sporting e o Porto hoje conseguem fazer os seus jogos, mas a verdade é que seria muito preocupante. Nota-se ainda um Benfica com algumas dificuldades e vai se notar ainda durante muito mais tempo. E agora vem o calendário mais difícil, já tínhamos alertado para isso, mas a verdade é que esta vitória, a ferros, dá moral para o dérbi que aí vem, que será um jogo completamente diferente.
Luís Pinto Coelho, muito bom dia. Uma vitória que traz moral, como diz aqui o João Castro. Schjelderup e Prestianni a fazerem a diferença. Podemos dizer que há dedo de Mourinho também nesta vitória. Aliás, houve uma explosão de alegria assim que foi marcado o 2 x 1. O Benfica não devia ter passado por aquilo que passou na segunda parte?
Olá, bom dia. É evidente que desperdiçando algumas oportunidades e depois também cometendo erros que dão a vantagem ao Nacional, coloca-se a jeito para depois ter que sofrer daquela maneira como sofreu até mesmo ao minuto final. Mas eu acho que o Benfica tira apontamentos positivos deste jogo, dentro do contexto, que foi a semana. O Benfica, à beira da semana, tem um jogo fora de Champions, que era uma final. Depois faz uma viagem para a Choupana. É sempre difícil jogar na Choupana e é sempre difícil jogar contra o Nacional do Tiago Margarido, que é uma equipe bem organizada, que defende bem, que nunca dá muitos espaços, nunca dá muitas borlas ao adversário. E depois também perceber que o Mourinho não morre de amores pelos extremos que tem no plantel e vai fazendo os seus ajustamentos, juntando ali as peças do puzzle. Mas acho que dentro deste contexto, o Benfica até reagiu bem e parece-me que animicamente é extremamente importante, porque se o Benfica perdesse este jogo, obviamente que estava praticamente fora da luta pelo título. Se o Porto hoje ganhasse o Sporting, o Benfica ficava praticamente fora da luta pelo título. Assim, vai vivo para o dérbi, recebe o Sporting na sua casa e com um boost anímico que foi virar o jogo aí em cinco minutos finais. Mas acho que no cômputo geral, o Benfica tira apontamentos positivos desta semana. São duas vitórias importantes e isso nesta fase da época, para Mourinho, é muito importante.
E vai ter agora tempo para preparar este dérbi com o Sporting, se calar, de uma forma mais tranquila. Pedro Henriques, também a tua opinião sobre este Nacional-Benfica. E queria também falar aqui de um caso, eu sei que já falaste no "Sem Falta" do caso do penalti sobre Barreiro, mas há também aqui uma questão importante de Prestianni, que foi penalizado com cartão amarelo. No teu entender, foi bem mostrado este cartão ou podia ter passado a um cartão vermelho?
Posso começar por aí. Há ali três questões, já agora, vamos focar na arbitragem. Em três questões, para mim, o penalti é claro, inequívoco. O que não foi assinalado. Uma coisa é dois jogadores ocuparem o mesmo espaço e um encosta para lá e empurra para ali, e muitas vezes os jogadores acabam por ter esse tipo de empurrões, ali, não. O jogador do Nacional está distanciado dois, três metros, avança na direção do jogador do Benfica e empurra ostensivamente com as duas mãos, mandando-o ao chão. Se a bola está em jogo e se o jogo não está interrompido, não interessa se a bola está a 50 metros de distância, até pode estar na outra área, a infração é para ser penalizada e, portanto, neste caso concreto, era uma situação de VAR. O árbitro está com os olhos postos no corredor direito, onde está a bola. Relativamente à questão do Prestianni, para mim, é só cartão amarelo. Tenho dificuldade em ver ali a questão da agressão. Para percebermos a diferença, fazemos a comparação entre este lance e o lance do Cristiano Ronaldo, que também para se desembarazar do adversário, dá um murro no adversário. Aqui é muito mais um empurrão do que propriamente uma agressão. Dos nove comentadores que vi, só dois é que dão cartão vermelho, todos os outros sete dão amarelo. Isso vale o que vale, mas é só uma perspectiva. E depois também em relação à questão de que, pronto, isso tem muito a ver com as redes sociais. Aquilo que me incomoda não é as pessoas darem a opinião relativamente ao ser vermelho ou amarelo, que aqui a fronteira existe, ou até a questão do penalti O que me incomoda é quando a lei tem coisas que são escritas e são de lei, quando um jogador tira a camisola e é punido por tirar a camisola quando marca um gol, já ninguém tem dúvidas que é cartão amarelo, concordemos ou não concordemos. Em relação ao gol anulado ao Benfica, do Pavlidis, tenho muita dificuldade em conviver com tanta ignorância, que as pessoas não conseguem compreender a diferença entre o toque do João Henrique pro Pavlidis, que sendo sem querer ou de propósito, sendo deliberado ou não deliberado, conta sempre o toque do João Henrique, mas depois diz: "Ah, mas pelo meio o Paulinho também tocou na bola sem querer, tal como o João Henrique". Não, mas para a lei, para anular a posição do Pavlidis, em termos de fora de jogo, era preciso que o toque do jogador Paulinho tivesse sido deliberado. Enquanto do João Henrique pro Pavlidis, sem querer ou deliberado, a lei diz que não interessa, é tocar, para anular a posição de um jogador também fora de jogo como o Pavlidis, quando toca no adversário, é preciso que esse toque seja deliberado, senão é considerado ressalto e é por isso que foi considerado. Em relação ao jogo, só dizer o seguinte, também de forma rápida, nós tínhamos um recorde muito interessante de remates à baliza. O Sporting tinha o recorde com 29 remates contra o Tondela, e depois era o Famalicão que o rompeu com 28, e o Benfica ao fazer 31, acaba por bater esse recorde. Ultrapassa. O que isso significa? Na questão de recorde, ninguém está preocupado com esse recorde. Tem muito a ver com o jogo e eu percebo quando o Mourinho diz que se tivesse outro resultado, não sei se era verdade ou não, não teria outras palavras ou palavras negativas, porque o Benfica ontem realmente quis mais, fiquei com essa sensação, fez por isso e foi superior em relação à questão da equipe nacional. E depois, obviamente que, em termos psicológicos, para o Benfica, como seria pro Sporting na mesma, já não sabemos o que vai acontecer com o Sporting hoje, era muito importante. É sempre muito importante, e até por experiência própria, ter passado por esses jogos, que nas vésperas, quando digo vésperas, uma semana antes, as equipes grandes não percam, não empatem e que ganhem os seus jogos, porque isso dá-lhes outro nível de confiança. E o Benfica iria mais desconfiado, mesmo jogando bem ou melhor que o Nacional, se porventura não tem ganho o jogo ontem.
O certo é que o Benfica consegue então vencer, faz 28 pontos, iguala o Sporting e mantém-se também sem derrotas nesta edição do campeonato, algo que poderia ter acontecido ontem, mas foi resolvido nos minutos finais. Passamos para a antevisão do Sporting Estrela da Amadora, mais logo. João Castro, começo por ti, adepto do Sporting. A nossa Champions é o campeonato, é o que diz Rui Borges, que não quer ninguém a pensar no derby. Pensamento certo e correto do teu treinador, numa altura em que o Estrela está aqui também à procura da sua identidade com o novo treinador. Vai ser também uma tarefa mais fácil para o Sporting, que pode capitalizar aqui algumas rotinas que ainda não estejam tão assimiladas?
Olha, eu acho que não será tarefa fácil. Esta mudança de chip da Champions, ainda para mais com o derby a seguir, o maior trabalho do treinador, além, obviamente, de ter preparado algumas nuances face ao Estrela da Amadora, que continua a jogar com os três centrais, tem um jogador muito interessante que é o Sidnei Cabral, o próprio Abraham também, o extremo direito. Portanto, tem alguns jogadores interessantes, é uma equipe forte fisicamente, que vai jogar fechada em Alvalade. E, portanto, há aqui uma preocupação, essa parte de desmontar, obviamente, a organização defensiva do Estrela. Mas há uma parte psicológica muito importante pro Rui Borges combater, que é essa mudança de chip da Champions, ainda para mais estando a correr bem a Champions e, portanto, os jogadores podem desligar um bocadinho e já começar a pensar no derby. Ou seja, estes dois fatores, que foi o jogo anterior e o jogo seguinte, são fatores que mentalmente podem ser prejudiciais ao Sporting. Ou seja, o Sporting tem que entrar com a mesma atitude, com a mesma crença, com a mesma fome de ganhar do que noutros jogos que entrou e tentar resolver o mais rapidamente possível e sim, se calhar, dar pra descansar ou até meter o Pote 30 minutos pra ele ganhar ritmo de jogo. Mas acho que esse é um dos principais fatores. Além do próprio adversário em si, obviamente que o Rui Borges e a equipe técnica do Sporting cuidaram disso, esta parte psicológica de não deixar os jogadores desligarem ou excesso de confiança, porque venceram a Champions e já estão a pensar no UEFA, acho que é um fator muito importante. O jogo é uma hora interessante, porque em Alvalade é raro jogar os jogos às 18h. É um jogo de núcleos, vêm cerca de 150 caminhonetes de todo o país. Portanto, poderá ser uma casa cheia, uma tarde diferente, e espero que isso haja o maior apoio pra que o Sporting tenha a capacidade de resolver o jogo o mais rapidamente possível.
Pedro Henriques, o Pedro Gonçalves está de regresso ao lote de opções, mas é pouco provável que seja titular. Como é que tu perspetivas o 11 do Sporting para mais logo?
Eu hoje vou pelo básico, sendo que pode haver uma surpresa com Rui Silva, com o Diomande e o Inácio centrais, as alas a serem preenchidas à esquerda Max e à direita o Fresneda, Umann com João Simões e depois atrás do Suárez, este atrás entre aspas, Catano, Kenda e Francisco Trincão.
João Castro, era a tua escolha também?
Olha, o Pedro pode ter razão. Eu só tenho aqui uma dúvida, que é na questão do Morita. Pode haver aqui uma possibilidade do Morita ganhar alguma confiança, sendo contra um bloco baixo e Morita jogar, até porque no último jogo também entrou, entrou bem. É a única dúvida, de resto, concordo plenamente com o Pedro.
Jogo pra acompanhar mais logo aqui na Rádio Observador, a emissão especial começa a partir das 17h35, Sporting Estrela da Amadora. Logo depois, à Futebol Clube do Porto, Estoril Praia e Luís Pinto Coelho, passamos aqui para o teu Futebol Clube do Porto. Um Estoril que promete ser aqui um osso duro de roer para Farioli e companhia. Vamos ter um Estoril atrevido no Dragão? Perspectivas isso?
Sem dúvida, porque o Ian Catro é um treinador que normalmente tenta jogar o jogo pelo jogo, tenta assumir, tenta ter algum protagonismo. Tem essas características a equipa do Estoril. E depois também há outra questão, o Porto jogou quinta-feira, joga domingo. Esta questão de jogar a Liga Europa cria sempre um pouco mais de problemas, porque há várias jornadas em que o Porto só tem três dias entre os jogos. E depois a liga muitas vezes também não ajuda o Porto, tenta sempre criar mais problemas em termos de calendarização. Mas acho que o Porto tem um calendário até o final da primeira volta, um bocadinho mais acessível, e tem que tirar partido disso, se quer ganhar uma maior almofada. Para a semana há um confronto direto entre Benfica-Sporting. O Benfica depois também ainda vai a Braga, por exemplo, e o Porto se quiser poder ganhar mais uns pontinhos, tem que fazer o seu trabalho. O seu trabalho é ganhar os três pontos, obviamente, ainda para mais em casa. Hoje acredito que Fariole possa fazer uma ou outra alteração também, fazer essa gestão, que depois o Porto joga outra vez quinta-feira, para a Taça da Liga.
Taça da Liga, exatamente, com o Guimarães.
Sim. Mas aí, pronto, vamos ver o Porto que quiser adiar esse jogo. Mas acredito que hoje, se calhar, o Borra Sands possa começar de início. Vamos ver a questão dos centrais também.
E a questão de Alavarela, que está lesionado e é preciso perceber quem vai jogar, é o Stakio ou o Pablo Rosário, há essa dúvida também.
Eu acredito que seja Pablo Rosário e o Bednarek já comece o jogo agora também de início, eu penso que ele já estará 100%. No jogo da Liga Europa, fez uma gestão também, mas acredito que possa haver uma ou outra nuance nas laterais também, o Porto tem sempre alguma opção com o Martim Fernandes. Vamos ver. Mas é um jogo, obviamente, para ganhar, mas sendo um jogo perigoso, porque Estoril é uma boa equipe e é bem treinada.
E tem rotinas muito bem assimiladas. Encontraste aqui com o Estoril da Amadora, que mudou o treinador, Ian Catro. Fala bem português e percebe-se bem por que a equipa do Estoril costuma ser sempre muito perigosa. Pedro Henriques, não nos escondas nada quanto ao 11 do futebol clube do Porto.
Vou pelo básico também, mas com uma dúvida, apenas. Sendo que depois pode haver aquilo que aconteceu, que disse agora, Luiz, e muito bem, é que depois, de repente, pode aparecer um Martim, ou seja, pode haver aqui algumas nuances. Neste momento, o foco do Porto com o calendário apertado, e de resto, vimos as conferências de imprensa, possa fazer alguma rotação. Não sei se a rotação será a rotação ou outras opções para jogos do campeonato, que essa é que é a verdadeira Champions dos clubes portugueses. Portanto, eu ponho o Diego Costa, eu ponho a defesa no básico com o Kyori, o Bednarek centrais, Alberto Costa e Francisco Moura. Depois, jogadores que me parece que vão ao jogo claramente, o Borja, o Frauel. Aliás, pede desculpa. O Gabri Veiga, Frauel, Pablo Rosário, Borja Sáenz, obviamente, Samu. E a minha dúvida, se é que se pode dizer isso, eu tirava o Pep ou não colocaria o Pep e colocaria o William Gomes. E esta é talvez a minha única dúvida. Agora, pode acontecer é já estarem a ver um bocadinho mais além e, por exemplo, o Martim Fernandes aparecer, fazer estas alterações nas alas. Mas eu vou pelo básico com esta questão só de que colocaria o William Gomes e colocaria o Pep no banco.
É parecido. E não colocarias o Eustaquio no 11, seria o Pablo Rosário?
Seria o Pablo Rosário, mas lá está, é agora aqui que entra essa tal gestão, porque o Porto tem um calendário duríssimo sob o ponto de vista de dias de descanso e de equipas e até de grau de dificuldade. Por exemplo, a Taça da Liga tem um grau de dificuldade para o Porto, por sorteio, que para o Sporting e Benfica não houve. É o Vitória Esporte Clube.
Muito bem, vamos parar por mais logo. Há a emissão especial de esporte também para acompanhar este Futebol Clube do Porto-Estoril de Praia, que tem encontro marcado, apito inicial marcado para as 20h30. Vai contar também com o relato em direto aqui na Rádio Observador. Temos tempo ainda, pouco, mas temos, para ir à final da Libertadores, para falar de Abel Ferreira, que esteve muito perto, mas não conseguiu chegar à terceira Libertadores. Luiz Pinto Coelho, o Flamengo acaba por ser o primeiro clube brasileiro a conquistar quatro títulos desta competição. Uma conquista merecida?
Sim, eu acho que acaba por ser merecida. No jogo de ontem, parece-me que o Flamengo foi mais equipe. Embora foi um jogo equilibrado, houve oportunidades parte a parte. Há algo que parece-me um erro. Parece-me, não, tenho a certeza. Pedro Henriques, não sei se viu o jogo.
Concordo contigo, concordo com o que vais dizer.
Aquele lance da expulsão é...
É o polegar, não é?
Sim, aquilo é gritante, como é que não se expulsa um jogador num lance daqueles. Agora, eu acho que ao longo da competição, o Palmeiras foi melhor. Os números do Palmeiras ao longo da competição, mas isso depois vale o que vale. É uma final.
Final é final.
É um jogo. Mas eu depois também vou guardar, não sei se queres que avance já a minha nota, que também tem a ver com a questão.
Pode ser, avança, Luiz. Fica à vontade.
Eu vou dar aqui um 18 ao Abel Ferreira. Ele não ganhou, é verdade, e se calhar também vai perder o campeonato, mas manter esta competitividade no futebol brasileiro ao longo de tantos anos é obra. Eu acho que ele vai sair de lá com um desgaste que equivale, se calhar, a 20 anos no futebol europeu e por isso é que o Artur Jorge ganhou e veio-se logo embora.
Exato. É um campeonato muito imprevisível e é de louvar o facto de conseguir manter uma estabilidade no clube e a prova disso são estas finais que alcançou, não é?
Sim, e a própria imprensa, os adeptos, ainda hoje a gente vai às redes sociais do Palmeiras, de adeptos do Palmeiras e páginas afetas ao Palmeiras. É chamar-lhe de burro, é uma ingratidão completa do maior treinador da história do Palmeiras. E eu diria mesmo que se ele tinha a pontinha de sorte de ganhar a Libertadores e o campeonato nesta fase final que está ali na disputa, ele podia se tornar talvez o maior treinador da história do futebol brasileiro, porque em tão pouco tempo ganhar o que ele já ganhou. Mas o futebol é um bocadinho isto, são muito ingratos. Ainda bem que a presidente do Palmeiras percebe que tem ali um treinador acima da média para o futebol brasileiro.
Percebe bem.
Porque os adeptos são completamente ingratos e o Abel Ferreira tem feito um trabalho incrível à frente do Palmeiras.
Bem, nós temos de avançar para as notas, mas Luiz, tens mais algo para destacar ou posso passar ao João Castro?
Não, podes passar. A minha nota era mesmo só o Abel Ferreira, 18 para o Abel.
João Castro
A minha nota vai ser 18 para o Filipe Luís. Eu acho que é um excelente treinador, foi um excelente jogador, e obviamente também nota para o Flamengo pela conquista, por ser o primeiro clube brasileiro. Eles dizem que é o tetra, mas eles contam assim. É um bocadinho diferente daqui, mas é verdade para o Filipe Luís, que eu acho que está ali um excelente treinador. Acho que o Flamengo foi realmente muito mais equipa que o Palmeiras, pese embora o lance que o Luís destacou. É verdade, eu acho que o Palmeiras foi mais com o coração do que com a cabeça. Mas em termos de futebol, eu acho que o Flamengo apresenta melhor futebol e se calhar até vai ganhar o campeonato e eu acho que o Filipe Luís vai dar o salto para um clube europeu. Não deve faltar muito para um clube europeu.
João, e é testado por Jorge Mendes.
Isso que eu ia dizer. E não sei se para Portugal, não seria uma boa porta de entrada para o Filipe Luís.
Logo veremos. É a tua única nota, João?
Sim, era para o Flamengo e para o Filipe Luís. O Luís destacou também o Abel, que eu ia destacar, porque realmente hoje nas redes sociais é incrível o que dizem do Abel. A ingratidão.
A ingratidão é tramada.
É tramada no futebol, mas sim, seria a minha nota.
Pedro Henriques, fechamos contigo e com as tuas notas.
Sim, também à volta da Libertadores, o 18, naturalmente, para o Filipe Luís e para o Flamengo, se calhar até devia ser 20. Queria dar 20, porque se dobrarem a coisa e se calhar forem campeões, como parece que vai acontecer. E portanto, há mérito neste momento, obviamente, para o clube em si, que vai na liderança e que ganhou também esta prova e esta final importante.
Vou pedir já agora para o outro, para o português, que é diretor do Flamengo.
Sim, pois, no fundo também é equipa. Obviamente, nós quando personalizamos em alguém, e tu sabes que és treinador, há todo um trabalho que está por trás dos dedos invisíveis. Eu vou dar 15 ao Abel Ferreira, até por outro pormenor. O Abel Ferreira, ao contrário do que fazem a maior parte dos treinadores que recebem a medalha, mandam a medalha para o público. Ele teve uma atitude totalmente diferente, saiu a sorrir, mesmo que estivesse a chorar por dentro, deu até um beijinho na medalha e percebendo que também foi uma conquista ter chegado ali, porque como diz a sua presidente, só ganhas para ganhares e para teres títulos, tens de chegar às finais. E obviamente, para a questão da arbitragem, uma nota negativa, porque aquela entrada do Erick Pulgar sobre o Bruno, Bruno Fuchs, acho que é assim que se chama, embora com o jogo parado, é uma entrada para cartão vermelho. Eu não vou tanto condenar o árbitro propriamente dito, porque eu sei que em jogo jogado, às vezes, estas entradas não dá para perceber na real, mas havendo vídeo arbitragem, obviamente que não pode ser de outra maneira. E é aqui que cada vez mais este video árbitro challenge, que nós vimos no sub-17, começa cada vez mais a fazer sentido para aparecer também no futebol. E termino com isto, em relação àquilo que são as redes sociais, que vocês estão a dizer que é ingratidão, não me levem a mal, mas não é ingratidão, é muito mais do que isso, é ignorância, é acima de tudo estupidez. Nem vale a pena.
Fechamos com notas positivas esta edição de "E o Campeão É Que..." amanhã está de regresso à mesma hora, porque amanhã é feriado. Estamos cá de novo. Até lá.