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Vamos à análise dos temas que marcam a atualidade com notas de 0 a 20. Começa agora o "Ilven Sorê" das manhãs "360", com notas atribuídas pelo Paulo Ferreira, o Bruno Vieira Amaral, o José Manuel Fernandes e a Filomena Martins. Carla. Vamos pontuar o debate de ontem à noite entre André Ventura e Jorge Pinto, mas vamos começar pela greve geral de ontem. Filomena, é uma greve que fica ou não marcada pelos distúrbios no final do dia?
Para mim, fica claramente. Queres começar pela nota já?
Pode ser. Vamos lá.
Acho que não há dúvidas.
Não, na escala Filomena Martins, não. Vais dar um zero aos distúrbios?
Vou, claramente. Porque o que aconteceu ontem no final do dia, em frente à Assembleia, é absolutamente lamentável. Aqueles cerca de 150, pelo menos pelo comunicado da polícia, que se colaram à manifestação, causaram aqueles distúrbios, incendiaram caixotes do lixo, confrontaram os polícias junto às escadas do Parlamento primeiro e depois, pelos vistos, separaram-se e foram causando danos, pintando paredes, grafitando até o Chiado. Tudo absolutamente lamentável, até porque não são só miúdos, muitos eram, mas não são só miúdos. Houve seis detidos. Aquilo, de facto, é coisa de gente jovem, mas de rostos tapados, pedras no ar, latas de tinta de spray nas mãos. E nada daquilo foi greve, nem nada daquilo foi de trabalhadores, foi apenas ruído, e é ruído de quem vive do confronto e tenta sempre colar-se às câmaras de televisão sempre que o país protesta, sempre que há algum evento. Não sei se lamentável é suficiente para qualificar o que eles fazem. E a greve geral foi outra coisa: foi pacífica, foi massiva em alguns setores, no setor público, foi discreta noutros, no privado. E eu acho que para que fique completamente claro, não se pode confundir o livre exercício do direito à greve com aquilo. Chamar aquilo, aquelas máscaras negras e aquela pirotecnia barata dos gangues das claque de futebol, a que se juntaram os vândalos do clima e as suas tintas e grafites. Portanto, é inadmissível, eu repito, e eu acho que só se resolve quando as penas para estes crimes forem mesmo para levar a sério. E eu espero que o Estado assuma agora o seu papel, seja rápido a agir em conformidade com o que se passou. E deem um sinal claro para que isso não se volte a repetir. Há uma outra dimensão da greve a que eu também quero ir, a habitual guerra dos números, dos sindicatos a somar milhões e do governo a reduzir tudo a meia dúzia. Eu acho que é sempre uma discussão estéril e todos sabemos o essencial. Isso no setor público, a greve sentiu-se no público, eu acho que no privado nem por isso, mas nunca é para usar os adjetivos como ontem foram usados de inexpressivo. Na verdade, eu acho que foi muito mau tom o que o ministro veio dizer da greve. É verdade que no público o país abrandou, o metro estava parado, os comboios cortados, as escolas fechadas, os hospitais a meio gás e a adesão falou de facto alto.
Mas isso é o costume, basicamente.
É, o costume é sempre assim, não é, Paulo?
Eu vou ser sincero, eu acho que sobretudo há uma visão da greve a partir de Lisboa e do Porto e outra visão da greve quando se sai desse umbigo do país.
Claro!
A primeira vez que fiz a cobertura jornalística de uma greve geral foi há tantos anos. Mas ainda me lembro dela, foi em 1982, há 43 anos. Ainda era um jovem jornalista e fui numa camioneta da CGTP ver a greve geral.
Ver a greve é bom.
Ver a greve geral. É exatamente igual.
Ao que aconteceu ontem.
Como aconteceu ontem. As pessoas nas suas camionetas sabem quais são a meia dúzia das empresas, que nunca são muitas, que param. Foi assim em 82 e voltou a ser assim ontem e foram novamente, no setor privado, poucas empresas. Eu lembro-me, por exemplo, da última, que foi em 2012, salvo erro, em que nessa altura não fiz a cobertura jornalística diretamente, fiquei em casa, como sabem eu moro fora de Lisboa, e quando estava a ouvir nas rádios e nas televisões e por todo lado a dizer: "Os transportes públicos todos parados." Eu estava a ver aqui as camionetas que servem esta região a passar aqui à minha porta. E ontem resolvi fazer uma coisa simples, vim de fora do país, aterrei em Lisboa, enfim, havia um aeroporto bastante mais leve do que é habitual, porque cerca de metade dos voos, sobretudo os voos da TAP, foram cancelados. E preventivamente muitas pessoas cancelaram. E muitas empresas aéreas cancelaram. É um custo muito grande, se elas depois marcam o voo, metem as pessoas dentro do avião e depois não conseguem voar. Portanto, por isso preferem cancelar, por precaução. Mas depois tudo correu bem. Estavam lá as pessoas a trabalhar que tinham que estar, não sei se serviços mínimos, não, tudo correu bem. Havia os autocarros da Carris em serviços mínimos, também os vi, mas depois vim pelo interior aqui da minha casa e na zona da Carris Metropolitana, que são empresas privadas, têm o mesmo nome, mas são várias empresas privadas. Eu não vi menos movimento do que é habitual. Vi dezenas, pelo caminho cruzei-me com dezenas de autocarros. Eu até nem estava à espera de encontrar tantos, porventura por causa da hora que fiz essa viagem, porventura por haver menos trânsito do que é habitual. Portanto, é outros país. Há um país que para, que é o país das empresas públicas e do Estado, e há um país onde há greves, sim, senhor, com adesões maiores ou menores, ninguém diz o contrário, mas chamar isto de uma greve geral, é greve geral do setor público E uma greve simbólica no setor privado. Não houve 3 milhões de pessoas.
Não, isso é impensável. O país tem 5 milhões e 300 mil trabalhadores no ativo, portanto íamos a uma adesão global para o público e privado de 55%. Nem um terço disso.
Dito isto, também me pareceu ontem, pelo que eu percebi das conversas que fui tendo e do que fui ouvindo, que o processo de explicação do que se está a passar por parte do governo é um desastre absoluto. Não foram só as declarações de ontem. Desde o princípio, porventura por não estarem à espera que a UGT tivesse o comportamento que teve, porque habitualmente isto leva muitos meses nos gabinetes antes de sair alguma coisa cá para fora.
E isso é que faz a diferença nesta greve.
Foram apanhados completamente desprevenidos. Nunca souberam até agora explicar o que está em causa e sabem que têm uma explicação difícil pela frente. E essa explicação difícil é fácil de perceber. Eu vou dar um exemplo radical, para as pessoas terem uma ideia. Quando se diz, por exemplo, que se vai descongelar as rendas ou deixar de haver controlos de rendas, vai se liberalizar completamente, o que as pessoas dizem? "As rendas vão disparar." É a intuição, é o que é a intuição natural. Nós tivemos agora uma experiência prática no mundo de isso ter sido feito de forma absolutamente radical. Descongelamento absoluto imediato, sem os paninhos quentes que nós andamos a aplicar em Portugal pelo menos há 40 anos, desde a década de 80 que andamos a dizer que vamos começar a liberalizar as rendas, desde o governo do Bloco Central, portanto, 83, 85. Foi na Argentina e as rendas baixaram. Extraordinariamente baixaram, porque há coisas que são contraintuitivas e politicamente a Argentina aguenta bem isto porque estavam tão saturados, aturavam qualquer coisa, qualquer medida, mesmo aquelas que eram contraintuitivas. Portugal neste momento não está nesse ponto e portanto, ou se fazem as coisas com pés e cabeça e se diz: "Olha, isto parece que vai dar o resultado contrário, mas não, é o contrário." E se dá dados, e se dá números, e se dá explicações, ou então se entrega todo o discurso sobre esta matéria aos sindicatos e aos conservadores de sempre. Os conservadores de sempre são aqueles que não querem mudar nada. Deste ponto de vista o governo foi absolutamente desastroso.
Sim, e há aqui um sinal político, porque há inquietação, há desgaste, há receio de perder direitos. O pacote laboral abriu aqui umas feridas que não se curam com estes comunicados de imprensa, nem com nada disso.
O primeiro-ministro vai dizer ontem que económica e financeiramente o país estava bem. Estamos muito contentes, tivemos aquele prêmio de Economist. Quem vive em Portugal sabe que há um problema de habitação. Se eu for a Bruxelas, como fui esta semana, se for a Paris, se for a Londres, se for a Madri, se for a Nova York, a discussão é igual. Há um problema de habitação em todo lado. Há um problema de saúde. No Reino Unido não se discute outra coisa, mas também há um problema de saúde em Portugal, mas as pessoas não sabem do Reino Unido, nem sabem de Nova York.
Tem o problema de transportes públicos no dia a dia.
Aliás, hoje há uma greve geral em Itália.
Tem estes temas claramente a inquietar os cidadãos, que é serviços públicos não funcionam, um serviço nacional de saúde em muitos sítios em colapso, aflição absoluta por causa da gripe que aí vem. E para os mais jovens, a questão da habitação é dramática.
Tens um salário permanente de salários baixos mesmo.
E tens um salário permanente de salários baixos. Os salários cresceram um pouquinho acima da inflação.
Acima, mas não faz mexer o ponteiro, como tu disseste.
Não se espere, há muita gente não fez greve geral e portanto não teve 3 milhões de adesão, nem metade disso, provavelmente nem um terço disso.
Mas há questões e agora é saber se o governo vai saber ler o que aconteceu ontem.
A questão principal do governo é assim: eu quando a primeira vez tive a intuição de que isto ia se tornar mais difícil para o governo, foi quando o André Ventura mudou de posição, ou pelo menos ziguezagueou, porque o governo para aprovar isto tem que aprovar com o André Ventura, já se percebeu que o PS vai ficar de fora.
Primeiro tem que aprovar, ou convém que aprove na concertação social e que tenha um consenso mínimo.
Claro, primeiro tem que aprovar na concertação social.
Já foi tudo adiado.
Tudo isto onde vai levar, eu tenho a noção que vai levar muitos meses, vai ficar diferente daquilo que está em cima da mesa. É o costume e provavelmente ficamos sempre a meio caminho, nunca fazemos algumas mudanças que é preciso fazer. Mas sobretudo não se fazem mudanças se não se explicar o caminho por onde se quer seguir. Eu creio que na concertação social a surpresa que houve foi a posição da UGT, porque não me recordo da UGT ter feito uma greve a meio de uma negociação. A própria ali também fazia uma greve, já fez algumas, duas ou três, fez para aí duas greves gerais antes destas, mas foi quando estava o bloqueio absoluto, não era a situação atual. Portanto eu acho errado chamar a greve, greve política como fez o primeiro-ministro logo no primeiro momento, mas isto é uma componente política do estado em que está o Partido Socialista e a UGT. Eu não tenho a certeza que com outro secretário-geral da UGT, como alguns dos que existiram antes, tivesse havido a greve já. A CGTP podia fazer, a UGT suspeito que não. Agora, eu só queria dizer uma coisa no fim, que também me parece que é importante.
Com anotações.
Que é muito rápida. Hoje os diretores dos jornais com edições em papel estão muito preocupados
E eu acho que é um tipo de preocupação, poder deixar de haver distribuição física de jornais em papel em oito distritos de Portugal. Basicamente porque vende-se tão pouco, que não paga a distribuição. A questão é essa, não é outra. Ninguém está a boicotar ninguém. Na forma como durante a maior parte do dia, ontem, se relatou a greve e de forma lisboacêntrica ou portocêntrica, se calhar, a nossa classe também tem que pensar um pouco por que é que de repente ninguém compra jornais em oito distritos do país ou não compra jornais e revistas suficientes pra manter um negócio vivo. Portanto, também há aqui algo a pensar. O país não é só Lisboa, nem o Porto. E em muitos momentos, quem olha para a comunicação social dita nacional, tem essa percepção.
Sim. Deu nota para onde, José Manuel?
Há boas capas de jornais que são panfletos. Portanto, olhem para as bancas e talvez tenham uma ideia do porquê deste problema. Por que há o problema da vaspa.
A Filomena dá um zero, o que é que tu vais dar? Temos mesmo que avançar.
Não, eu não vou dar um zero. Nem sei bem o que é que hei de dar. Eu acho que isso não correu bem a ninguém do ponto de vista das questões finais. Portanto, como eu acho que a greve, neste momento, foi uma má medida para uma discussão que devia continuar, vou dar um 4 aos dois principais responsáveis. Que são, de um lado a UGT, do outro lado, a Ministra do Trabalho, que nunca conseguiu explicar aquilo ao que veio.
O meu zero vai apenas para aquela media com protesto, com espetáculo.
Fica essa salva.
Penso que o país saiba distinguir entre o que é uma greve, que é uma coisa, e o vandalismo, que é outra.
Com certeza. Isso ficou claro, explicaste isso bem.
E que a discussão séria que importa continua e não se faz à pedrada nem com tochas.
Essa discussão séria tem condições agora, Paulo?
O governo tem um desafio muito grande nos próximos tempos, sobre se ou retira, de alguma maneira, e isso é uma derrota política pra todos os efeitos, ou então não sabem em que caminho, porque não só têm dificuldades na concertação social com esta posição, sobretudo da UGT, que é a grande surpresa. No fundo, é a UGT e a posição dura, até no discurso que fez passar isto, de mais um protesto habitual da CGTP para uma greve geral com impacto político e mediático, como aconteceu ontem, mas também tem que acautelar os parceiros da área empresarial. Ainda ontem ouvíamos João Vieira Lopes na CNN dizer que a CCP não aceita que o governo agora, para resolver isto, faça um diálogo a dois com a UGT. Eles também querem fazer parte dessa conversa.
A definição de concertação está comprometida.
E depois, passando esta fase, há que ir ao Parlamento e André Ventura e o Chega já mudaram de posição, como é evidente. O vento agora está pro lado dos trabalhadores e André Ventura, se é pra ser sindicalista, é o mais sindicalista de todos. E amanhã vai ser o antissindicalista, se for preciso, se cheirar que é aí que ganha votos.
E que nota dá?
A ministra e o governo têm aqui um caminho difícil, ainda por cima numa matéria que tem muito rendilhado jurídico e que é difícil de explicar ponto a ponto, às vezes, se ganha ou se perde. Dou um sete de cautela e portanto isto chegou à altura de chamar Saul. Pensando na série, é melhor chamarem os especialistas em negociação, porque isto, de facto, não está favorável.
Mas o governo, neste momento, está a perder. É preciso dizer isso independentemente da avaliação que se faz na disputa de números da adesão da greve, o governo está a perder no combate de propaganda e da ideia que se criou que este pacote laboral é muito mau.
Depois visto, dou um exemplo muito rápido e muito concreto. A passagem do limite dos contratos a prazo de três anos para cinco anos. Neste momento, o limite é três anos, isto é, os contratos a prazo só podem ser renovados até o máximo de três anos. O governo quer passá-los pra cinco. Isto é negativo ou positivo? Toda a gente diz: "Isso vai aumentar a precariedade". Não, o que é que acontece atualmente? As pessoas que têm contratos chegam ao fim dos três anos, são despedidas, porque as empresas não querem efetivá-las. E portanto, são despedidas. E portanto, essas pessoas têm emprego durante três anos. Passando pra cinco anos, dá-lhes mais dois anos. São precárias, continuam a ser precárias.
De vez um empréstimo bancário pode ficar mais difícil.
Mas o que as pessoas preferem, que estão naquela situação, ter mais dois anos de contratos a prazo ou reduzir?
É uma questão que entrou no debate de ontem, Bruno.
Sim, ontem vimos o André Ventura, logo de início. Ele mudou a agulha. Percebeu claramente pra onde é que estava a soprar o vento e inteligentemente, pode-se dizer, por um lado, tentou aproveitar, mas foi um bocadinho estranho pra alguém tão crítico da greve. Ontem, depois, afinal, os trabalhadores têm razão neste protesto. É importante saber não só o que André Ventura vai pôr em cima da mesa para aprovar este pacote laboral, porque depende dele a aprovação, já se percebeu que vai ser assim. E também é importante perceber o que o governo faz questão de levar mesmo para a discussão e dizer: "Estas são as nossas linhas vermelhas", dizer: "Queremos mesmo esta aprovação disto. Podemos negociar aqui outras coisas." Pra se saber, afinal, o que é tão importante, se esta reforma laboral é importante, o que é importante dentro da reforma laboral, pra se perceber, afinal de contas Quais são os objetivos que o governo tem com as alterações que está a fazer? Para se perceber exatamente. Esse é outro problema do governo, ainda não se percebeu. Quanto ao debate, não sei se foi por estar uns tempos fora e ir acompanhando pelos resumos e pelas notas no Observador, achei o debate fraco, achei um debate mau. Não foi muito esclarecedor e também não foi muito animador, divertido. Às vezes é isso, não se esclarece nada, mas tem o lado do entretenimento.
A nota artística.
Ontem André Ventura pareceu estranhamente desanimado ou a fazer um frete por estar a debater com o Jorge Pinto. Normalmente André Ventura quando é com o Bloco de Esquerda, mesmo com o PCP, fica sempre um bocadinho animado. Curiosamente contra o candidato apoiado pelo partido que desses três é o que tem estado melhor nas últimas eleições, não pareceu muito motivado para debater. Até parecia cansado, provavelmente até estará, mas não pareceu com vontade de estar a debater com o Jorge Pinto. Jorge Pinto por seu lado seguiu aquela cartilha do riso e do estou a rir-me de si. O riso tornou-se ao fim de algum tempo um bocadinho irritante e essa estratégia já foi seguida com sucesso por Luís Montenegro, o estou a rir de si. Ontem não sei se resultou assim tão bem.
Catarina já tinha usado. O PSD já tinha usado.
É verdade que estamos a falar de dois candidatos que estão em campeonatos diferentes. André Ventura está num outro campeonato.
Ventura lembrou isso algumas vezes.
Pois é. Lembrou sempre isso. Mesmo quando se diz que dois clubes estão em campeonatos diferentes, eles têm de jogar um contra o outro. E ontem, André Ventura, para além de dar a entender que aquilo era um grande frete, voltou a insistir na trilogia que eu chamo de mama, treta e chacha. Que é o que ele repete: mama, treta, chacha. Quando já não tem mais nada para dizer, recorre aos seus mantras da conversa da chacha, conversa de treta e a mama de abril e vai-se acabar a mama. É muito poucochinho. Eu não vou dar nota aos candidatos, dou nota ao debate, que eu acho que foi fraco. Vou dar um sete.
Um sete para o debate de ontem à noite e o vencedor é estado de regresso mais logo, como sempre, na tarde política da Rádio Observador.
Uma versão alargada começa a seguir ao jornal das 18h. Esta tarde dão notas a Judite França, o António Costa e a Raquel Cassis.