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Masoud Pezeshkian, Presidente do Irão, afirmou na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, que o país é uma “vítima de terrorismo” dos EUA e que “nunca foi um agressor”. As delegações dos EUA e de Israel não estavam na sala no momento do discurso do governante iraniano.

No púlpito, o Chefe de Estado iraniano mostrou fotografias dos bombardeamentos que vitimaram dezenas de estudantes de uma escola, no início do conflito com os Estados Unidos e Israel.

“O nosso estimado líder supremo foi assassinado sem qualquer enquadramento legal”, afirmou Pezeshkian, mostrando uma fotografia do aiatolá Ali Khamenei. O Presidente do Irão acusou Washington e Telavive de não respeitarem o direito internacional e rejeitou que o Irão é o principal motor de instabilidade na região.

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“Precisamos de força para nos defendermos. Não queremos atacar. Procuramos energia para o progresso. Queremos colaborar para a segurança regional”, acrescentou o Presidente iraniano.

Masoud Pezeshkian avisou ainda que vão ser necessárias “garantias de segurança para os iranianos” para alcançar o fim do conflito, repetindo que se trata de uma guerra que foi “imposta” pelos EUA e por Israel. Ainda assim, mantém que só se alcançará uma paz verdadeira quando a crise na Palestina for resolvida. “Não podemos falar de paz e ignorar a Palestina. É impossível termos paz na Ásia Ocidental sem paz na Palestina”, repetiu Pezeshkian, numa mensagem crítica ao regime de Israel e ao “imperialismo ocidental”. “Israel mata, mas o Irão é que é sancionado”, disse o Presidente iraniano.

“Ninguém pode obrigar o Irão a render-se. O Irão nunca foi um agressor ou iniciou qualquer guerra”, defendeu Pezeshkian, mantendo que ao longo destes vários meses de conflito, Teerão “demonstrou que não tem medo de se defender”.

“A resistência não pode ser destruída por bombas”, continua ainda o líder iraniano, sublinhando que nunca vão “baixar a cabeça” ou “ajoelhar-se” perante os “opressores”. Masoud Pezeshkian insistiu que a “resistência iraniana vai continuar a crescer” com as crescentes sanções e “bullying” das potências ocidentais.

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“Impõem-nos a guerra, mas já provámos que não temos medo de lutar, de uma guerra de natureza defensiva e que defenderemos o nosso amado Irão, a nossa pátria, até ao nosso último suspiro”, afirmou o Presidente iraniano.

O Presidente do Irão declarou que o país “está pronto para o diálogo”, deixando uma mensagem ao Presidente dos EUA. “Tem de ser compreendido pelo senhor Trump e por quem está a ameaçar-nos que estamos prontos para o diálogo, para a diplomacia e para negociações — sem aceitar a linguagem da força”, afirmou Pezeshkian.

[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]