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E agora vamos ouvir o Secretário-Geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro.

Com o gás e também com aquilo que seria expectável logo na altura em relação aos custos com os empréstimos à habitação. Sr. Primeiro-Ministro, na primeira hora desvalorizou as propostas e as palavras do Partido Socialista, o que aliás, é costume. Depois voltei a apresentar propostas em modelo de recomendação ao governo nesta Assembleia da República e a AD voltou a chumbar essas propostas. Propostas para mitigar os custos com os combustíveis, com eletricidade, com o gás e nomeadamente com os custos dos setores da agricultura e também das pescas. Pois bem, Sr. Primeiro-Ministro, este fim de semana tive o contacto de um cidadão do Alentejo. É verdade. Sr. Primeiro-Ministro, o cidadão Paulo Alexandre de Ficalho, de Serpa, que foi abastecer o seu carro à fronteira com a Espanha. E a fronteira com a Espanha permitiu concluir o seguinte: nós estamos a pagar mais quarenta e cinco cêntimos por litro do que se paga naquela fronteira com o Alentejo. Ou seja, Sr. Primeiro-Ministro, significa isto que para atestar um depósito de quarenta litros, um cidadão português paga mais dezoito euros para ter um depósito de quarenta litros. E, portanto, Sr. Primeiro-Ministro, a pergunta é esta: até quando é que vai manter esta insensibilidade, mantendo-se insensível ao custo de vida dos portugueses? Permita-me que lhe diga o seguinte, Sr. Primeiro-Ministro: só o Sr. Primeiro-Ministro e o governo e só a bancada da AD é que traçam um quadro cor-de-rosa da vida dos portugueses. Sr. Primeiro-Ministro, para quem vive o dia a dia, eu posso dizer-lhe o seguinte, e tenho a certeza, Sr. Primeiro-Ministro, que ao dizer-lhe, estou a representar a voz de muitos milhares de portugueses. Há pessoas que contam os seus cêntimos para fazerem as contas àquilo que vão comprar ao supermercado a cada fim de semana. Até quando, Sr. Primeiro-Ministro, esta insensibilidade na resposta aos custos de vida que são hoje exigentes para a qualidade de vida das pessoas do nosso país?

Muito bem!