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Muito obrigado, Sr.ª Presidente. Sr. Primeiro-Ministro, cumprimento-o a si e aos membros do Governo. Vou só começar por dizer isto: ouvir o líder parlamentar do PSD e o Primeiro-Ministro falar da relação entre dois partidos, quando nós sabemos, todos em Portugal, que há 50 anos dois partidos se juntaram para saquear o Estado. Há 50 anos que fazem acordos em cima da mesa, por baixo da mesa, ao lado da mesa, do outro lado da sala, atrás da cortina, por outro lado da cortina. Quando sai o PS, vão os amigos do PSD, quando sai o PSD, vão os amigos do PS. Tem sido assim há 50 anos. Sr. Deputado Hugo Soares, pode dizer as vezes que entender, esta Câmara sabe a verdade. A vossa aliança é a aliança de regime que destrói Portugal há 50 anos. Sr. Primeiro-Ministro, permita-me fazer um breve trecho de paragem só para dizer isto: num país moderno da Europa hoje, com uma guerra a decorrer que não foi da nossa escolha e que não foi da nossa iniciativa, ouvir o Partido Socialista questionar, ainda por cima com aquela cobardia política própria de quem sabe que pode vir a estar no Governo e, portanto, não pode dizer coisas agora que mais tarde se pode vir a comprometer, de quem esteve no Governo com António Costa e fez completamente o contrário daquilo que agora está a dizer, mas vai pondo na televisão os seus, mais ou menos, alguns, na verdade, deixe-me dizer-lhe, não são bem seus, mas alguns, pelo menos, que andam pelas televisões a dizer que não, que isto é uma vergonha, que Portugal tem que ser firme na condenação deste ataque, que isto não pode ser o mundo da força, que isto não pode ser o mundo da iniciativa. É muito curioso, Sr. Deputado, deixe-me dizer-lhe isto, que um partido que enche a boca todos os dias com a defesa dos direitos das mulheres, um partido que enche a boca com a defesa dos direitos das mulheres. Um partido que pede aí, um partido.
Sr. Presidente, eu peço que meta ordem.
Isso é igual, isso é igual, faz sempre a mesma coisa.
Vamos parar o tempo, por favor.
Isso é sempre igual, faz sempre a mesma coisa.
Sim, temos que cortar.
Não tens conversa, não tens conversa, faz sempre igual.
Reposição de tempo.
Que há ordem!
Sr.as e Srs. Deputados, vamos criar condições para continuar o debate, por favor. Sr. Deputado André Ventura, se faz favor.
Obrigado, Sr. Presidente. Um partido que enche a boca com a defesa dos direitos das mulheres, que vê um regime que as persegue, que mata, que não as deixa sequer ser pessoas, nem à luz do direito nacional nem internacional. Um regime que matou cerca de 30 mil pessoas, 30 mil pessoas há poucos dias. 40 mil. Ver o Partido Socialista aqui a dizer que devíamos ter mais cautela. Ó Sr. Deputado, nós devíamos era garantir no mundo que regimes como o da Venezuela, do Irão, da Coreia do Norte, que os senhores e os seus parceiros gostam, são varridos da face da Terra. Porque se o Sr. Deputado quer estar ao lado desses, que não deixam que o seu país sequer tenha direitos, meta pelo menos os olhos, já que não consegue sair da sua entropia política básica, meta na quantidade de iranianas e iranianos pelo mundo inteiro a manifestar isso. Olhe, hoje aqui no Parlamento, mas também à porta das embaixadas, a dizer o óbvio: "Obrigado". Não é ao PS, é obrigado àqueles que nos livraram das ditaduras. Os senhores estão sempre, deixe-me dizer-lhe isto, os senhores estão sempre do lado errado da história. E é assim que tem sido e é assim que vai continuar a ser, Sr. Deputado. Sr. Primeiro-Ministro, feito este parêntesis, deixe-me perguntar-lhe se de dois pontos de vista, Portugal consegue estar preparado para isto. O Dr. Vitor Gaspar terá tempo daqui a pouco a defender a Coreia do Norte, a Venezuela, o Irão, todos esses regimes que gosta de defender. Mas deixe-me falar agora sobre isso. Sr. Primeiro-Ministro.
Srs. Deputados, vamos, por favor, criar condições para continuar o debate.
Já falou demais para deixar-me falar.
Sr. Deputado André Ventura, se faz favor.
Por isso, Sr. Primeiro-Ministro, eu gostava de questioná-lo sobre duas coisas, uma delas sobre as nossas defesas e sobre a nossa própria situação de defesa, que ainda ontem o antigo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, pelo menos colocou em causa ao falar das defesas antiaéreas portuguesas no momento em que o Chipre e a Turquia são atacados, qual é o ponto em que estamos, o que é que podemos dar de garantia em relação a essa matéria. E depois, em relação a isto, outra questão pra lhe colocar sobre o repatriamento, mas vou deixá-lo responder a isto primeiro.