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Bom dia. É com grande tristeza que tomei conhecimento desta notícia. A minha experiência no início dos anos 90, na Caixa Geral de Depósitos, onde ainda tive a oportunidade de passar 10 anos e apanhei, no início, a presidência do Rui Vilar e a vice-presidência do Vieira Monteiro, e da comparação que pude ter ao longo desses 10 anos, foi, inegavelmente, o homem da banca. O Vieira Monteiro foi uma personalidade excepcional e que trouxe uma maneira de fazer banca no início dos anos 90, completamente diferente do que se fazia antes e do que se passou a fazer depois na Caixa Geral de Depósitos.
Mas o que mudou?
Como é que caracteriza essa maneira diferente de fazer banca?
O início da banca de investimento na Caixa Geral de Depósitos, na altura ainda não havia a Caixa BI, foi posterior, mas eu estava realmente nesse núcleo, na parte jurídica, que era muito pequeno, na altura, quatro pessoas apenas, mas fazíamos operações absolutamente fabulosas e que para mim, que não estava no início de carreira, mas bastante novo, foi uma experiência absolutamente inesquecível. E isso deve-se a Vieira Monteiro, que realmente trouxe uma dinâmica daquilo que hoje se chama banca de investimento para a Caixa Geral de Depósitos na altura, para o banco público. Na altura, foi a fase de transição para sociedade anônima, e realmente viu-se ali uma dinâmica de intervenção no setor empresarial, econômico e financeiro como nunca se tinha visto antes. E realmente fiquei sempre com essa ideia da liderança Vieira Monteiro no setor bancário.
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