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Explicador especial na Rádio Observador. Hoje damos destaque ao novo Podcast Plus do Observador, que acaba de estrear. Chama-se Os Segredos da Seita do Yoga, conta a história de como dezenas de mulheres portuguesas se tornaram seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador que acabou acusado de exploração sexual e tráfico humano. É uma série de seis episódios que conta com a narração da atriz Daniela Ruah e banda sonora original de Benjamim, um trabalho do jornalista João Santos Duarte e do sonoplasta Pedro Oliveira. Olá aos dois, bem-vindos a este Explicador especial. João, gostava de começar por perguntar como é que foi este trabalho de pesquisa. Sei que o Observador há uns anos publicou um artigo sobre este tema. Foi esse o ponto de partida?

Sim, o trabalho de pesquisa e de investigação é das jornalistas Mariana Marques Tiago e Tânia Pereirinha.

Que estiveram no Explicador de manhã.

Exato.

Estamos a dividir.

Eu e o Pedro entrámos depois mais na fase da pós-produção e da sonoplastia, e eu também um pouquinho na parte da coordenação. Não sei se desde o início, mas há muito tempo nos Podcast Plus, tínhamos a ideia de abordar também o tema de uma seita. Infelizmente, há muitas possibilidades, até tínhamos muitas possibilidades, mas esta, de facto, em 2023, quando este guru foi preso em França, o Gregorian Bivolaru, na altura o Observador fez um artigo assinado pela jornalista Rita Pereira Carvalho, sobre este caso. Portanto, de certa forma, havia esse ponto de partida, embora na altura esse artigo foi feito na sequência dessa notícia. E depois, a investigação partiu de algumas dessas pessoas, desses contatos. Portanto, alguma das pessoas que foram para o artigo também estão aqui, mas também estão muitas outras mais. E de facto, esta é uma história muito impressionante, porque é uma história que mistura várias dimensões. Ou seja, é uma história que se passou em Portugal, mas também que tem uma-

Pois, não foi só aqui.

Precisamente, tem uma grande dimensão internacional. Estamos a falar de um guru que é romeno, que começou as suas atividades há muito tempo, em especial nos anos 90, com a libertação da Roménia. Estamos a falar de um movimento que se espalhou por vários países europeus e que acabou por chegar também a Portugal. Portanto, há esse lado também.

Sim. Desculpe interromper, mas este título, Os Segredos da Seita do Yoga, é preciso referir e dar a ressalva que o yoga não é isto.

Não, claro. Como é óbvio, e é sempre importante explicar isso. Aliás, eu acho que essa foi sempre uma preocupação que nós tivemos desde o início e também nos guiões, foi passar essa ideia. Obviamente que uma coisa é o yoga, enquanto prática milenar, com milhares, milhões de praticantes de todo o mundo, de equilíbrio espiritual e tudo mais. E outra coisa é o aproveitamento do yoga para práticas desviantes, que é uma coisa completamente diferente. Aliás, todas as seitas se baseiam em algo, se calhar, legítimo para depois partir para outras coisas. Pode ser em religiões, pode ser em posições políticas.

Não é necessariamente yoga.

Exatamente. Portanto, obviamente, isso é uma coisa que nós quisemos desde o início. E nos guiões, se as pessoas ouvirem, eu penso e espero que isso passe muito bem.

Passe essa mensagem. Este podcast fala também num modo geral do funcionamento das seitas. Não é só nesta que se passou aqui em Portugal. Ou seja, vocês fazem assim, se calhar, descrevem de um modo também mais geral como é que estas seitas funcionam.

Sim, precisamente. Eu acho que este é um lado também interessante e aliás, importante do podcast. Nós temos até um episódio, o terceiro episódio, só focado nisso, em todo esse processo de como é que se constrói uma seita. E acho que isso é muito importante para as pessoas também perceberem aquilo que está em causa. Ou seja, a criação de uma seita é algo progressivo. Nós vimos isso no primeiro episódio, não é, Pedro, do podcast. O primeiro episódio são as pessoas que chegam a uma escola de yoga, tudo é maravilhoso, é perfeito, é um paraíso.

É tudo gradual, uma coisa que se vai fazendo aos poucos.

Exatamente. Nós temos um especialista em seitas destrutivas, que esteve cá hoje de manhã, o António Badalen, que fala no love bombing. É tudo amor, é tudo paz.

O início é tão lindo e depois-

Exatamente, e muitas vezes as pessoas podem estar numa situação da vida delas mais vulnerável, estão à procura de encontrar um sentido para a vida ou uma resposta, encontram-no ali e progressivamente há um sistema de controle, de despersonalização da própria pessoa, criação de regras, de segredos, de juramentos.

É quase como uma relação tóxica em grupo.

De certa forma, digamos, mas de isolamento dessa pessoa, cada vez mais da sociedade, dos amigos que tinha, dos próprios familiares, da família. Portanto, há um processo, de facto, e eu acho que nós tentamos também, para além de focar na história, também explicar isso. Como é que isso acontece.

Sim, porque lá está, era o que estávamos a dizer, elas não chegam ali e do dia para a noite isso acontece. Pedro, gostava de perguntar como é que foi fazer a sonoplastia para um projeto que aborda um tema tão sensível como este.

Sim, foi um desafio grande. É um podcast onde, diferente de outros que contêm ação ou outras cenas A gente já está abordando um tema supersensível. Então, diferente de outros podcasts, onde a gente quer ilustrar ao máximo e trazer a pessoa pra presença daquilo, pra estar em primeira pessoa mesmo, participando daquilo, tem diversas cenas que a gente narra e que a gente coloca as pessoas ali, que pelo tamanho da sensibilidade, a gente não consegue ilustrar literalmente como aquilo acontece.

Sim, às vezes nem sequer é preciso. Que a mensagem acaba por passar.

A narração já é pesada, a história já é pesada o suficiente pra você não precisar colocar tanto peso na descrição sonora, digamos. Então é um desafio-

Fazer esse equilíbrio.

Exatamente, ter esse balanço de você entender, de você colocar pro ouvinte que ele consiga perceber a gravidade daquilo, sem necessariamente estar tudo ilustrado ali, estar tudo explícito.

E acabaram por entrar testemunhas neste podcast. Foram, sem dúvida, muito corajosas para contarem estas experiências que passaram. Gostava de perguntar tanto a ti, João, como ao Pedro: como é que vocês se sentiram ao ouvir estes relatos tão fortes e intensos?

Sim, sabes, olha, eu digo sempre isto, uma das coisas que eu penso sempre enquanto jornalista é: por que as pessoas falam conosco? Por que quando estou a entrevistar alguém, por que esta pessoa me está a contar a sua vida? E, de fato, é um ato de grande generosidade, essa partilha. Eu muitas vezes penso: será que eu gostava de ser entrevistado, estar nesta posição? E de fato, acho que, em primeiro lugar, é um ato de grande coragem destas mulheres.

Sem dúvida.

Falar sobre isto em duas perspectivas. Por um lado, para fora. Ou seja, elas falaram abertamente sobre as experiências que tiveram nesta seita. Pediram só, obviamente, que os nomes não fossem revelados, são nomes fictícios, e as vozes também. Portanto, nós neste projeto tivemos uma primeira experiência com alterarmos as vozes por inteligência artificial, em vez de haver aquela distorção, para as pessoas não serem reconhecidas. E, portanto, é desde logo um ato de grande coragem delas. E depois, não só nessa questão pública, mas eu acho também numa questão interna. Ou seja, eu estava a editar os episódios com o Pedro e eu muitas vezes dizia a ele: eu próprio me sinto, de certa forma, às vezes asfixiado com esta história. Portanto, se eu estou sentindo assim, imagine as pessoas que passaram e ouvirem a sua própria história. Portanto, desde já eu acho que é um ato de enorme coragem. E isso é algo incrível, e essas generosidades que elas e eles tiveram em partilhar as histórias com a Tânia e com a Mariana.

Sem dúvida. E tu, Pedro?

E a força do grupo, de quando mais de uma resolve falar, como cada vez que uma pessoa resolve falar, mais outra tem coragem de aderir a isso.

Sem dúvida.

E eu concordo com o João, essa generosidade que para além de expor um trauma, uma coisa tão grave que aconteceu, existe ali nas falas delas uma vontade muito grande de apoiar outras mulheres. A gente está falando de um depoimento, são muitos depoimentos, mas dentro do que é a seita, é muito pouco ainda. Ou seja, precisa que quem tenha passado por isso fale, pra que outras pessoas se sintam encorajadas a falar ou denunciar, pra que apoie outras pessoas que estão vivendo isso e consigam sair disso.

E o objetivo delas é também esse.

Pois era isso que ia perguntar.

Elas disseram isso. E, aliás, sem dar spoilers, o podcast acaba muito nesse tom. Ou seja, têm estes testemunhos, vocês têm todas estas informações, não só desta seita, mas de outras. Agora, pensem. Pensem nisto, pensem pela vossa própria cabeça. Eu acho que aqui também uma coisa muito importante a dizer da parte da investigação jornalística, que é, obviamente, nós procuramos contactar todas as partes envolvidas.

E foi fácil chegar a todas as pessoas?

Portanto, não só estas mulheres que denunciam, como as entidades que são denunciadas. Nomeadamente, a escola de yoga em Lisboa, à qual a história se refere, o guru, que neste momento está preso preventivamente em França, suspeito de alegado tráfico humano e exploração sexual, e também a federação internacional que o guru criou. A escola não quis ser entrevistada, portanto, eles recusaram a entrevista. Só responderam a perguntas que enviamos por e-mail, as quais, de resto, podem encontrar, as relevantes para cada episódio, no final do episódio. Obviamente, que respondendo a perguntas por e-mail, uma entidade não se expõe ao contraditório.

Claro.

Portanto, está no seu pleno direito legítimo. Mas é importante também perceber uma coisa: isto é uma investigação que não se baseia apenas em testemunhos de pessoas. Portanto, são investigações demoradas, é uma investigação apoiada em documentos, apoiada em fotografias, apoiada em vídeos, apoiada em coisas muito concretas. Portanto, nós sabemos o que é que aconteceu, obviamente, damos a posição das entidades que as entidades quiseram.

Estamos aqui fora das posições.

Não, damos a posição que as entidades quiseram expressar. Nós obviamente temos a nossa investigação.

Sim. Como disse ao início, a narração é da atriz Daniela Ruah, que nos deixou aqui um excerto. Ela própria diz que passa muito tempo no carro a ouvir, e revimo-me um pouco nisto, que é passar muito tempo no carro a ouvir até podcasts sobre crime. Vamos ouvir um bocadinho a Daniela.

Oiço muitos podcasts, adoro audiobooks, audiolivros, e passo muito tempo no trânsito em Los Angeles. Aquilo que eu mais faço é ouvir audiobooks e podcasts, por isso tenho imenso gosto em participar num. Também sempre quis fazer. Eu gosto muito de histórias de investigação e tenho tendência a ouvir muitos podcasts que têm a ver com crimes, tanto alguns resolvidos como não resolvidos. Acho fascinante como existem pessoas no mundo com uma certa distorção mental e que pra nós, visto do lado de fora, é tão óbvio, mas no fundo, quem está metido na história e quem está por dentro não tem a objetividade de conseguir identificar aquilo que lhe está a fazer mal. No fundo, é como qualquer coisa, qualquer um de nós já esteve numa má relação, mas quando estamos lá dentro é muito difícil identificar aquilo que nos está a fazer mal, até sairmos cá para fora e vermos realmente: "Meu Deus, como é que eu deixei que isto durasse tanto tempo? Como é que eu permiti que me fizessem isto?" E neste caso, não é uma relação em que houve discussões. Neste caso, realmente, é um tema que envolve tráfico de seres humanos, tomar partido de uma pessoa que esteja fragilizada pelas experiências de vida que teve ou que tem, ou problemas de família ou problemas do que quer que seja, e aproveitam-se disso porque criam uma comunidade. Estas seitas criam uma comunidade em que as pessoas se sentem muito bem recebidas e sentem-se ouvidas e vistas e logo estão dispostas a dar tudo. No fundo, quase como agradecimento ou: "Pronto, eu preciso fazer isto pra me manter parte desta comunidade. Eu não tenho uma comunidade fora daqui, pronto, faço tudo por tudo pra ficar aqui." Mesmo que haja aquela vozinha a dizer: "Não faças". Há as pessoas ali à volta que vão dizendo: "Não, mas podes, mas pode, estás bem, estás segura, estás em boas mãos." E pronto, eu acho que as pessoas acabam por nem saber como é que chegou a um certo ponto.

Ouvimos aqui a Daniela Ruah. João, por acaso tocou ali nos pontos que nós abordamos há pouco de, se calhar, as pessoas que acabam por estar em situações mais vulneráveis, acabam depois por sucumbir a este tipo de coisa.

Sim, acho que a Daniela toca em muitos pontos importantes. E na realidade, quando falamos neste mecanismo das seitas, esta é uma questão muito complicada e muito perversa, porque quando tu és levado ou levada a acreditar que aquilo que estás a fazer está correto e que tens de fazer aquilo, neste caso, para evoluires espiritualmente, para ires mais além, como é que mais tarde consegues provar que aquela pessoa foi forçada a fazer algo ou foi obrigada a fazer algo? Quando as pessoas são obrigadas ou lhes dizem: "Olha, tens que assinar este papel em como é tua livre vontade estares aqui, teres um encontro sexual com o guru." Portanto, mais tarde, ok, então, mas a pessoa assinou um papel a dizer que era livre vontade, ou quando a pessoa é levada a gravar um vídeo, a declarar: "Não, isto foi por minha livre vontade, foi uma experiência incrível." As seitas envolvem estes mecanismos que depois são muito perversos. Às vezes, não é fácil provar estas coisas. Daí, voltando a unir-se à importância destes testemunhos e de expor a forma como estes mecanismos funcionam.

Claro.

Não é fácil provar e não é fácil a vítima perceber.

Exato.

Já que existe sempre uma construção de uma falsa liberdade ali, de um constrangimento, uma pressão que tem do próprio.

É quase como usando aquela expressão brainwashing.

Exatamente.

Não é quase, é totalmente.

É totalmente um brainwashing.

Há uma parte do podcast, da história, em que uma das pessoas enviam-lhe um vídeo sobre como é que funciona uma seita. Lembras-te dessa passagem? E a pessoa diz: "Nesse momento eu comecei a perceber, porque batia tudo certo." E ela diz: "Eu até aí não tinha percebido." Esse tempo até perceber e esse mecanismo de perceber, por um lado, é algo difícil e depois ainda mais difícil é conseguir sair.

Isso é que pra quem está de fora parece tão óbvio, mas estando lá dentro, não se vê.

Exato. E ouvindo o podcast, nós percebemos isso. Não é uma coisa da noite pro dia. "Agora eu percebi que estou aqui metida ou metido nisto, não quero mais isto." Não é assim. Como é que tu fazes quando tu, em muitos casos, abandonaste a tua vida anterior, quando cortaste relação com amigos, com familiares.

Como é que se recupera isso tudo?

Quem és tu?

Lembrando que essas pessoas chegaram ali em busca de ou uma questão de saúde mental, de relaxamento, ou no máximo, uma questão de uma busca espiritual, alguma coisa. Ou seja, ninguém foi ali buscando essa separação da família, dos amigos, pra você ter essa noção do gradual.

Claro!

Ou seja, a pessoa foi primeiro pra uma aula de yoga, como a maior parte das pessoas vão. Então até chegar nesse ponto, ninguém decidiu entrar numa seita. Ninguém quis participar disso tudo quando entrou. A gente percebe um pouco até de um olhar de quem está puxando essas pessoas pra dentro da parte mais ligada à seita, de uma busca de vulnerabilidade, de uma busca de fragilidades, que vão permitir que essa pessoa fique mais sujeita a essas nuances, essas sutilezas que vão gradualmente, como uma relação tóxica, que ninguém começa uma relação querendo estar numa relação tóxica, mas de repente, depois de um tempo.

Dão por elas e de repente já estamos lá. Este podcast, como dizia, conta então com a narração da Daniela Ruah, mas também com a banda sonora original do Benjamim, que esteve no Explicador desta manhã aqui na Rádio Observador. Ouvimos agora de fundo a música do Benjamim. Posso dizer que é uma música que realmente nos transporta para este universo mais espiritual. Pedro, como é que foi incorporar esta música na sonoplastia do podcast?

É sempre um trabalho muito interessante, ainda mais quando a gente trabalha com músicos que são bons e trazem um material realmente bom. O Benjamim trouxe uma banda sonora superinteressante pro nosso trabalho. Tem diversos momentos essa música.

Tem várias dinâmicas.

Tem várias dinâmicas e mais do que isso, quando a gente trabalha isso dentro de um podcast, a gente trabalha isso que a gente chama de as trilhas abertas, ou seja, ele manda pra gente cada um dos instrumentos em separado e a gente consegue usar esses elementos ao longo desse podcast. Então você ouvindo o podcast, você vai ouvir em alguns momentos, de fato, a música como ela é, como está tocando aqui, e vai ouvir elementos, vai ouvir sinos, pianos e diversas coisas que vão remeter a essa música, pra gente o tempo todo estar trazendo essa atmosfera em determinados momentos, com determinados momentos dessa própria música pro podcast. Então é superinteressante trabalhar desse jeito.

É, o Benjamim fez um ótimo trabalho com esta banda sonora.

Há uma história muito interessante que eu posso revelar sobre as coincidências do universo. Nós já tínhamos tentado convidar o Benjamim para fazer música pra um outro podcast do "Planto". E na altura não foi possível porque ele ia casar-se. E então não dava.

Exato, não podia.

E foi de lua de mel. Mas eu não sabia, claro, que ele tinha ido de lua de mel pra Índia. Passado uns meses, quando o contactamos para este podcast, e ele aceitou logo, porque ele também é fã e já tinha ouvido. E ele disse: "Isto é incrível, porque eu estive na Índia". E ele contou a história de manhã também aqui na rádio. "Eu trouxe instrumentos da Índia, trouxe o sino, trouxe o Jaipur". E então foi mesmo uma grande sorte e uma coincidência.

Os astros alinharam-se, não é?

Exatamente. Portanto, na altura-

Esses instrumentos são, de fato, de lá. São de fato da Índia.

Sim, vieram.

Incrível. Estava destinado a ser assim. É isso. João, Pedro, muito obrigada por terem vindo a este explicador especial sobre este novo podcast do Observador, "Os Segredos da Seita do Yoga". Todas as terças-feiras sai um episódio novo, um total de seis episódios. Fica tudo disponível no nosso site e também nas plataformas de podcast. Se for assinante standard ou premium, melhor ainda, tem já acesso. Está tudo disponível no nosso site, todos os episódios. Mais uma vez, muito obrigada por terem estado aqui na Rádio Observador.