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As notícias com Nadine Soares.
Boa noite. A marcar a atualidade, começamos com as eleições no Reino Unido. As primeiras projeções dão a maioria absoluta ao Partido Trabalhista. Os dados divulgados pela BBC e pela Sky News indicam que os trabalhistas de Keir Starmer podem chegar aos 410 deputados. Os números divulgados pelas estações televisivas britânicas destacam a derrota do Partido Conservador de Rishi Sunak, que deve conseguir apenas 131 lugares na Câmara dos Comuns. Seguem-se os Liberais Democratas, em terceiro lugar nas projeções, com 61 deputados, os Reformistas, que podem chegar aos 13 deputados. Umas eleições que já valeram também reações por cá. Pedro Nuno Santos felicita o líder do Partido Trabalhista na rede social X. O secretário-geral do PS espera que seja uma nova era de progresso. Com a vitória do Partido Trabalhista, Keir Starmer será o novo primeiro-ministro do Reino Unido. A jornalista Laura Figueiredo fez uma análise do percurso do vencedor da noite.
Tem 61 anos, nasceu em Londres e é advogado. Keir Starmer especializou-se em assuntos de direitos humanos, foi conselheiro da Rainha e também procurador-geral do Ministério Público. Uma vez na política, não tardou a chegar à liderança do Partido Trabalhista. Em 2020, afastou Jeremy Corbyn e operou uma verdadeira revolução no partido, apenas cinco anos depois de ter sido eleito deputado. No sentido oposto do antecessor, puxou o partido para o centro e tentou procurar consensos. Defende uma solução de dois Estados no Medio Oriente. Apesar de ter sido contra o Brexit, acredita que agora não há volta a dar. O britânico, que deve ser eleito agora primeiro-ministro, seguiu sempre discreto, mas não deixa de lado a herança de esquerda. Quer mais investimento nos serviços públicos, também o aumento dos impostos e o fim das propinas nas universidades. Com uma maioria absoluta em mãos, Keir Starmer tem agora a oportunidade de mudar o país, tal como mudou o partido.
A jornalista Laura Figueiredo com o perfil de Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista. As urnas fecharam às 10:00 da noite desta quinta-feira. A esta hora já estão fechados os círculos eleitorais de Sunderland South, Sweden South, Sunderland Central e de Blyth and Ashington, Washington e Gateshead South. Todos dão a vitória aos trabalhistas. A contagem dos votos continua. São resultados que vamos acompanhar durante esta madrugada. Ainda na atualidade internacional, o presidente do Conselho Europeu avisa o primeiro-ministro da Hungria que não pode ir a Moscovo falar em nome da União Europeia. Um recado deixado através das redes sociais logo na primeira semana em que a Hungria assumiu a presidência do Conselho da União Europeia. Isto numa altura em que Viktor Orbán se prepara para visitar a Rússia. O aviso de Charles Michel surge depois da viagem a Moscovo ter sido noticiada, sem ter sido previamente comunicada às instituições europeias. Uma fonte europeia diz ao Expresso que caso Viktor Orbán tivesse avisado, teria sido desaconselhado. Na rede social X, Charles Michel deixa claro que para o Conselho Europeu, a Rússia é o agressor e a Ucrânia é a vítima. Na política nacional, no dia em que foi aprovado o programa do governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque admite abdicar do cargo de presidente caso venha a ser acusado. Miguel Albuquerque é arguido por suspeitas de corrupção, prevaricação e abuso de poder, numa alegada teia de favores entre membros do governo regional da Madeira, mostra-se de consciência tranquila e garante ser inocente. Ainda assim, o líder do executivo madeirense admite demitir-se da presidência, caso seja acusado.
Se tiver uma situação, do meu ponto de vista, na evolução do processo judicial, que ponha em causa a minha sustentação como presidente do governo, obviamente, trarei as conclusões e apresentarei a minha cedma. Mas isso só acontecerá em situações muito evidentes.
Em que seja acusado? Se houver uma acusação?
Uma acusação, claro.
Miguel Albuquerque, em entrevista à Rádio Observador, no Direto ao Assunto, isto depois de ser aprovado o programa do governo da Madeira. Miguel Albuquerque recusa ainda estar refém do Chega pra conseguir fazer aprovar o orçamento, que será o próximo teste. O procurador Rosário Teixeira garante que o Ministério Público não tem interesse em derrubar governos. Rosário Teixeira nota que o Ministério Público não age com o objetivo de causar consequências políticas, mas indica que o risco de as causar, como aconteceu com António Costa ou Miguel Albuquerque, não pode restringir o trabalho da magistratura.
O Ministério Público não tem um interesse em derrubar governos, nem faz parte das suas funções fazer esse tipo de aplicar ou de gerar essas consequências políticas. Isso não aconteceu em nenhum desses casos. Pura e simplesmente, houve diligências de recolha de prova, houve situações de detenções colaterais, por vezes com o próprio poder político, e geraram essas consequências que não foram queridas, nem foram pretendidas, nem pedidas pelo próprio Ministério Público.
Rosário Teixeira, procurador do Ministério Público, em entrevista à SIC. O procurador assinala ainda que António Costa não é suspeito no processo Influencer. Se o antigo primeiro-ministro estivesse na condição de suspeito, só podia ter sido ouvido pelo Ministério Público depois de ser constituído arguido, algo que não aconteceu. Nada feito, o Parlamento rejeitou a proposta do Chega pra aumentar o subsídio de missão das forças de segurança. Num debate onde centenas de membros da PSP e da GNR assistiram nas galerias, o PSD, o CDS e o PS votaram contra a proposta do Chega para aumentar este subsídio. A tarde ficou marcada por críticas à postura de André Ventura, que acusou o Parlamento de estar a bloquear o acesso dos polícias ao local. Miguel Vítor Dias.
O debate começou com as galerias praticamente vazias, mas ao longo da tarde foram-se enchendo de elementos das forças de segurança que deixaram o Parlamento assim que a proposta do Chega foi chumbada
No arranque dos trabalhos, André Ventura acusou o Parlamento de estar a bloquear as entradas, mas Aguiar Branco deixou uma garantia.
Enquanto eu for presidente da Assembleia da República, não é seguramente por nenhuma razão intencional, seja de quem venha de onde vier, de que zona profissional vier.
Em causa estavam moedas de um cêntimo, que foram acionando o detetor de metais, atrasando o processo de entrada. Mas quanto ao suplemento, e sem a presença do governo, foi o líder da bancada do PSD, Hugo Soares, a sair em defesa do executivo.
Sim, €300 por mês é muito dinheiro e é aquilo que as contas públicas em Portugal permitem fazer.
E depois de falar para os polícias, deixou críticas à postura do líder do Chega.
Verdadeiramente humilhação é um líder partidário querer humilhar as forças e serviços de segurança, fazendo-se de sindicalista daqueles que todos os dias com dificuldades enfrentam a criminalidade.
André Ventura critica a proposta, diz que os €300 de aumento não são bem isso e antes de agitar uma caixa com moedas:
Aqueles que agora levantam a voz a dizer: "Nem mais um cêntimo," eu quero vos dizer uma coisa: os polícias não querem mais um cêntimo, querem dignidade. É isso que eles querem.
O PCP, que também apresentou um projeto de lei para o aumento do subsídio, apontou as incoerências às propostas de Ventura, que têm vindo a diminuir na ambição ao longo do tempo.
Os senhores deputados têm que se entender, porque daqui a pouco vamos ter que votar e depois às tantas votamos uma versão, ficamos a saber, afinal havia outra.
António Filipe, do debate em que Rui Rocha acusou o líder do Chega de condicionar os deputados, mas em que à esquerda também saíram críticas a Montenegro.
As forças de segurança e o país precisam disto e de muito mais e dispensam a sua instrumentalização. Não se pode prometer tudo, dizer nem mais um cêntimo, bloqueando negociações e fazer escolhas à vista de todos que explicam para onde vão os tais dos cêntimos.
Isabel Moreira pede clarificação ao primeiro-ministro e Fabian Figueiredo, do Bloco, critica PS e PSD pelas escolhas que fizeram.
Miguel Vitero Bedes, no debate desta tarde de quinta-feira, na Assembleia da República. Para além da proposta do Chega, também a do PCP e do PAN foram rejeitadas. O governo tem ainda agendadas reuniões com os sindicatos, mas Luís Montenegro já avisou que o valor do aumento do subsídio de missão não pode aumentar nem mais um cêntimo. À saída do Parlamento, Rui Neves, vice-presidente do Sindicato Independente dos Agentes da Polícia, deixa em aberto a possibilidade dos polícias partirem em protesto para a rua no dia das negociações entre o governo e os sindicatos na próxima terça-feira. Terminamos no desporto. Esta sexta-feira, Portugal enfrenta a seleção francesa nos quartos de final do Euro 2024. Na conferência de imprensa de antevisão do jogo, Roberto Martínez diz que não está preocupado com as críticas. O selecionador nacional promete uma equipa preparada.
As críticas fazem parte. Tivemos uma apuramento com 10 vitórias e tive críticas. Quando não é a vitória, a lista faz parte do meu trabalho. O foco não é para mim ouvir as críticas, os comentários, o trabalho é fazer com que o desempenho amanhã seja o melhor possível. E é isso que eu posso prometer a todos os adeptos que têm uma paixão incrível pela nossa seleção.
As declarações do selecionador nacional, Roberto Martínez. Portugal encontra-se em campo com a França, em Hamburgo, às 8 p.m, hora portuguesa. Um jogo que conta, como sempre, com relato e comentário aqui na Rádio Observador. É o ponto final neste noticiário. A informação está de volta à 1h30 da manhã.