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É uma hora. As notícias com Nadine Soares. Boa noite. Uma excelente ajuda e uma grande notícia para o Ministro das Finanças. É assim que Luís Marques Mendes vê os avisos do Governador do Banco de Portugal, que prevê que as contas públicas voltem ao déficit no final do próximo ano. O Banco de Portugal prevê que as contas públicas voltem a ter um déficit de 0,1% do PIB no final de 2025, o que contraria a previsão de excedente de 0,3% que está inscrito no orçamento do Estado para o próximo ano. No habitual espaço de comentário na SIC, Luís Marques Mendes recusa comentar eventuais intenções políticas por detrás do anúncio de Mário Centeno, mas diz que Joaquim Miranda Sarmento não podia ter recebido melhores notícias. Dá duas razões.

O Ministro das Finanças só pode agradecer. Primeiro, porque lhe baixa as expectativas e, portanto, se tiver excedente, o Ministro das Finanças é um grande vitorioso. Não é um vitorioso, é um grande vitorioso. "Olha, até o governador dizia que ia haver déficit, afinal, até quando?" Portanto, primeira coisa favorável ao ministro das Finanças. A segunda coisa favorável é que quem conhece estas matérias, como eu conheço, o ministro das Finanças ganha, a partir de agora, uma autoridade muito maior em Conselho de Ministros. Quando os seus colegas das várias áreas setoriais quiserem pedir mais despesa, mais dinheiro ao ministro das Finanças, tem muito mais força e muito mais autoridade para dizer: "Não, nós temos que cumprir o objetivo do excedente". Portanto, é uma excelente notícia para o ministro das Finanças e ele não podia ter melhor ajuda do que esta.

De qualquer maneira, Marques Mendes nota que o Banco de Portugal está isolado nas previsões que faz para o próximo ano.

Todas as entidades credíveis por aí fora dizem exatamente o contrário do Banco de Portugal. O Banco de Portugal é contrariado pela Comissão Europeia, é contrariado pelo Fundo Monetário Internacional, é contrariado pela OCDE, é contrariado pelo Conselho de Finanças Públicas, que é uma entidade independente, e é contrariado pela UTAO. Todos dizem que vai haver um excedente, ou seja, confirmam a versão do governo. Só o Banco de Portugal é que tem uma visão diferente. Pode ser que acerte, mas é um bocadinho difícil de acreditar que estas entidades todas que eu referi estão todas erradas e o Banco de Portugal é que está certo.

Luís Marques Mendes, no habitual espaço de comentário na SIC, o antigo líder social-democrata aponta ainda uma contradição a Mário Centeno, pede ao governador do Banco de Portugal que explique por que é que chega a conclusões diferentes das do Executivo, se faz uma estimativa semelhante do crescimento da economia. É inevitável, mais tarde ou mais cedo, uma limitação ao valor das pensões a atribuir no futuro. É uma previsão de Gabriel Bernardino, ex-presidente da CMVM e da Autoridade Europeia para Seguros e Pensões Ocupacionais. Bernardino foi durante 10 anos presidente do principal regulador de seguradoras e dos fundos de pensões. A entrevista ao Observador defende uma reforma do sistema e lembra que as mudanças já estão a chegar a outros países.

Há coisas que têm obviamente mais custos políticos do que outras. Obviamente, fazer uma reforma profunda do sistema tem custos políticos. Escreva isto que lhe digo, vai ter que acontecer mais tarde ou mais cedo. Já em alguns países isso é. Vai ter que ser feito alguma limitação ao valor das pensões. Vai ter que acontecer.

Gabriel Bernardino pede transparência aos líderes políticos para que assumam os custos de explicar decisões difíceis aos cidadãos, até porque nesta altura já é possível prever que as futuras reformas dos mais jovens vão ser mais baixas que as atuais.

Nós temos, neste momento, ainda, felizmente, pessoas que estão na reforma e que até têm reformas relativamente boas, com taxas de substituição boas, que estão a ser financiadas precisamente pelos jovens. E nós sabemos já, não é nenhuma projeção, nós sabemos pelos números que essas pessoas que estão neste momento a financiar essas reformas não vão ter, nem pouco mais ou menos, reformas que sejam consentâneas.

Avisos de Gabriel Bernardino, antigo presidente da Autoridade Europeia para Seguros e Pensões Ocupacionais, em entrevista ao Observador. Uma entrevista da autoria do jornalista Edgar Caetano e que pode ler na íntegra no artigo que faz manchete a esta hora em observador.pt. Marcelo Rebelo de Sousa já transmitiu condolências a Emmanuel Macron pelas vítimas do ciclone Chido, no arquipélago francês de Mayotte, no Oceano Índico. Numa nota da Presidência da República, pode ler-se que o chefe de Estado já enviou ao homólogo francês uma mensagem de profunda solidariedade pelas consequências devastadoras provocadas pelo ciclone. De acordo com a imprensa internacional, serão centenas as vítimas mortais. Foram enviadas equipes de resgate para este conjunto de ilhas que se situam entre a costa de Moçambique e de Madagáscar. Os esforços estão a ser dificultados pelos danos causados nos aeroportos e na distribuição de eletricidade, numa zona onde a água potável é cada vez mais escassa. E a ministra do Ambiente garante que a avaliação ambiental, a ampliação do aeroporto de Lisboa, não vai atrasar as obras. Isto depois da Agência Portuguesa do Ambiente ter avisado que essa avaliação de impacto ambiental tem de ser feita em declarações aos jornalistas em Faro. Maria da Graça Carvalho garante que o estudo não tem de ser demorado.

O fato de ser preciso um estudo de impacto ambiental não significa necessariamente que seja demorado. Ele vai ser feito, vai ser feito rapidamente, vai existir uma task force acelerada para ver as medidas de mitigação e, portanto, é uma medida pura e simplesmente administrativa da responsabilidade da APA, mas a nossa indicação política à APA é que tem que ser o mais rápido possível para não atrasar.

A ministra do Ambiente reitera que a avaliação vai acontecer rapidamente e que vai ser criada uma task force para analisar as medidas de mitigação. No desporto, o Benfica escorregou na corrida pelo primeiro lugar do campeonato. O empate a uma bola com o Aves, com um golo ao cair do pano. Os encarnados não conseguiram segurar a vantagem de um golo que traziam já desde a primeira parte. Com este resultado, o Benfica perde a hipótese de passar para a liderança na próxima quinta-feira, quando se deslocar à Madeira para completar o jogo que tem em atraso no campeonato frente ao Nacional. Tem agora menos quatro pontos, com menos um jogo que o líder Sporting. Nas reações, Bruno Lage lamenta que a equipa tenha falhado o assalto à liderança.

Não conseguimos ter o controle do jogo, não conseguimos ter bola, não conseguimos explorar a largura e manter a posse de bola no meio-campo adversário. E é com pena que no último lance do desafio, o Aves chega ao empate. Nós que tínhamos o objetivo de vencer o jogo, nós tínhamos a ambição, porque até foi algum tempo atrás, nós começámos a traçar a meta de encurtar distâncias e ir para o primeiro classificado. Tínhamos essa possibilidade de chegar ao Natal já em primeiro classificado. Como é que eu lhe digo? Aquilo que é mais importante para nós é continuarmos o nosso trabalho.

Do outro lado, Daniel Ramos elogia a mentalidade da equipa para arrancar o empate e não deixar o Benfica controlar a partida.

Havia dois grandes objetivos para este jogo, que era consolidar a organização defensiva que temos vindo a ter, melhorar no processo ofensivo, nossa organização ofensiva, termos mais bola, criarmos mais oportunidades, melhores dinâmicas, mais finalizações que aquelas que temos vindo a ter. E acho que fizemos uma grande segunda parte contra um grande adversário e que vem nos dizer que estamos no caminho certo. Estamos ainda no início, nada de achar que está tudo muito bem, pelo contrário, achar que foi bem, mas temos muito ainda para melhorar.

Declarações do técnico do Aves. Aves um, Benfica um. Desaire para os encarnados desde o regresso de Bruno Lage. O técnico português tinha vencido todos os jogos no campeonato. O Aves soma agora 12 pontos, um ponto acima da linha de água. E ainda no futebol, noite em grande para Ruben Amorim. O United venceu o derby de Manchester. Bruno Fernandes marcou de penalti depois de uma falta de Matheus Nunes e empatou a partida para os Red Devils já perto do minuto 90. Diallo completou a reviravolta do marcador. Ruben Amorim é o primeiro treinador do United, desde Sir Alex Ferguson, a sair vitorioso da estreia nos jogos contra o rival. O técnico português mostrou orgulho do trabalho dos jogadores, garante que faria a mesma avaliação caso o resultado tivesse sido diferente.

São só três pontos, temos muito para fazer, mas é um momento enorme para os nossos adeptos. Eu digo isto para um jogo mesmo até aos 85 minutos. Se calhar, a conversa era outra sem os dois gols no fim, mas a exibição seria a mesma. Vamos agora focar-nos nisso. Eles fizeram um grande trabalho, estiveram no jogo durante os 90 minutos e isso é muito importante. Não controlo o resultado, mas acho que merecemos esta vitória. Foi um bom dia para nós.

Ruben Amorim, na reação à vitória frente ao grande rival. O United está na 13ª posição, o City está em quinto lugar, mas continua em crise. Uma vitória em 11 jogos, os Red Devils venceram o Manchester City por 2x1. É com o desporto que encerramos este noticiário. Voltamos a atualizar a informação à 01h30 da manhã. Até já.