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Boa hora. Boa noite, eu sou a Teresa Ferreira. É uma da manhã, hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador. O Presidente da República deixa o aviso: não vai voltar atrás com a palavra no que toca ao pacote laboral promovido pelo governo. Sem acordo na concertação social, esta reforma é vetada. António José Seguro pede que o diálogo nunca se esgote, horas depois de a UGT chumbar a última versão negociada com o governo e os patrões. Ora, sem esse consenso, o chefe de Estado deixa o aviso.
Eu serei sempre coerente com as declarações que fiz.
E, portanto, o diploma é chumbado. No entanto, António José Seguro tem esperança de que todos os envolvidos contribuam para a convergência.
Sou uma pessoa otimista e eu considero que o país precisa muito de diálogo. Ainda não foi possível chegar a esse entendimento, segundo as declarações que foram feitas pela UGT, mas eu renovo essa necessidade de que o diálogo nunca se esgote, porque é através do diálogo que pode haver convergência.
O Presidente da República, que em Pedrógão Grande descarta ainda a possibilidade de vir a ser um moderador nesse processo, sublinha que não se pode substituir aos intervenientes. Antes destas declarações, o governo garantiu que tem a porta aberta para continuar a negociar o regresso do banco de horas individual e o alargamento da duração dos contratos a termo estão entre os pontos que levam a UGT a recusar assinar um acordo, mas o ministro da Presidência diz que há disponibilidade para voltar a conversar.
Vamos aguardar a recepção da posição oficial da UGT, mas podemos afirmar que o governo está, como esteve sempre, com a porta aberta à negociação. Não vale a pena acrescentar mais palavras do que estas sobre isso. E assim, o governo tem a porta aberta para completar a negociação. Que versão é que será enviada ao Parlamento? Será a versão aprovada em Conselho de Ministros.
Declarações de Leitão Amaro, depois do Conselho de Ministros desta quinta-feira. Os patrões colocam-se contra a UGT e rejeitam voltar à mesa de negociações. A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal rejeitou a viabilidade para continuar a negociar. A Confederação do Turismo de Portugal tem a mesma posição, rejeita voltar a discutir o tema, pelo menos nos termos dos últimos encontros. E a CGTP também se pronunciou. Sublinha que foi excluída pelo governo das negociações, é o que garante o secretário-geral Tiago Oliveira.
A CGTP foi afastada da discussão e já provámos isto mais que uma vez quando fomos ao Ministério do Trabalho exigir reunir e não nos receberam. E relativamente à continuação da luta, essa vai continuar. Se a CGTP for contactada para fazer qualquer reunião, desde que seja convidada, irá estar. Nunca nos pusemos de fora.
O secretário-geral da CGTP em declarações à Rádio Observador. André Ventura aceita debater com José Pacheco Pereira, um desafio que tinha sido lançado pelo historiador no último domingo, um frente a frente baseado em factos e documentos. Depois de o líder do Chega ter dito que havia mais presos políticos depois da revolução do 25 de Abril do que antes, Pacheco Pereira deixou este reto. Foi hoje aceite na rede social X por André Ventura. O debate terá a duração mínima de uma hora e cada afirmação terá de ser fundamentada com documentos, factos ou provas concretas. O frente a frente está marcado para a próxima segunda-feira, às 10 da noite, na CNN Portugal. Voltamos a António José Seguro, o presidente da República hoje esteve esta quinta-feira em Pedrógão Grande. O chefe de Estado quer prevenir tragédias no futuro. Esteve lado a lado com os autarcas da região de Leiria e com o ministro da Administração Interna. Visitaram o memorial para as vítimas dos incêndios que assolaram em Pedrógão Grande em 2017. O chefe de Estado reconfortou as vítimas, que pediram que não permita que a situação se volte a repetir. Vasco Bernardo Correia.
O senhor está aqui vivo.
Está, senhor.
Não é? E com voz.
Emocionado com os testemunhos de quem sobreviveu, o presidente da República visitou o Memorial das Vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande, sai com uma certeza.
Nós temos que tirar daqui a melhor lição, já que não podemos dar vida a quem a perdeu.
A lição passa por não repetir os erros do passado e, por isso, Seguro deixa uma série de desejos urgentes.
Todo o material combustível que está nas nossas florestas, os caminhos florestais que estão impedidos, os aceiros que continuam também impedidos, possam rapidamente ser limpos.
E fica a promessa de guardar na memória os testemunhos que vai recolhendo.
Eu posso-me ir embora amanhã para Lisboa, para a vida normal como presidente da República, mas levo este território comigo.
Nove anos depois, a tragédia continua a assombrar a região, como evidencia Dina Duarte, presidente da Associação de Vítimas dos Incêndios de Pedrógão Grande.
Aquilo que eu lhe peço, dentro do seu grande magistério de influência, que faça com que não haja outros 2017.
António José Seguro lembra que não é ele quem toma as decisões.
Eu não detenho o poder executivo, mas tenho voz e tenho convicções.
E por isso passa a bola ao ministro da Administração Interna, que também acompanhou a visita. Luís Neves deixou o apelo à ajuda de toda a população para um ano mais difícil do que o habitual.
A minha obrigação, a obrigação do governo, é alertar porque de facto este ano temos fatores de risco acrescidos e todos são necessários. E por isso estamos a fazer o nosso trabalho no sentido de minorar a época que aí vem, que será seguramente muito difícil.
No bolso, o presidente da República leva um convite que vai ser ponderado para realizar as cerimónias do 10 de junho na região de Leiria, mas o principal desejo é que os próximos tempos tragam uma bem-vinda monotonia.
Que os seus mandatos venham a ser calmos, é o que eu lhe desejo do fundo do coração.
Há uma coisa que eu não posso prometer, é que seja calmo.
Vasco Maldonado Correia, que acompanhou a visita do Presidente da República a Pedrógão Grande. A primeira presidência aberta de António José Seguro, dedicada à região Centro, durou toda esta semana e termina na sexta-feira. Portugal e mais oito países do sul da União Europeia apelam a uma trégua efetiva no Líbano. Os estados-membros do sul da União Europeia emitiram um comunicado em que congratulam o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão, mas deixam o apelo, pedem que o cessar-fogo seja cumprido em todo o Médio Oriente, incluindo no Líbano. Chipre, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Itália, Malta e Portugal mostram-se preocupados para a violência continuar em larga escala. É o que sai do encontro que decorreu esta quinta-feira entre os ministros dos Negócios Estrangeiros destes nove países na Croácia. Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky concordam com o cessar-fogo de 32 horas devido à Páscoa ortodoxa, que se celebra no próximo domingo. A trégua temporária inicia-se no sábado à tarde e termina no domingo à noite. É uma iniciativa que já tinha acontecido no ano passado. Depois deste acordo, na rede social X, o presidente ucraniano deixou ainda um apelo ao homólogo russo que a trégua seja estendida para se terminar com a guerra. No desporto, na Liga Europa, o Futebol Clube do Porto e o Nottingham Forest empataram a um golo no Estádio do Dragão. A equipa da casa abriu o marcador com golo de William Gomes aos 11 minutos. Pouco depois, o autogolo de Martim Fernandes fechou o resultado. Na reação, Francisco Farioli considera que o Porto ficou aquém em alguns momentos do jogo, mas até merecia ganhar.
Acho que hoje houve apenas uma equipa que fez tudo para ganhar e essa equipa fomos nós. Tivemos muitas chances, acho que tivemos 18 remates à baliza. Então acho que criamos o suficiente para vencer com o resultado bastante confortável, mas, de novo, se perderes o instinto assassino, perdes pontos e foi isso que aconteceu esta noite. Hoje, por alguns momentos, acho que não estivemos exatamente no nível que deveríamos estar, mas como disse, contra uma equipa da Premier League, criar esta quantidade de oportunidades e acabar com o empate é uma pena, mas é o que é.
Já o treinador da equipa inglesa, o português Vítor Pereira, admite que o Porto foi mais forte.
De facto, o Porto foi mais forte em termos de jogo. Eu fiz nove substituições do último jogo pra este. Estivemos, não há dúvida nenhuma, com alguma felicidade, não concedemos só um gol, fizemos dois, porque bonito seria se nós hoje, neste momento, estivéssemos aqui a falar, tínhamos ganho 2 x 1.
Os treinadores do Porto e do Nottingham Forest em declarações depois deste jogo. As duas equipas voltam a medir forças na próxima quinta-feira em Inglaterra. Ponto final neste Jornal da Uma, a informação está de regresso à 13h30.