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Uma hora. As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. Portugal venceu a Nigéria por 2 x 1, no último jogo de preparação para o Campeonato do Mundo, em Leiria, no Estádio Doutor Magalhães Pessoa. Os gols da equipe das Quinas foram da autoria de Pedro Neto e Francisco Conceição. Pela Nigéria, o gol foi da autoria de Akor Adams, ao minuto 37. No final da partida, o selecionador nacional, Roberto Martínez, mostrou-se satisfeito com este triunfo.
Muito satisfeito com os dois jogos. Normalmente, é muito difícil poder utilizar os 26 jogadores. Conseguimos isso. Digo difícil porque não há normalmente a possibilidade de fazer 11 substituições. É a primeira vez, antes de uma prova como o Mundial, de poder fazer isso, utilizamos isso muito bem. Dá mais exigência ao grupo.
O timoneiro da seleção portuguesa também mostrou satisfação por estas duas semanas de concentração rumo ao Campeonato do Mundo. Vinte e seis jogadores que foram utilizados na sua totalidade e que podem ter os olhos colocados no primeiro 11 inicial do Campeonato do Mundo frente à seleção do Congo.
Continuo a dizer, sou muito chato para isso. Não há um 11 inicial. Agora, no futebol moderno, há 26 jogadores que podem ajudar a seleção. O que era importante agora, neste período, é preparar todos os jogadores. As nossas ideias de como jogar contra o Congo são muito claras, mas há muitos jogadores que podem executar essas ideias.
Equipe das Quinas que vai fazer a viagem até aos Estados Unidos já na próxima sexta-feira. O voo está marcado às 14h30 do Aeroporto Humberto Delgado. Antes disso, o selecionador nacional fala aos jornalistas na companhia de mais um jogador da seleção portuguesa. O primeiro jogo da seleção nacional neste Campeonato do Mundo é já no dia 17 de junho, frente à República Democrática do Congo, em Houston. No Médio Oriente, é a segunda noite consecutiva de ataques dos Estados Unidos contra o Irão. Na rede social X, o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas diz ter iniciado ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irão. Washington esclarece também que esta ofensiva é uma resposta à agressão injustificada e contínua das autoridades iranianas. Entretanto, fontes oficiais ouvidas pelo Wall Street Journal dizem que as forças militares dos Estados Unidos estão a atacar sistemas de defesa aérea e radares perto do Estreito de Ormuz. Ainda esta tarde, Donald Trump já tinha prometido continuar a atacar o Irão enquanto não houver acordo de paz. Em declarações na Sala Oval da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos voltou a trazer para cima da mesa a colisão do helicóptero norte-americano contra um drone iraniano no Estreito de Ormuz. O presidente norte-americano diz que os Estados Unidos têm agora todo o direito de continuar os ataques contra o Irão.
Nós atacamos com força ontem e vamos fazer o mesmo hoje, caso não tenham visto, caso não tenham ligado a televisão. E vamos ver o que acontece com o acordo. Estávamos mesmo prestes a fechar o acordo, continuam a tratar-nos como idiotas. A julgar pelo helicóptero, acho que temos o direito de fazer isso. Eles abateram uma máquina verdadeiramente incrível, uma máquina extraordinária. Nós temos as forças armadas mais poderosas do mundo e às vezes é preciso usá-las.
O presidente norte-americano, apesar desta carta branca em continuar a atacar o Irão, diz que o acordo de paz está próximo, reforça que a questão nuclear é central na negociação e que não vai permitir que o país tenha uma arma nuclear. Entretanto, as autoridades iranianas dizem que o Estreito de Ormuz está fechado a todos os tipos de embarcações. Num comunicado divulgado pela agência estatal iraniana IRIB, a Guarda Revolucionária anunciou que vai encerrar o Estreito de Ormuz, diz que esta passagem marítima está encerrada para todo tipo de embarcações, incluindo petroleiros e navios mercantes, ou seja, todo o tráfego vai ser afetado. Pode-se ler nestas condições, no comunicado divulgado pela agência estatal iraniana. Na atualidade nacional, o presidente da República devolveu ao Parlamento o decreto sobre as regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos. As bancadas do PSD, Chega e CDS tinham aprovado, a 17 de abril, em votação final, o diploma que pretendia proibir que fossem hasteadas, em edifícios públicos, bandeiras de natureza ideológica, partidária ou associativa. Nesta tarde, numa nota publicada no site da Presidência, António José Seguro diz que vai devolver na Assembleia da República, sem promulgação, o decreto que estabelece regras da utilização destas bandeiras. A nota refere ainda que a devolução foi acompanhada da respectiva mensagem fundamentada que vai ser divulgada após a leitura no Parlamento. E nesta tarde, um incêndio deflagrou numa fábrica de componentes automóveis em Palmela, no distrito de Setúbal. Segundo a Proteção Civil, o alerta foi dado perto das 20h, não provocou vítimas e já está dominado. Para o local, foram destacados 68 operacionais e 22 veículos. Depois desta ocorrência, o comandante dos bombeiros de Palmela, Tiago Carvalho, afirma que o edifício teve de ser evacuado e que, no momento, estavam 100 trabalhadores nesta unidade de fábrica em Palmela
Quer só louvar a perspicácia do operador e também a inteligência da criança.
Compressor. O edifício adjacente foi evacuado devido a fumos. Quantos trabalhadores é que estavam dentro do armazém e da fábrica? O que nós pudemos apurar era que estavam cerca de 100 trabalhadores dentro da fábrica.
As comunicações de Tiago Carvalho, comandante dos Bombeiros de Palmela, escutado pela RTP, diz também que este edifício pode continuar a operar já nesta quinta-feira. Neste momento, na freguesia de Terras de Bouro, no distrito de Braga, está um incêndio ativo. Segundo o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Cávado, em resposta ao Observador, indica que esta ocorrência está numa zona de difícil acesso. No entanto, não há habitações em perigo. O primeiro alerta foi dado perto das 20h, no local ainda estão 64 operacionais apoiados por 16 viaturas. E falamos agora do caso onde "atio" foi este código utilizado por um menor para avisar a PSP de uma tentativa de abuso sexual. O caso remonta à madrugada de 2 de maio, dia em que uma criança de apenas 12 anos ligou discretamente para a linha de emergência e utilizou uma linguagem codificada para denunciar uma tentativa de abuso sexual de que estaria a ser vítima num carro onde estava suspeito a mãe da criança a dormir e um irmão bebê. O alegado abusador foi identificado na zona da Grande Lisboa, depois do agente da Polícia de Segurança Pública ter conseguido obter as informações da criança. Vamos agora escutar a explicação do responsável da linha de emergência de proteção civil, Carlos Martins, que explica como aconteceu esta denúncia.
Quer só louvar a perspicácia do operador e também a inteligência da criança. Acho que a educação que as crianças têm para este tipo de situações e para o correto uso do número de emergência faz toda a diferença. E esta criança claramente estava muito bem esclarecida de quando poderia fazer esse uso e como.
Aqui também o elogio do coordenador nacional do 112, Carlos Martins, deixa então elogios tanto ao agente que atendeu a chamada como à criança que fez a denúncia. O operacional recebeu um louvor da PSP pela perspicácia, astúcia e ponderação com que atuou. Já o abusador foi identificado e a mãe da vítima já apresentou queixa. O processo está agora nas mãos do Ministério Público. Tudo dito neste noticiário da 1 hora. A informação na Rádio Observador regressa à 13h30.