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Das notícias. Notícias da Meia-Noite, com edição do José Rafael Lopes, na Rádio Observador. José, Marcelo Rebelo de Sousa garante que o primeiro-ministro e o Presidente da República estão de acordo sobre o diagnóstico, as prioridades e as medidas para fazer face à passagem da tempestade da semana passada.

No final de uma reunião no posto de comando de Ourém, Marcelo Rebelo de Sousa avisa que a revisão do PRR tem agora de ser virada para esta calamidade.

O que já estava a fazer de revisão do PRR, agora tem que ser virado para esta calamidade. Estava a ser revisto em termos de prazos de execução, e as instituições europeias são as primeiras a aceitar, porque o PRR nasceu precisamente de uma calamidade, que foi a Covid. Portanto, se surge, a nível de um país, uma situação de calamidade que justifica haver uma reafectação de projetos, de meios e uma revisão de prazos, tem de ser.

Marcelo Rebelo de Sousa admite que a prevenção pode ter falhado antes da passagem da tempestade, mas diz que a resposta foi melhor do que nos incêndios de 2017.

Primeiro lugar, aprendemos que o trabalhar em equipa é fundamental. E o trabalho em equipa aqui, na resposta de conjugação de entidades, foi melhor do que há oito anos. Muito melhor. Aprendemos que era fundamental prevenir. E aqui pode ter falhado, porque a prevenção ficou aquém do que aconteceu, mas houve uma preocupação de prevenção. E agora está a haver para quinta-feira e para sábado.

Marcelo Rebelo de Sousa explica ainda que a Proteção Civil tem tudo o que precisa para estar atenta nos próximos dias, sobretudo com atenção especial a quinta-feira e sábado, devido à passagem de uma nova depressão. O Presidente da República que amanhã vai estar de visita a Pedrógão.

Ainda sobre o mau tempo, a Proteção Civil dá conta de mais de 100 ocorrências a esta hora.

A chuva forte relacionada com a tempestade Leonardo já se faz sentir. No site da Proteção Civil começam a multiplicar-se as ocorrências relacionadas com o mau tempo, como queda de árvores e inundações. Há também vários alertas para limpeza de via e sinalização de perigo. A região Centro de Lisboa e Vale do Tejo mantém-se como uma das zonas mais afetadas. Na região de Leiria, também a título de exemplo, estão no terreno cerca de 500 operacionais, devido ao vento forte e à chuva. Também devido ao vento forte e à chuva, no Médio Tejo, em Ourém, foram mobilizados mais de 200 operacionais e mais de 100 em Ferreira do Zêzere.

Uma das zonas com inundações é Oeiras, mas o presidente da Câmara diz que são situações pontuais e normais quando chove com intensidade.

Isaltino Morais está no terreno, mas desvaloriza os problemas. Diz que é comum a Ribeira da Laje galgar as margens quando a chuva é intensa. O presidente da Câmara sublinha que as casas estão longe das zonas alagadas e que a única preocupação reside na Associação Desportiva de Oeiras.

Esta ribeira, não é preciso muita água, ali na zona do Jardim Municipal, transborda com frequência. É uma situação normal quando há chuva intensa. Por isso é que não é uma grande preocupação para nós, porque já estamos habituados a que transborde. Se realmente transvasar mais acima, pode provocar problemas ali na Associação Desportiva de Oeiras. Mas digamos que é o único equipamento susceptível de poder vir a sofrer alguma coisa com a cheia. Apesar de ser uma área urbana, as habitações aqui estão muito afastadas. Portanto, esse problema não se põe.

Isaltino Morais diz ainda que há mais de 200 operacionais no terreno atentos ao desenvolvimento do mau tempo.

Entretanto, a Proteção Civil registou 26 ocorrências em Oeiras entre as 20h e as 23h.

Balanço feito pelo comandante sub-regional da Grande Lisboa, na Rádio Observador. Hugo Santos admite que é possível que estejam algumas estradas cortadas por estarem alagadas, mas garante que é uma situação normal devido à chuva.

Estamos a falar de inundações na via pública, fruto da precipitação intensa que se fez sentir. Não há grande impacto, principalmente nas vias principais, nem autoestradas, nem na marginal, nem nada disso. Estamos a falar de sarjetas entupidas, alguma insuficiência de drenagem nos sistemas de escoamento e como não estava a dar vazão, acabou por haver alguns alagamentos de vias naqueles sítios historicamente identificados, principalmente nas zonas mais baixas.

Hugo Santos, comandante sub-regional da Grande Lisboa, em declarações na Rádio Observador.

E a ministra do Ambiente e da Energia afirma que 10 mil € são suficientes para uma primeira fase de reconstrução das casas afetadas pelo mau tempo.

No domingo, o primeiro-ministro tinha anunciado que os donos das casas atingidas vão ter acesso a uma verba até 10 mil €. Esta noite, em entrevista na CNN Portugal, a ministra Maria da Graça Carvalho esclarece que se trata de um valor suficiente para os estragos observados.

Os casos que nós verificamos, tanto no distrito de Leiria como em vários locais afetados, o tipo de destruição é essencialmente os tetos ou parte dos tetos e é um valor que eu penso que é razoável para esta primeira reconstrução de uma habitação. Repor as telhas, muitas vezes não é todo o telhado, às vezes é todo o telhado, mas muitas vezes é parte do telhado e, portanto, os 10 mil € serão uma boa ajuda para repor o telhado.

A ministra Maria da Graça Carvalho, em entrevista na CNN Portugal. Entre hoje e amanhã fica disponível a plataforma online para que as pessoas possam pedir os apoios à reconstrução das casas. Não é precisa documentação, basta apenas uma vistoria das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional ou das Câmaras Municipais.

Nas presidenciais, António José Seguro continua à frente nas sondagens, mas a distância de André Ventura começa a ser menor.

É o que indica a mais recente sondagem da Universidade Católica para a RTP, Jornal Público e Antena Um. António José Seguro conta com 67% das intenções de voto. André Ventura aparece com 33%. O candidato apoiado pelo Partido Socialista já reagiu a esta sondagem para deixar um apelo ao voto. Diz António José Seguro que apesar das sondagens serem positivas, o resultado da eleição está longe de estar decidido.

Esse é que é o meu receio, é que as pessoas pensem dessa forma e que digam: "bem, o meu voto não faz a diferença". Não é verdade. Faz toda a diferença. E por isso eu apelo a cada portuguesa e a cada português que no próximo domingo vão votar. É importante que fique claro que o país vai escolher um candidato, um presidente da República, o próximo presidente da República, mas também um caminho, um caminho de moderação, um caminho de diálogo. Eu venho para mudar, mas preciso do voto de cada português. É a isso que eu apelo. É melhor votarem no domingo do que ter dissabores na segunda-feira.

António José Seguro, em declarações esta noite à RTP, em Lisboa.

E um grupo de reitores está ao lado de António José Seguro na corrida a Belém por dar um papel essencial ao conhecimento.

A declaração de apoio é intitulada "Defender a Democracia, Valorizar o Conhecimento". É subscrita por antigos e atuais reitores de universidades portuguesas. Entre os apoiantes de Seguro está Maria de Lourdes Rodrigues, a atual reitora do ISCTE, explica na Rádio Observador por que decidiu assinar este manifesto.

Há um movimento, uma dinâmica de apoio à candidatura de António José Seguro, que também tem um símbolo de defesa dos valores da academia, de defesa dos valores da investigação, num momento que é um momento muito importante, em que aquilo que podemos estar a decidir com esta eleição é, de facto, a defesa da democracia, a defesa dos valores do humanismo, dos valores da academia, do pluralismo, da universalidade.

Já em relação ao adversário de António José Seguro, a reitora do ISCTE diz que não faz sentido que André Ventura se apresente como um candidato antissistema.

Faz parte como ninguém, é deputado, tem um grupo parlamentar de grande dimensão e, portanto, ele integra o sistema, ele faz parte do sistema e, portanto, não se consegue compreender quando anuncia uma candidatura para destruir o sistema, o sistema democrático. São as declarações que faz, além do estilo, se nos tivermos apenas ao conteúdo, faz a defesa de valores que são os valores contrários àquilo que defendemos na academia.

Maria de Lourdes Rodrigues é uma das subscritoras do manifesto que critica André Ventura e apoia António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais.

José, antes de fechar, que outras notícias estão em destaque?

As escolas médicas vão deixar de dar formação aos técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM. A informação é confirmada pelo presidente do Conselho de Escolas Médicas à Agência Lusa. Carlos Rubalto Cordeiro garante que, ainda assim, as escolas médicas vão manter-se como formadoras dos médicos que trabalham no instituto e assegura a emergência pré-hospitalar. Esta decisão surge na sequência de uma reunião que decorreu na semana passada entre o Conselho de Escolas Médicas e o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica, Luís Mendes Cabral. A CP garante que, devido ao mau tempo, a circulação ferroviária continua suspensa nas linhas do Oeste e do Douro, entre a Régua e o Pocinho. A atualização mais recente revela ainda que a circulação dos comboios urbanos de Coimbra já foi retomada, embora ainda com alguns constrangimentos. Dá conta também de que o serviço ferroviário de longo curso entre Braga e Lisboa e o Intercidades na linha da Beira Alta foram retomados depois de terem estado suspensos na sequência do mau tempo. Bill e Hillary Clinton vão depor no Congresso sobre o caso Epstein. O ex-presidente e a mulher chegaram a acordo para testemunhar ainda este mês perante uma comissão do Congresso que investiga o caso, segundo a AP. Hillary Clinton vai prestar o depoimento a 26 de fevereiro. Já Bill Clinton fala um dia depois, nesta que será a primeira vez que os congressistas forçam um ex-presidente a depor.

Está feito o jornal da meia-noite.