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As notícias na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. O Chega admite viabilizar as novas medidas do governo para a habitação. Já o PS duvida da eficácia dos anúncios do Primeiro-Ministro. As propostas anunciadas por Luís Montenegro no debate quinzenal de ontem estiveram em debate esta manhã aqui no Explicador. O Primeiro-Ministro anunciou medidas como o aumento das deduções à coleta para os inquilinos e a redução da taxa de IRS para os senhorios que arrendam habitações a um valor moderado. Também foram anunciadas medidas de simplificação dos licenciamentos para a construção e reabilitação de casas, bem como o fim das mais-valias na venda de habitação a preços moderados. No entender da deputada do Chega, Marta Silva, estas medidas são positivas, mas pede mais.

É preciso um choque de oferta, é preciso devolver a confiança ao mercado de arrendamento e vemos com bons olhos medidas que vão neste sentido.

Por aquilo que já se sabe, este conjunto de medidas apresentado pelo governo pode vir a merecer o apoio do Chega?

Naturalmente que sim, mas achamos que podem ir mais longe. Por exemplo, abolição do IMT para primeira habitação, do IMI para primeira habitação, isenção do IVA da construção para primeira habitação e a reintrodução do crédito jovem bonificado.

As propostas do Chega, na voz da deputada Marta Silva. Já Marina Gonçalves, do Partido Socialista, diz não ver eficácia nas medidas apresentadas pelo Primeiro-Ministro.

Se já hoje temos um IRS zero, uma tributação zero para as rendas acessíveis, que já estão em valores compatíveis com a classe média. Se já hoje temos deduções para todas as rendas, por forma a dar aqui um estímulo adicional do lado do arrendatário, e agora incorporamos um conceito de renda moderada, a nossa preocupação prende-se com uma dimensão muito importante, que é a quem é que chegarão estas medidas. Porque nós o único conceito de preço moderado que tivemos até agora foi na Lei dos Solos, se se recordam, e de acessível não tinha nada.

Em resposta ao Partido Socialista, o vice-presidente do PSD, Alexandre Poço, critica o projeto de arrendamento acessível criado pelos governos de António Costa e diz também que as medidas apresentadas por Luís Montenegro vão no sentido certo.

Nós podemos falar muitas vezes de arrendamento acessível e criamos programas que insistem muito nesta lógica de arrendamento acessível. E depois eles não têm adesão nenhuma, porque não há rendas que se coadunem com esse tal conceito de renda acessível. E nós já tivemos essa experiência no passado. Por exemplo, lembram-se que há uns anos houve um programa de arrendamento acessível e que não teve quase adesão nenhuma. Estas medidas, no meu entendimento, vão no sentido correto de apoiar inquilinos e apoiar aqueles que têm de colocar mais casas no mercado de arrendamento, que são os proprietários.

Alexandre Poço, do PSD, que esteve em debate com Marina Gonçalves, do PS, e Marta Silva, do Chega. Quanto à expressão rendas moderadas, que levantou dúvidas entre proprietários e inquilinos, Alexandre Poço remete a explicação para a declaração do Primeiro-Ministro. Luís Montenegro vai anunciar ao meio-dia as restantes 26 medidas para a habitação, após o Conselho de Ministros desta manhã. Declaração para acompanhar em direto aqui na Rádio Observador. O ciclone Gabriel vai atingir os Açores na próxima madrugada. O climatologista Mário Marques alerta que não se deve desvalorizar a força desta tempestade e defende que o governo regional devia ter ido mais longe nas medidas de prevenção. A principal preocupação é a ilha do Faial. O climatologista prevê um cenário de grande destruição devido aos ventos fortes e agitação marítima que podem atingir o grupo central do arquipélago. Ouvido pela Rádio Observador, defende até que seria uma boa medida de prevenção a evacuação das zonas junto à costa.

Irá ser um furacão categoria um, muito perto de categoria dois, logo à noite, após a hora do jantar, começará a fazer-se sentir. Irá passar mesmo por cima do grupo central. A Ilha Faial penso que poderá sofrer danos, sobretudo no porto e nas zonas perto das áreas ribeirinhas, poderá sofrer danos catastróficos em termos de destruição. Será um sistema com muita intensidade, poderá provocar uma maré tempestade, os storm surge, e com ondas a poderem atingir os 12, 13 metros, um elevado perigo. Portanto, seria aconselhável, na minha ótica, uma evacuação mandatória junto a essas áreas localmente e historicamente muito vulneráveis.

Declarações do climatologista Mário Marques à Rádio Observador. As ilhas do grupo central dos Açores já estão em alerta vermelho. O governo regional encerrou todas as escolas e serviços públicos até amanhã, como medida preventiva. O ciclone vai dirigir-se depois para o continente. Deve chegar entre a noite de sábado e domingo. Deve chegar, no entanto, com menos intensidade e na forma de depressão pós-tropical, com previsão de chuva até terça-feira. E voltamos à política e às eleições presidenciais. Luís Marques Mendes acusa Gouveia e Melo de insensatez, irresponsabilidade e diz que fica preocupado cada vez que o almirante fala. Isto depois de Gouveia e Melo ter admitido que poderia fazer cair o governo de Pedro Passos Coelho por não ter cumprido uma promessa eleitoral. Em entrevista à SIC, Marques Mendes fala num candidato mal preparado para ser presidente da República e alerta que isso é prejudicial para a democracia.

Sempre que Gouveia e Melo fala, eu fico mais preocupado, porque evidentemente, isto só acontece porque lhe falta experiência, preparação para estas matérias e sensibilidade. Só que isto é grave para o funcionamento da democracia, para a qualidade da nossa democracia.

Nesta entrevista, o candidato a presidente da República garante também que nunca almoçou com Gouveia e Melo. É uma referência ao almoço entre André Ventura e o almirante. Marques Mendes associa os dois ao populismo. Admite ainda dar posse a um governo do Chega, mas com um documento por escrito, com garantias de respeito pela Constituição São agora 10h07, Carla. Que outras notícias estão em destaque antes de mais um Contra Corrente? O governo de Itália pede aos ativistas da Flotilha para que deixem no Chipre a ajuda humanitária que levam a bordo, por razões de segurança. O ministro da Defesa de Itália alerta que quando os barcos deixarem as águas internacionais e entrarem na área de Israel, a segurança não pode ser garantida. De recordar que Espanha e Itália enviaram barcos para proteger a Flotilha Humanitária. Catarina Martins, eurodeputada do Bloco de Esquerda e candidata à Presidência da República, já pediu ao governo português que faça o mesmo. O governo da Venezuela mobilizou forças de segurança em todo o país para fazer face aos sismos sentidos nas últimas horas. As autoridades dão conta de 10 abalos e 21 réplicas ao todo. As magnitudes variam entre os 4 e os 6,3 na escala de Richter. Não há vítimas nem danos significativos para já. Os abalos foram também sentidos na Colômbia e em algumas ilhas das Caraíbas. Donald Trump queixa-se de falhas durante a Assembleia Geral da ONU, fala em sabotagem e anuncia uma investigação do Serviço Secreto dos Estados Unidos. Em causa está o alegado mau funcionamento de uma escala rolante, uma falha no teleponto e problemas de som durante o discurso. Numa publicação na Truth Social, Trump pede ainda à ONU para que investigue estes incidentes. De recordar que durante o discurso do presidente dos Estados Unidos, ele deixou várias críticas às Nações Unidas, acusou a ONU de ser incapaz de resolver os atuais conflitos em curso. Vamos agora virar a página. Quero saber como é que estão as vossas leituras, porque há uma nova edição da Festa do Livro, em Belém. A Festa do Livro. Vais à Festa do Livro?

Já fui. Por acaso fui à primeira Festa do Livro, fui convidado para a primeira Festa do Livro. Entretanto, nunca mais fui.

Porque será?

Mistérios.

Mistérios. Começa hoje, não é? Devia ter começado, como sempre, no primeiro fim de semana de setembro, mas acabou por ser adiado. Lembram-se todos, por causa do acidente e o luto nacional que foi decretado. Agora há novas datas. Hoje até domingo, além das sessões de autógrafos com escritores de renome.

Muitos de renome. E é uma belíssima iniciativa, diga-se de passagem, abrir os jardins para esta iniciativa.

E normalmente há concertos.

Concertos também, é verdade.

No teu ano, lembras de quem foi?

Houve um concerto da Lisbon Poetry Orchestra. Será? Acho que sim. Acho que foi isso.

Que bem. Hoje também há. Hoje há um concerto de Carolina Deslandes, mas há outra participação.

"Ai que bom, nós podermos discordar. Poder mudar de sintonia de paixão".

Grande Ruivelo. Grande Ruivelo. É um dos concertos. Festa do Livro, abre às 16h e fecha às 22h30. Em Belém. Em Belém, ao lado dos Pastéis.

"Para nós só há a liberdade. Dizer sim ou dizer não. Poder viver em paz no teu coração. Nunca mais vamos estar desunidos".