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Começamos pela adesão à greve dos trabalhadores da função pública, que ronda os 90% nos hospitais e os 70% nas escolas. São dados da Federação de Sindicatos, que convocou este protesto e fala num grande impacto. E como já era expectável, a saúde e a educação são os setores mais afetados. Os trabalhadores da FESINAP estão desde a meia-noite a cumprir uma greve de 24 horas. É no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que está a jornalista Nadine Soares. Nadine, qual é o impacto do protesto aí nesse hospital?
O dirigente da FESINAP, Diogo Mendes, já teve a oportunidade de fazer um balanço inicial esta manhã aos jornalistas. Fala numa grande adesão a esta hora, principalmente nos serviços de saúde.
Esta manhã o balanço é positivo. Neste hospital, na média de 80% e a nível nacional, se calhar, de 90. Todos os serviços estão assegurados, os serviços mínimos ou serviços que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, blocos de urgência, hemodiálises, quimioterapias, tudo assegurado.
Como ouvíamos, em específico, no Hospital Santa Maria, os dados da FESINAP indicam uma adesão de 80%, mas a garantia de que os serviços e tratamentos urgentes estão a ser assegurados. Já os serviços programados, como consultas e cirurgias marcadas, de acordo com este sindicato, estão a ser afetados esta manhã pela greve. Diogo Mendes fala já num grande impacto, neste sentido, e critica o governo por se esquecer das carreiras dos profissionais da saúde.
Está a ser um impacto muito grande. É mau para os doentes, mas têm que compreender também a situação dos trabalhadores. Isto ao final do mês também mexe na carteira deles, porque não querem saber das avaliações 23, 24. Ninguém assinou as avaliações. Das avaliações 25, ninguém fez. E competências e objetivos para as avaliações de 26 também não há. E principalmente para os técnicos auxiliares de saúde, querem avaliá-los como os assistentes operacionais. É uma carreira especial desde 1 de janeiro de 24 e neste momento ninguém quer saber dessa carreira. Pensam que não mudou nada, mas mudou. É uma carreira especial chamada enfermagem e ninguém quer saber nada disso.
Ainda não é possível ter um número concreto de escolas fechadas esta manhã, mas o Sindicato da FESINAP, aqui pela voz de Diogo Mendes, fala já em 70% de adesão à greve por parte dos trabalhadores deste setor. São estes, para já, os dados ainda muito iniciais deste impacto desta greve da função pública esta segunda-feira.
A reportagem da Nadine Soares está a dar conta dos impactos desta greve convocada pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos. O protesto começou à meia-noite, vai durar 24 horas. O PSD Lisboa rejeita comparar as polémicas entre o secretário-geral da Câmara Municipal e Mafalda Livermore. Bruno Ventura acredita que Carlos Moedas não podia ter sido mais assertivo. Foi ele o convidado da comissão de inquérito da Rádio Observador, o social-democrata recentemente eleito presidente da distrital do PSD em Lisboa, elogia a atuação de Carlos Moedas em relação a Laplane Guimarães. O secretário-geral da Câmara de Lisboa foi colocado em liberdade este domingo, mas fica suspenso de funções e proibido de se deslocar às instalações da Câmara. É uma das polémicas que têm assolado a autarquia de Lisboa. A outra diz respeito à Mafalda Livermore, que foi exonerada da autarquia depois de saber, através de uma reportagem da RTP, que alegadamente arrendava habitações clandestinas a imigrantes. Ainda assim, para Bruno Ventura, os dois casos não são comparáveis.
É uma investigação que está a correr. Não existe nenhuma acusação sobre a pessoa. Nós não sabemos em qualidade a pessoa foi ouvida. Portanto, eu percebo o paralelo, mas não encontro fundamento, nesta fase, para uma atuação mais assertiva do presidente da Câmara de Lisboa. Seria mais fácil, você não me estava aqui a fazer esta pergunta, seria mais fácil, mas eu acho que o presidente da Câmara de Lisboa teve a serenidade tranquila de, perante os factos que conhecia, de ter a iniciativa política que devia ter tido. Aliás, é algo raro até.
Elogia a posição de Carlos Moedas. Recorde-se que Laplane Guimarães é suspeito de corrupção em contratos públicos de iluminações de Natal. O também vice-presidente do grupo parlamentar do PSD culpa o PS pelo impasse na nomeação dos juízes no Tribunal Constitucional. Diz que os socialistas ainda não souberam interpretar os resultados das últimas legislativas e rejeita a teoria de José Luís Carneiro de que o PS tem direito a nomear um juiz para o Tribunal Constitucional por ser um partido fundador da democracia.
O PSD leva esse esforço de diálogo até ao limite. Não sacrifica é no altar do diálogo, nem o seu ímpeto de mudança, nem a responsabilidade institucional, como é o caso de termos um Tribunal Constitucional com nove membros. Agora, não será da nossa parte que será cobrado o esforço de diálogo, mas acho que quebra-se o impasse com bocadinho de bom senso. Os dados, que são públicos, vocês conhecem e percebem com objetividade a diferença entre uma birra e sentido de Estado e democracia.
Bruno Ventura, deputado do PSD, diz que basta bom senso para quebrar o impasse entre PSD, PS e CHEGA para a nomeação dos juízes do Tribunal Constitucional. Os deputados Hugo Carneiro, do PSD, Rodrigo Tasha, do Chega, criticam a alteração do sentido de voto do Partido Socialista no relatório da Comissão da Transparência da deputada Eva Cruzeiro. O documento em questão censura a deputada socialista por chamar racistas e xenófobos aos deputados do Chega. Os socialistas votaram a favor, mas ontem voltaram atrás na decisão. Em comunicado, explicam que o erro foi causado pela rapidez da votação, no final de uma reunião longa. O partido alega que confundiu o relatório, achava que estava a votar numa matéria que ilibava a deputada de qualquer violação. Apesar do agora voto contra do PS, o relatório foi aprovado com os votos do PSD e do Chega. E este foi o tema do Explicador. O deputado do Chega, Rodrigo Tasha, considera que a alteração de voto do PS é uma falta de respeito.
Encarei com estupefação esta badalada publicidade que o Partido Socialista agora vem fazendo
A dizer que se enganou, com desculpas até meio esfarrapadas, de que o assunto tinha sido levado à comissão fora de horas e que o Partido Socialista nem sequer se tinha apercebido do que estava a votar. Bom, em primeiro lugar, se não se apercebeu, devia ter se apercebido. Se chegaram atrasados, chegassem mais cedo. Se não tinham a responsabilidade sobre o que estavam a votar, deviam se ter informado. E é até uma falta de respeito ao senhor deputado Hugo Carneiro como relator. É uma falta de respeito que venham agora com desculpas esfarrapadas para justificar o injustificável.
Já Hugo Carneiro, o deputado do PSD que redigiu o inquérito conduzido pela Comissão de Transparência, critica o PS depois dos socialistas alegarem que se enganaram a votar.
Não é verdade que o Partido Socialista se enganou. O Partido Socialista, no comunicado que fez, disse que confundiu esse relatório com um outro que também visava a senhora deputada Eva Cruzeiro e que, portanto, pensou que estava a votar o outro e foi um erro. Ora, isso é mentira, porque ambos os relatórios foram aprovados. Estava presente a senhora deputada Isabel Moreira e a senhora deputada Dália Mira, em representação do Partido Socialista. O presidente da mesa repetiu várias vezes o que estávamos a votar. Votaram em consciência. E mais, o Partido Socialista diz que foi no final da reunião, e não foi no final da reunião, foi no início da reunião.
Os deputados Hugo Carneiro e Rodrigo Tacha, que foram os convidados do Explicador desta manhã. A Rádio Observador também convidou o PS, que informou que não iria participar neste debate. Os agricultores enfrentam, por esta altura, dificuldades acrescidas devido ao aumento do preço dos combustíveis. Para além disso, os apoios para fazer face aos prejuízos causados pelas tempestades de fevereiro ainda não começaram a chegar ao terreno. É o que denuncia o secretário-geral da CAP, a Confederação dos Agricultores de Portugal. Luís Mira lamenta a demora, dá conta de prejuízos a rondar os € 500 milhões, mas explica que os agricultores ainda não podem candidatar-se aos apoios porque o valor ainda não está verificado.
Quando existem as catástrofes, é rápida a comunicação a dizer que vai haver apoios e milhões e milhões. Depois, na prática, e os agricultores que nos estão a ouvir sabem bem que é assim, não chega nada ao setor. Até ao momento, com exceção dos € 10 mil que todos os setores receberam, a agricultura não recebeu nada. E agora, como se isso não bastasse, já temos aqui outro problema com os combustíveis. Estamos numa altura em que há muitas tarefas no campo a fazer para as culturas de primavera-verão e em que vemos um apoio de €0,30 aqui nos espanhóis e em Portugal são €0,03.
O líder da Confederação de Agricultores Portugueses à Rádio Observador. Também o presidente da Câmara da Arruda dos Vinhos alerta que ainda não recebeu apoios do Estado. Carlos Alves fala de uma partidarização da discussão que em nada ajuda. Num artigo de opinião no Público, o autarca fala num esgrimir de culpas que só prejudica os conselhos, sobretudo os mais pequenos. Fala, por isso, num país a diferentes velocidades. O Irão diz ter atingido alvos estratégicos dos Estados Unidos no Médio Oriente, uma base aérea na Arábia Saudita e a frota norte-americana no Bahrain. A Al Jazeera cita um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irão, que denuncia ataques com drones e mísseis contra estes alvos militares. São ataques que acontecem numa altura em que a Guarda Revolucionária do Irão ameaça atingir infraestruturas energéticas em Israel e nos países do Golfo, com o objetivo de enfraquecer a capacidade militar norte-americana. Estas notícias surgem também depois da imprensa israelita avançar que Donald Trump já terá avisado os parceiros no Médio Oriente de que vai mesmo avançar com uma incursão terrestre para tomar a ilha de Kharch. Os ataques têm diminuído o comércio de petróleo através do estreito de Ormuz. Agora, a Agência Internacional de Energia admite também uma nova libertação de reservas. Para mitigar o aumento do preço dos combustíveis. Há duas semanas, a agência anunciou a maior libertação de reservas de segurança da história, 400 milhões de barris de petróleo armazenados pelos países membros da agência, que foram libertados para o mercado. Esta manhã, o diretor-executivo da agência admitiu fazer o mesmo, mas avisou que é preciso encontrar uma solução a longo prazo.
A solução mais importante neste momento é abrir o estreito de Ormuz. É apenas 20% de todo o nosso stock, mas se for necessário, podemos pôr mais petróleo nos mercados. Se for necessário. Mais uma vez, a nossa libertação de stock pode dar conforto aos mercados, mas não é uma solução. Vai apenas ajudar a reduzir a dor da economia. Vamos ver, vamos avaliar os mercados, mas se for necessário, claro que vamos fazer.
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia admite ainda que a atual crise energética é mais grave que a causada pela guerra na Ucrânia. Enquanto o estreito de Ormuz continua fechado, o preço do gás natural na Europa subiu 3% para €61 por megawatt-hora. As principais bolsas europeias preparam-se para abrir hoje em forte queda, com perdas próximas dos 2%, acompanhando assim a tendência negativa na Ásia e com a subida dos preços do crude. São agora 10h12. Carla, que outras notícias marcam esta manhã? O governo garante que o calendário de privatização da TAP não vai ter qualquer alteração, apesar da crise na aviação civil provocada pela guerra. As metas do governo indicam que 49,9% do capital da TAP deve ser alienado até julho e o ministro das Infraestruturas garante que o calendário continua igual. Mantém-se tudo como previsto, é o que afirma Miguel Pinto Luz, em declarações ao Jornal Económico. A esta hora começam as jornadas parlamentares do CDS no Parlamento, entre hoje e amanhã. Economia, Justiça e Família são os temas em debate. Quatro ambulâncias que pertenciam a uma organização sem fins lucrativos ligada à comunidade judaica do Reino Unido foram incendiadas num bairro no norte de Londres. O ataque está a ser tratado pelas autoridades como ato de antissemitismo. Destruiu por completo as ambulâncias num bairro londrino que tem uma forte comunidade de judeus. O primeiro-ministro britânico já reagiu e insiste que o antissemitismo não tem lugar na sociedade inglesa. Pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas num acidente no aeroporto de LaGuardia, em Nova York. O avião colidiu com uma viatura dos bombeiros na pista ao aterrar. As vítimas mortais são o piloto e o copiloto. Há ainda dezenas de feridos. O aeroporto está encerrado, as causas do acidente estão sob investigação. O Teatro da Trindade, em Lisboa, está a preparar um dia especial, precisamente para sexta-feira. É o dia em que se assinala o Dia Mundial do Teatro. Então, com o que podemos contar nesse dia especial, Carla? Vamos lá ver. Das 14h às 16h é possível visitar partes do teatro que normalmente não estão acessíveis ao público e aquilo que fica sempre mais apetecível, peças gratuitas. No final do dia, "Brokeback Mountain" e depois à noite, o destaque é "Gaivota", a peça que tem Alexandra Lencastre como protagonista. O limite de bilhetes são dois por pessoa e podem ser levantados no dia, a partir de 13h30.
E não dá para subir ao palco? Já que é um dia especial, eu gostava que me dessem a oportunidade, se me estão a ouvir.
Alexandra Lencastre.
Não sozinho. Pode ser.
Estou sozinho, um monólogo.
Um monólogo.
Um monólogo do Nuno Vieira Amaral.
Exato. Pode ser? Queres testar a tua popularidade. Não, quero testar o meu talento. Está bem. Para apresentação.
Pronto. Está a sala só de repente.
Ok, não sou o Pedro Esperança.