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As notícias com Carla Jorge Carvalho e começamos com a intenção do governo em abrir vagas adicionais para os alunos prejudicados na fase de candidatura ao ensino superior, devido à correção dos exames. O presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos prevê um impacto quase nulo para as instituições e diz que esta medida não é nova.

Foi uma promessa feita pelo Ministro da Educação e revelada ontem pelo Bastonário da Ordem dos Advogados. O objetivo é garantir o princípio da igualdade no processo de candidatura à primeira fase do ensino superior. Na Rádio Observador, Luís Loures concorda com a finalidade, mas explica que as instituições já têm por hábito abrir estas vagas adicionais.

Esta situação acontece todos os anos, por exemplo, dois alunos que concorrem e que são colocados no mesmo curso, que tem X vagas e o último colocado tem a mesma nota. Às vezes acontece de haver quatro alunos com a mesma nota e é obrigatório criar três vagas adicionais para nenhum daqueles alunos ser prejudicado, porque têm a mesma nota de candidatura, a mesma situação e as vagas acabaram ali. Agora, neste caso, será por situações extraordinárias, mas as instituições estão mais do que preparadas para fazer isso e as universidades politécnicas têm, efetivamente, toda a flexibilidade para acolher estas alterações.

Já quanto às alterações no calendário para o próximo ano letivo, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos desdramatiza.

As instituições estão preparadas, sabem o que é preciso fazer. Neste momento, ainda não há decisões definitivas, porque estamos a aguardar para ver se corre tudo bem, para não estarmos a fazer alteração sobre alteração. A informação que temos da tutela é que a segunda fase correu com grande normalidade, que está tudo dentro daquilo que era expectável e, por isso, as instituições, quando chegarem ao início de setembro, terão os calendários reequacionados.

Luís Loures, esta manhã aqui na Rádio Observador, no dia em que terminou o prazo para a inscrição dos alunos na primeira fase de acesso ao ensino superior. Há mais inscritos do que em toda a primeira fase do ano passado.

O deputado do PSD, Bruno Vitorino, considera que o ministro da Administração Interna podia ter prestado esclarecimentos mais cedo sobre as polêmicas em que tem estado envolvido.

Luís Neves deu, na semana passada, uma conferência de imprensa sobre os casos divulgados pela comunicação social, mas esses esclarecimentos deviam ter chegado mais cedo. É a opinião do social-democrata Bruno Vitorino, o convidado do programa Comissão de Inquérito desta manhã. Deputado do PSD, diz ainda que se fosse ministro da Administração Interna, tinha se mostrado disponível para ir também ao Parlamento.

Eu espero, naturalmente, do ponto de vista político, que ele se possa defender. Esperava que as explicações tivessem vindo mais cedo. As explicações até me pareceram bastante razoáveis. Algumas das acusações que lhe foram feitas até me pareceram bastante absurdas. Agora, se calhar, era mais fácil, se era tão simples de explicar, ter explicado logo.

E devia ter ido ao Parlamento.

Eu, se fosse ministro e se tivesse uma posição dessas e se quisesse esclarecer, era eu a disponibilizar-me para lá ir. Isso era clarinho. Mas isso é a forma de ser de cada um.

Bruno Vitorino, deputado do PSD, há instantes aqui na Rádio Observador. Já ontem o Observador revelou mais um detalhe das polêmicas que envolvem Luís Neves. O Tribunal de Contas identificou irregularidades na Polícia Judiciária no tempo em que Luís Neves era diretor nacional. Irregularidades que foram perdoadas.

O Partido Socialista já tem a estratégia definida para a próxima legislatura. Quer apostar na estabilidade e, por isso, está disposto a segurar o governo durante pelo menos mais um ano. O objetivo é evitar ficar colado a uma eventual crise política e apostar no desgaste da imagem do primeiro-ministro.

O PS quer garantir que o próximo ano político decorre sem sobressaltos. O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, entende que este é um tempo que exige cautela e, por isso, não pretende tão cedo derrubar o Executivo da AD. Miguel Gato.

Até para não ficar com o ônus de ser o partido que inicia crises políticas, como acabou por acontecer com o anterior líder do PS, Pedro Nuno Santos, quando os socialistas votaram contra a moção de confiança apresentada por Luís Montenegro e depois o país foi para eleições e o PS acabou por cair para terceira força política em número de deputados. Ora, o PS não quer repetir esses erros. Apesar dos casos que têm surgido no governo, prefere continuar o caminho de desgaste prolongado do Executivo e da imagem de Luís Montenegro e para preservar a imagem de uma oposição responsável e de modo a evitar ser apontado como o autor moral da queda do Executivo da AD, os socialistas admitem mesmo a viabilização do orçamento do Estado para 2027, tal como aconteceu no ano passado, e também já têm a posição definida para eventuais moções para derrubar o governo: votam contra. São informações apuradas pelo Observador, que sabe ainda que o PS espera que António José Seguro, presidente da República, esteja vigilante e interventivo durante todo este processo.

Assim são os planos do PS para 2027, com Miguel Gato. José Luís Carneiro quer evitar crises políticas na próxima sessão legislativa. No entanto, na semana passada, a entrevista aqui no Sobre Escuta, José Luís Carneiro sublinhou que não teme eleições legislativas, caso esse cenário venha a concretizar-se.

E pode ler mais sobre os planos do PS para o próximo ano. O artigo faz esta hora manchete no site do Observador. As apreensões de droga em Portugal estão a bater recordes e os especialistas em combate ao crime pedem uma discussão política mais aprofundada sobre este tema.

Dados da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes revelam que este ano foi registrado o maior número de apreensões de cocaína em território nacional. Foi o tema do Explicador desta manhã. A especialista em rotas de crime organizado transnacional, Sylvie Figueiredo, lembra que Portugal tem uma posição estratégica para a entrada de droga na Europa e que, por isso, podemos assistir a um aumento da percentagem de cocaína a nível europeu. Assim sendo, defende que é necessário levar a discussão do combate ao narcotráfico às esferas políticas.

Eu acho que nós devemos estar bastante atentos relativamente àquilo que é a nossa realidade Relacionada com o crime organizado, ou seja, este volume de estupefacientes significa que há um interesse estratégico das organizações criminosas em atuarem através do nosso país. Eu acho que é importante olhar para o crime organizado com um olhar mais estratégico. Acho que importa que o país crie alguma resiliência a este fenômeno e é importante estabelecer estratégias de combate que não sejam parcelar, mas sim olhar para esta realidade de uma forma estratégica ao mais alto nível do Estado e dessa maneira estabelecer uma capacidade de resposta conjunta.

Já o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, OSCOT, Francisco Rodrigues, diz que a entrada de droga no país é facilitada pelo problema de segurança nos portos. Francisco Rodrigues aponta o fator humano como o principal problema.

Nós, infelizmente, temos um problema de segurança. O problema de segurança está na possibilidade que existe relativamente àquilo que é o retorno financeiro que o tráfico de estupefacientes traz, que é a possibilidade de, com alguma facilidade, comprar os serviços de alguém. Nós temos que perceber que a fragilidade de todos estes processos reside, e volto outra vez ao tema, na parte humana.

Declarações de Sílvia Figueiredo e Francisco Rodrigues. Esta manhã foram os convidados do Explicador. São agora 10:11. Já a seguir o Contracorrente. Primeiro, Carla, tempo para as outras notícias que estão em destaque. Nos Açores, 67 pessoas tiveram que ser retiradas de um parque de campismo na Ilha Terceira por causa do mau tempo. Há registro de várias inundações em São Miguel e em São Jorge. Há também registro de uma derrocada numa estrada regional em São Jorge. O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores recomendam à população que acompanhe as previsões e os avisos meteorológicos emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. A ONU alerta que julho foi o mês mais mortífero na Ucrânia desde o início da guerra há quatro anos. Os ataques russos fizeram pelo menos 377 mortos e mais de 2000 feridos, de acordo com dados das Nações Unidas, Kiev foi a cidade mais atingida. Na última noite, os ataques repetiram-se com registro de pelo menos seis mortos e mais de 30 feridos. O Parlamento Europeu reúne-se hoje num debate extraordinário sobre a crise migratória de Ceuta, a pedido do partido espanhol PP. O debate vai contar com a presença do comissário europeu, bem como do presidente de Ceuta. A sessão vai decorrer online esta tarde. Isto no dia em que o El País avança que uma escola em Ceuta foi habilitada para cuidar de mais de uma centena de crianças migrantes.