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A seguir. Edição do Meio-Dia com Miguel Cordeiro. O Chega insiste nas críticas à falta de medidas concretas do PTRR.
Na Rádio Observador escutámos hoje vários partidos no seguimento dessa apresentação de Luís Montenegro pelo Chega. Rodrigo Tacha diz que se exigia mais ao governo e fala de um documento vazio.
Luís Montenegro tinha dito no debate parlamentar que as coisas não tinham corrido assim tão mal e disse que nós não podíamos governar ou fazer política lançando larachas para o ar, mas o que é facto, como também já aqui foi dito, é que isto não é um plano coisa nenhuma. Isto é um documento morto para encher chouriços, uma generalidade brutal e assustadora quando estamos confrontados com problemas tão concretos.
O Partido Socialista acompanha as críticas. Nuno Fazenda diz que definir como plano o documento apresentado pelo governo é generoso.
Acho que é de uma enorme generosidade chamar a este documento, que foi apresentado, um plano, porque, na verdade, este documento não tem nada que ver com aquilo que é a doutrina do planeamento. Desde logo, porque não tem uma visão, não identifica medidas prioritárias, as necessidades, quem faz o quê, qual é o horizonte temporal. No fundo, este plano, como já foi bem dito, é um vazio.
As palavras de Nuno Fazenda. Na Rádio Observador escutámos também Alexandre Poço, do PSD, que defende a estratégia do governo e acusa a oposição de criticar independentemente qual fosse a posição tomada pelo governo.
E eu penso que seria altamente irresponsável fechar metas, valores, calendários, antes de ouvir todo este conjunto de entidades que eu referi. Também é engraçado, se o governo tivesse apresentado um plano fechado, sem debate público, os mesmos que hoje estão a criticar esta postura de primeiro ouvir e depois decidir, estou certo que diriam de imediato que o governo estava a ter uma postura arrogante.
Posição de Alexandre Poço no Explicador desta manhã aqui na Rádio Observador.
E Miguel Cordeiro, em última hora, já novo ministro da Administração Interna.
Comunicado na presidência da República, no site da presidência da República, Luís Neves é o novo ministro da Administração Interna. O presidente da República aceitou a proposta do primeiro-ministro de nomeação de Luís Neves como ministro da Administração Interna. A posse já está agendada, vai ter lugar na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro, às 10:00 da manhã, no Palácio de Belém. Luís Neves foi diretor da Polícia Judiciária e agora acaba por chegar ao cargo de Ministro da Administração Interna. Foi também já no passado responsável por casos relacionados com a ETA, skinheads e assaltos a caixas Multibanco com materiais explosivos enquanto trabalhou na PJ. Luís Neves foi diretor nacional da Polícia Judiciária e chega agora ao cargo de Ministro da Administração Interna. É um anúncio de há minutos publicado no site da Presidência da República. Está escolhido o novo ministro da Administração Interna por parte do governo e o presidente da República comunica, no site da Presidência da República, que aceitou a proposta do primeiro-ministro de nomeação de Luís Neves como ministro da Administração Interna.
Notícia que vamos continuar a acompanhar aqui na Rádio Observador. Entretanto, o secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal pede ao governo que seja rápido a pôr em prática os apoios do PTRR.
O presidente da CAP, Luís Mira, admite que a discussão do que é preciso fazer é importante, mas é preciso ação, é preciso rapidez.
Aquilo que se exige do governo é que as medidas sejam rápidas, que as pessoas precisam, alguns perderam tudo, outros perderam parte do que tinham, e não podemos estar mais um mês, dois meses, três meses à espera. Os planos são importantes, mas não é a altura para se estarem a discutir planos. Temos é que agir, temos que acudir às pessoas de uma forma rápida.
Posição da CAP sobre o PTRR, o plano apresentado ontem por Luís Montenegro. Voltamos à notícia que referi anteriormente. O governo já apresentou o nome do novo ministro da Administração Interna a Marcelo Rebelo de Sousa. Marcelo Rebelo de Sousa aceitou esse nome indicado pelo governo. Estamos a falar de Luís Neves, foi líder da Polícia Judiciária e é agora o novo ministro da Administração Interna. Vamos perceber ao certo quem é este homem e como é que chega também a este cargo de ministro da Administração Interna. Luís Neves liderou a Polícia Judiciária e é agora o novo ministro apontado pelo governo. Contamos com a análise, muito em breve, do redator principal do Observador, Luís Rosa, que acompanha temas relacionados com justiça e conhece de perto o trabalho de Luís Neves. É o novo ministro da Administração Interna e já foi esse nome aprovado por Marcelo Rebelo de Sousa. Há já uma data para a tomada de posse, 23 de fevereiro, 10:00 da manhã, no Palácio de Belém. A anterior ministra da Administração Interna afastou-se do cargo Durante as tempestades que afetaram o país. Vamos certamente, ao longo ainda desta manhã informativa, contar com o Luís Rosa para nos ajudar a explicar o percurso de Luís Neves, que agora chega a este cargo de Ministro da Administração Interna.
E voltamos, Miguel, ao PTRR. Ao longo desta manhã continuamos a escutar diferentes reações a este plano do governo.
Este plano do governo foi apresentado ontem por Luís Montenegro e temos procurado diferentes reações. Contamos agora com Pedro Pimpão, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Pedro Pimpão, naturalmente, vamos procurar essa reação ao PTRR, mas antes de mais, e sendo uma notícia de última hora, gostaria de perceber que análise é que faz também já da escolha do novo ministro da Administração Interna, um cargo que ficou vazio durante as tempestades e que agora voltará a ser ocupado a partir da segunda-feira. Foi apontado o anterior líder da Polícia Judiciária. Tem alguma análise a fazer a esta escolha feita por Luís Montenegro?
Olhe, naturalmente, também tivemos conhecimento agora dessa nomeação e naturalmente que é uma pessoa que merece todo o nosso respeito, consideração, tem um percurso de vida que merece a nossa perceção de que está à altura das funções e, portanto, parece-me uma boa escolha numa área que é muito importante, em que eu dizia ontem, também a propósito da pronúncia sobre o perfil, que fosse alguém que inspirasse confiança. E parece-me que essa escolha vai nesse sentido, de inspirar confiança na administração interna com todas as responsabilidades que tem a nível do nosso país e por isso já também as melhores felicidades ao novo ministro, uma vez que já é público e já foi aceito também pelo senhor Presidente da República, já as melhores felicidades e vai contar com o nosso apoio, com o apoio dos autarcas, os presidentes de câmara, naturalmente, para cumprir da melhor forma possível estas novas funções.
Vamos então falar sobre esse PTRR, foi para isso que o convidámos também. Queria perceber, na leitura da Associação Nacional de Municípios Portugueses, se também veem, como tem criticado a oposição, falta de medidas concretas ou se acham que é positivo este plano apresentado pelo governo.
Olhe, primeiro, salientar realmente a importância de abordarmos este assunto de uma forma que faça com que as pessoas continuem a acreditar nos seus responsáveis, porque não há dúvidas nenhumas, ainda esta semana ouvi o coordenador da estrutura de missão dizer que esta era a maior catástrofe natural da história contemporânea do nosso país. E este comboio de tempestades vai deixar marcas, vai deixar marcas a longo prazo também, não é só a curto prazo como estamos a fazer nos nossos territórios e por isso este plano é também um instrumento que nós entendemos que pode ser útil realmente para essa resposta, que é uma resposta que não é só uma resposta imediata, é uma resposta que também é a médio e longo prazo. E aquilo que naturalmente nós apelamos é para que as medidas, algumas delas vertidas neste plano, sejam executadas o mais rápido possível. Também percebemos neste plano que um dos objetivos é promover uma auscultação nacional pelos diversos agentes do território. Aquilo que nós também solicitamos é que essa auscultação seja feita o mais rápido possível e nós, Associação Nacional de Municípios, estamos disponíveis para dar também o nosso contributo. Aliás, ainda esta semana, numa reunião do Conselho Diretivo, preparámos também uma deliberação com contributos vários para o governo e, portanto, acho que o que é desejável é que essa auscultação ocorra no mais curto espaço de tempo, para que as medidas também comecem a ter eficácia. Algumas delas, que já vêm neste plano, nós estamos completamente alinhados, nomeadamente na questão da rede de comunicações, equipando também as nossas juntas de freguesia com geradores, com satélites de comunicação, com sistema de rádios, com equipamentos que permitam que neste contexto de crise, e já percebemos que a probabilidade de voltarmos a ter situações análogas a esta é grande, mas termos também estruturas mais resilientes no terreno e isso parece-nos positivo.
Pedro Pimpão, muito obrigado pela sua análise neste jornal do meio-dia. Analisar o PTRR e também um comentário a esse novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, ex-diretor nacional da PJ, é escolhido pelo governo para liderar o Ministério da Administração Interna. O nome já foi aceito pelo presidente da República. A tomada de posse será na próxima segunda-feira.