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Na Rádio Observador. Jornal da Uma, na Rádio Observador, edição do Luís Soares. Luís, a esta hora começamos a destacar o Prêmio Nobel da Literatura. Foi agora conhecido, atribuído à escritora sul-coreana Han Kang. Um anúncio feito pela Academia Sueca, em Estocolmo.
Han Kang é a 18ª mulher a receber o Nobel da Literatura, o prêmio literário mais importante do mundo. A escritora de 53 anos é publicada em Portugal pela Dom Quixote. Conosco em estúdio está a jornalista de cultura do Observador, Joana Moreira, que está a escrever nesta altura um artigo precisamente sobre esta escritora. Joana, boa tarde. Han Kang é conhecida por livros como "A Vegetariana", "Livro Branco" e "As Lições de Grego". O que marca exatamente a obra desta escritora sul-coreana?
O que marca é, na verdade, a sua capacidade de combinar temas de violência com uma escrita muito sensível e profunda. Quando falamos numa prosa poética, é isso mesmo.
A escolha da Academia Sueca, Joana, foi uma surpresa ou era esperada?
Tudo indicava que o Nobel de 2024 não fosse, como os dois anteriores, parar às mãos de um europeu. E nesse sentido, foi expectável. Mas, na verdade, foi uma surpresa, já que a grande favorita das casas de apostas para a maior distinção literária do mundo era a chinesa Can Xue. Portanto, Kang tornou-se a primeira sul-coreana a receber este prêmio e com 53 anos, algo que é bastante incomum na distinção deste galardão, atribuído normalmente a autores mais velhos.
Joana Moreira, muito obrigado. Ela que está a escrever no Observador um artigo sobre Han Kang, escritora sul-coreana, a vencedora do Nobel da Literatura deste ano. O prêmio é entregue desde 1901, já distinguiu 121 pessoas e tem valor monetário de perto de €950 mil.
A política está também a marcar a atualidade com Luís Marques Mendes a ser apontado como a escolha mais provável e praticamente inevitável do PSD para Belém.
Luís Montenegro já deixou claro que o antigo líder do PSD se encaixa no perfil que o primeiro-ministro definiu para o candidato que o partido quer apoiar nas presidenciais. Ainda assim, algo que, para o Observador, Luís Marques Mendes só deve avançar com a candidatura em 2025, no ano que vem. O social-democrata terá vários apoiantes, quer na direção do PSD, quer no núcleo duro do governo. Fontes da direção do partido, ouvidas pelo Observador, acreditam que Marques Mendes é, de todos, o que tem melhores hipóteses de vencer, por ser um candidato mais abrangente.
Pode saber mais sobre este assunto no artigo assinado pelo editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes. Está em manchete a esta hora em observador.pt. Em dia de entrega do orçamento na Assembleia da República, o primeiro-ministro e o ministro das Infraestruturas apostam na alta velocidade.
Eles estiveram presentes na cerimônia de entrega do primeiro troço da alta velocidade a um consórcio com construtoras portuguesas, numa cerimônia acompanhada no Campus 21 pela repórter Inês Batista. Inês, foi uma apresentação em que o primeiro-ministro disse como se sentia neste que é o dia da entrega do orçamento.
Reconfortado. É assim que o primeiro-ministro diz sentir-se no dia em que é entregue o Orçamento de Estado na Assembleia da República. Até porque, para repetir uma frase de Sampaio, Montenegro diz: há mais vida para além do orçamento.
Cerca de meio ano de exercício de funções num dia que é um dia importante, relevante, é o dia do orçamento, mas até no dia do orçamento há mais vida para além do orçamento. Há um contexto de governação transversal que quer abarcar todas as áreas onde os poderes públicos, em particular os poderes do governo, devem exercer-se diariamente.
Uma frase que o primeiro-ministro tem vindo a repetir. Luís Montenegro defendeu também que o governo está a agir à alta velocidade, que tem pressa, mas não é apressado. Diz também que, apesar de todas as vicissitudes que rodeiam a governação, o governo está satisfeito por estar a governar o país. São declarações nesta manhã em que o governo anuncia o primeiro troço da linha de alta velocidade, uma apresentação que contou com o ministro das Infraestruturas. Já à margem, questionado pelos jornalistas sobre o Orçamento do Estado, Miguel Pinto Luz diz que não vê outra hipótese senão o PS dar luz verde ao orçamento.
Esta em particular, não. Não está dependente do Orçamento do Estado, mas há outras que sim, naturalmente, e por isso é a nossa preocupação. E aí é outra conversa, é conversa do Orçamento Geral do Estado. Mas eu digo, e já disse ontem, e repito hoje: eu estou absolutamente convencido que o Partido Socialista vai viabilizar este orçamento. Por tudo isto, por isto que vimos hoje, os investimentos na habitação, pelo governo ter cumprido integralmente com aquilo que são os pré-requisitos do Partido Socialista. A TAP nunca esteve no orçamento e, portanto, está exatamente aquilo que a negociação com o Partido Socialista pediu. Eu digo e repito: quando estamos num processo negocial, quando uma parte pede 100 e a outra parte dá exatamente 100, eu não vejo outra hipótese senão esse processo negocial ser absolutamente irrevogável.
Miguel Pinto Luz, que aponta que há consenso à volta da linha de alta velocidade. Fica anunciada a adjudicação ao consórcio de empresas portuguesas Lusa Lab. Este primeiro troço que foi adjudicado será entre Porto e Oeiras. A construção arranca no próximo ano. Está previsto estar terminada em 2030. Implica, por exemplo, uma nova ponte sobre o Douro, tem uma extensão de 71 km e um investimento de 1.978 milhões de euros. A totalidade da linha de alta velocidade estará pronta até 2034.
A reportagem direta da Inês Batista, ela que acompanhou esta cerimônia de adjudicação do primeiro troço para alta velocidade em dia de entrega do Orçamento do Estado.
Orçamento que chega à Assembleia da República hoje, é apresentado às 16h, no Ministério das Finanças, e a Rádio Observador tem uma emissão especial a partir das 15h30. No desporto, há uma despedida. Aos 38 anos, Rafael Nadal anunciou a retirada definitiva do tênis profissional.
Foi numa mensagem em vídeo, uma mensagem emotiva em que recorda vários momentos da carreira. Nadal justifica a decisão com os dois anos difíceis que tem vivido. Diz que não tem conseguido jogar sem limitações. A realidade é que han sido A mensagem de Rafael Nadal, vencedor por 22 vezes do Grand Slam, com um total de 92 títulos ATP, retira-se do ténis profissional, não sem antes participar na final da Taça Davis, em Málaga, de 19 a 24 de novembro.
E o treinador português Rui Machado fala no final de carreira esperado de um dos melhores jogadores do ténis mundial.
Rui Machado foi treinador de Nuno Borges, preparou o jogo contra Nadal e recordou à Rádio Observador esse momento e a preparação feita para um triunfo que considera um marco no ténis nacional.
Jogar contra os grandes do ténis é sempre uma grande oportunidade e um marco. Ganhar em terra batida, numa final em terra batida, que é algo que poucos conseguiram, é muito mais. Foi feita alguma preparação específica taticamente, que era aquilo que era necessário para fazer frente a um adversário deste calibre e depois, de certa forma, aproveitar o momento.
A recordação de Rui Machado, treinador de Nuno Borges, ao anúncio do final de carreira do tenista espanhol Rafael Nadal.
Olhemos ainda para outras notícias em destaque a esta hora.
Em Gaza subiu para 28 o número de mortos depois de um ataque israelita a uma escola. Há também 54 feridos. O número de mortes neste ataque contra uma escola no centro da Faixa de Gaza tem vindo a ser atualizado. São avançados estes dados pelo Crescente Vermelho Palestiniano. A Al Jazeera avança que dezenas de vítimas do ataque foram transportadas para o Hospital de Al-Aqsa. Há várias crianças e mulheres carbonizadas ou gravemente feridas. Maria Luís Albuquerque vai ser ouvida no Parlamento Europeu no dia 6 de novembro de manhã. A antiga ministra das Finanças é ouvida pelos eurodeputados depois de ter sido indigitada para Comissária dos Serviços Financeiros e a União da Poupança e Investimentos. Maria Luís Albuquerque vai ser ouvida pelos deputados da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários. A Ministra da Justiça vai alargar o recrutamento de magistrados e anuncia mais 60 vagas no próximo ano, num discurso na abertura do encontro anual do Conselho Superior da Magistratura. Rita Lara Conjuro salienta que a reforma da Justiça não se faz sem bons magistrados e que é necessário atrair mais candidatos.