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Uma hora. Jornal da Uma, agora na Rádio Observador, com a edição do Miguel Cordeiro. Miguel, o secretário-geral do PS classifica a polêmica na autarquia de Loures como o momento menos bom do autarca.
O presidente da autarquia eleito pelo PS, Ricardo Leão, defendeu que quem fosse responsável por atos de violência deveria ser despejado da habitação social. A autarquia aprovou uma recomendação de autoria do Chega que prevê o despejo de pessoas que cometam crimes. Esta manhã, de visita ao bairro do Zambujal e questionado pelas declarações polêmicas de Ricardo Leão, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, sublinha que não é o momento que define o autarca de Loures.
Todos nós temos bons momentos e momentos menos bons. Obviamente que este não foi um bom momento na Câmara Municipal de Loures. Isso não pode é fazer com que nós deixemos de ver e de avaliar aquele que é o trabalho contínuo que é feito na Câmara Municipal de Loures. E isso é muito importante. Nós vivemos num tempo em que momentos, em que declarações acabam por atingir uma dimensão demasiado elevada pra aquilo que nós somos ou pra aquilo que nós fazemos. E eu quero puxar por aquilo que tem sido o trabalho da Câmara Municipal de Loures. Obviamente, eu acho que fui claro, na minha opinião, sobre o que acho sobre a moção e sobre as declarações.
Pedro Nuno Santos, que diz, no entanto, que todos os eleitos do PS estão obrigados a cumprir a Constituição e os princípios do respeito e humanismo. Declarações de Pedro Nuno Santos, de visita ao bairro do Zambujal, no momento em que criticou também a ausência de Luís Montenegro. O secretário-geral do Partido Socialista fala de um padrão.
Em relação ao senhor primeiro-ministro, já é um padrão, porque também fui eu o primeiro a ir ao terreno, a seguir aos incêndios. Quem governa o país não se pode furtar a estar presente no terreno com as pessoas. O senhor primeiro-ministro foi visitar as zonas afetadas pelos incêndios depois de termos ido e eu espero, sinceramente, que o senhor primeiro-ministro visite também vários dos bairros que nós temos no país.
Críticas de Pedro Nuno Santos a Luís Montenegro.
E ainda sobre Ricardo Leão, ontem a líder parlamentar do PS criticou os políticos que incendeiam o discurso securitário.
No espaço de comentário da CNN Portugal, Alexandra Leitão volta a condenar as declarações de Ricardo Leão, considera juridicamente inaceitáveis e avisa que os políticos não devem contribuir para alimentar a polêmica. Alexandra Leitão diz que não se revê numa medida que vai contra os princípios do PS. Em sentido inverso, existem também socialistas a favor da posição de Ricardo Leão, como por exemplo, o antigo deputado do PS, Ascenso Simões, defendeu na rede social Facebook que para evitar que o Chega tome conta das autarquias da área metropolitana de Lisboa, são necessários mais casos como o de Ricardo Leão.
E Fabian Figueiredo considera que as polêmicas declarações de Ricardo Leão, autarca de Loures, não foram um lapso ou um momento menos bom.
O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, que também foi candidato à autarquia de Loures por duas vezes, comentou hoje as declarações do presidente da Câmara Municipal durante a apresentação das propostas de alteração do orçamento do Estado pelo Bloco de Esquerda. Fabian Figueiredo diz que esta não é a primeira vez que Ricardo Leão faz esse tipo de intervenções e até dá exemplos.
Não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira declaração pública que Ricardo Leão faz que poderia ter sido dita pelo Chega. E dou-lhe três exemplos. Há declarações extremamente infelizes e graves sobre as refeições escolares. O Partido Socialista em Loures já ameaçou cortar as refeições escolares a crianças cujos pais se atrasam no pagamento. Há declarações bastante infelizes e recentes em que Ricardo Leão se gaba de fazer o maior despejo da história, 550 pessoas. E agora há este episódio particularmente lamentável, mas que não nos surpreende porque é coerente com a intervenção pública de Ricardo Leão, que decidiu, desde o início do seu mandato, mimetizar o discurso da extrema-direita.
Posição deixada hoje pelo Bloco de Esquerda, o líder parlamentar do Bloco, num registo captado pela RTP na Assembleia da República, sobre as propostas de alteração do orçamento do Estado. Fabian Figueiredo diz que é inaceitável e inadmissível a eliminação da autorização que o governo pretende fazer na Lei do Trabalho em Funções Públicas. O Bloco de Esquerda vai propor um aumento nas pensões. Fabian Figueiredo afirma que os pensionistas podem contar com o partido.
E a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia vai iniciar diligências junto do Tribunal Constitucional e também dos partidos para discutir o direito à greve em Portugal.
Este anúncio foi feito à Agência Lusa pelo presidente da ASP, que saúda também a abertura do Ministério da Administração Interna para discutir o tema. Aqui na Rádio Observador, esta manhã, Paulo Santos já tinha apontado também para um direito elementar, avisou que os agentes da polícia não vão desistir desta reivindicação. Considera o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia que o direito à greve é uma luta já muito antiga.
De facto, a senhora ministra acabou por ir ao encontro daquilo que a ASP defende há muito tempo, que é o direito à greve, que é, de facto, a compatibilidade entre o exercício da nossa missão, a segurança pública e esse direito. Mas de facto, já tivemos conhecimento do comunicado em que o governo vem, de certa forma, eu não queria dizer desautorizar a senhora ministra, mas se calhar colocar a perspectiva que o seu primeiro-ministro já no passado nos elucidou relativamente a essa matéria. Agora, há uma coisa que eu digo: a ASP não deixará de lutar pelo direito à greve.
E esta luta pelo direito à greve e esta discussão foi lançada precisamente num congresso do sindicato, um congresso que aconteceu este fim de semana na capital portuguesa.
Quanto ao Sindicato Nacional da Polícia, lamenta que o direito à greve seja um tema tabu e aplaude a atitude inicial da ministra Margarida Blasco.
Diz Armando Ferreira, o presidente da SINAPOL, que o governo devia ter aproveitado a deixa da Ministra da Administração Interna. O dirigente diz à Rádio Observador que o direito à greve nunca poria em causa a segurança pública e, portanto Também considera que não é possível compreender a atitude do Governo?
Não entendemos por que razão o Governo não aproveitou esta deixa da senhora ministra. Deveria o ter feito, até porque parece que é um tabu para os partidos do arco da governação, nomeadamente PSD e PS, este fato de se falar de direito de greve aos profissionais da Polícia de Segurança Pública. Não consigo compreender por que isso acontece. Pela primeira vez, temos que dar uma nota positiva à ministra por estas palavras e dar provavelmente uma nota negativa ao Governo por momentos depois ter dado um volte-face à questão.
Posições deixadas pela SINAPOL e pela ASP depois de um recuo do Ministério da Administração Interna sobre o direito à greve dos polícias. Inicialmente, esta hipótese foi admitida à hora de almoço, ontem, pela própria ministra Margarida Blasco e depois, à noite, o Ministério da Administração Interna divulgou um comunicado com uma posição diferente, a explicar que nas negociações que estão previstas com os sindicatos dos polícias para janeiro, pode, sim, ser discutida a representação laboral e os direitos sindicais, mas não pode ser discutido o direito à greve.
Uma hora e sete minutos. Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?
Falamos de salários. O Governo melhorou um pouco a proposta sobre aumentos da função pública para 2025, mantendo uma subida mínima de €55,27 para vencimentos brutos até €2.620 e subindo para 2,15% para ordenados superiores. Isto foi o que disse hoje o secretário-geral da FESAP, que fala de uma melhoria poucochinho. É o que diz o secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública: hoje o Governo apresentou uma proposta nova, melhorando um poucochinho o que já tinha sido apresentado. José Abrão falou à saída da reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, uma reunião que aconteceu esta manhã em Lisboa. A Polícia Judiciária está a investigar a morte de uma criança que terá sido atacada por um cão em Chaves. O incidente aconteceu numa propriedade privada e a criança foi transportada para o Hospital de Chaves e acabou por morrer. De acordo com declarações da PJ à Agência Lusa, o processo foi remetido para tribunal. O cão de raça Rottweiler foi recolhido pela GNR e entregue ao canil. A criança era residente em Espanha, estava de férias na região. A família está a receber apoio psicológico. Para fechar, João Miguel, deste conta de uma notícia sobre o roubo de duas obras de arte nos Países Baixos?
Não estou a par. O que aconteceu?
Dois retratos do artista norte-americano Andy Warhol foram roubados de uma galeria nos Países Baixos. As obras foram pintadas nos anos 80.
Incrível! E que obras de arte foram roubadas, Miguel?
Neste caso, foram roubados os retratos da Rainha Isabel II, do Reino Unido, e de Margarida II, da Dinamarca. Os ladrões usaram explosivos para entrar. De acordo com o proprietário da galeria, este foi um roubo planeado. As imagens de videovigilância mostram que os assaltantes só não levaram mais obras de arte porque não cabiam no veículo.
E a explosão deve ter causado um estrago enorme na galeria. Como é que ficou?
Neste caso, a porta foi arrancada e são visíveis destroços espalhados por toda a parte, um verdadeiro caos e duas peças importantes roubadas.
Ponto final no Jornal da Uma, que teve a edição do Miguel Cordeiro.