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Uma da tarde. Jornal da Uma, na Rádio Observador, com edição do José Rafael Lopes. José, o incêndio no Conselho de Arganil entrou em fase de resolução. Neste momento, não há qualquer ocorrência significativa ativa em Portugal.
Atualização confirmada pelo Observador junto de fonte da Proteção Civil. Desde dia 13 de agosto, ou seja, há 11 dias, que decorre o combate contra as chamas na região, em especial na aldeia do Piodão. À Rádio Observador, Paulo Fernandes, presidente da Câmara do Fundão, avisa que ainda não é altura para virar a página, mas assume que já é possível pensar no dia a seguir.
Nós hoje ainda vamos estar totalmente em alerta. O perímetro é enorme, tivemos outro reacendimento que ainda apanhou muitíssimos hectares, por isso, esperamos que, obviamente, algum reacendimento que possa acontecer na parte da tarde possa ser debelado. Como tal, ainda é um pouco cedo, mas de facto começamos a olhar agora para o dia seguinte, na perspetiva do que é que começarmos a olhar para frente, fazer todo o levantamento dos prejuízos e sobretudo, também para tudo aquilo que agora as nossas populações precisam de imediato.
O presidente da Câmara do Fundão, à Rádio Observador, faz ainda uma primeira projeção à área ardida no Conselho.
Estamos seguramente para além dos 10 mil hectares, porque até aos 10 mil hectares nós já tínhamos feito um levantamento muito rápido, uma leitura muito rápida, mas entretanto continua a haver incêndio, continua a acontecer, por isso, posso garantir que foram mais de 10 mil hectares, ou seja, mais de 100 km² que arderam de forma muito profunda, ou seja, na perspetiva de que temos quilómetros em que não temos uma mancha verde.
As palavras de Paulo Fernandes, presidente da Câmara do Fundão, na Rádio Observador. Ao longo da última semana, o incêndio, que começou em Arganil há mais de uma semana, alastrou-se até oito conselhos em três distritos, Coimbra, Castelo Branco e Guarda. Agora, no trabalho de consolidação, estão seis meios aéreos e mais de 1300 bombeiros. Também o fogo em Pedrógão Grande está em fase de resolução. São as duas ocorrências significativas sinalizadas na página da Proteção Civil, mas nesta altura não há nenhum grande incêndio no território continental.
E nos últimos dias, uma das zonas que mais preocupou as autoridades foi a frente de Loriga, no Conselho de Seia, Serra da Estrela. Os bombeiros desta localidade serrana estão confiantes de que vai ser possível extinguir totalmente as chamas ainda esta tarde.
É o relato feito pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Loriga, na Rádio Observador. O comandante António Alves explica que o objetivo é manter o trabalho de consolidação nas próximas horas e evitar o avanço das chamas.
Neste momento, o fogo está confinado aqui a um dos vales na zona da Garganta de Loriga, a este da população de Loriga. Estamos com cerca de 50 homens no terreno a consolidar o trabalho e as descargas executadas pelos meios aéreos. E é esta a nossa função e vai ser assim até o final do dia. Os elementos em terra permanecerão em terra a consolidar e os meios aéreos vão se manter no ar a fazer descargas até nós conseguirmos extinguir na totalidade esta frente e, se possível, confiná-la ali naquele espaço.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Loriga, em declarações na Rádio Observador. A frente nesta localidade foi uma das que mais preocupou as autoridades nos últimos dias. Para já, mantém-se confinada a uma zona florestal na Serra da Estrela.
E desceu o número de candidatos ao ensino superior. O presidente do Sindicato dos Professores deste grau de ensino responsabiliza a estrutura dos exames nacionais e as condições de acesso a este nível.
Quase 44 mil estudantes foram admitidos no ensino superior. Os candidatos nesta primeira fase desceram 16% face ao ano passado. À Rádio Observador, o líder sindical, José Moreira, do Sindicato dos Professores do Ensino Superior, afirma que cabe à tutela decidir agora se faz ou não sentido diminuir o número de vagas.
Se é motivo ou não de preocupação. Eu creio que depende de qual é que é a escolha que o país e que o poder político quer fazer em relação à maneira como os nossos estudantes acedem ao concurso normal de acesso ao ensino superior. Portanto, se querem apertar as condições do acesso, isso vai diminuir, obviamente, o número de pessoas que se podem candidatar. Se voltarmos às regras pós-pandemia, portanto, o número de pessoas que se podem candidatar poderá, obviamente, aumentar.
José Moreira prevê que a segunda e a terceira fase do concurso não seja suficiente para esgotar as vagas nas instituições de ensino e ficaram mais de 11 mil lugares por preencher nas universidades e nos institutos politécnicos. É uma subida de 130% em relação ao último ano.
Terceira medalha para Portugal no Campeonato do Mundo de Canoagem em Milão. João Ribeiro e Messias Batista conquistaram a prata na categoria K2 500 metros.
A dupla defendia o título mundial alcançado na Alemanha em 2023. Esta dupla, João Ribeiro e Messias Batista, concluiu a prova a apenas 16 centésimos de segundo da dupla da Hungria, que acabou por ficar com o ouro. João Ribeiro, após a prova, sublinha que a medalha dá força para o ciclo olímpico, que está a arrancar, depois de uma participação que ficou abaixo das expectativas nos Jogos Olímpicos de Paris.
É um sentimento especial Há dois anos fomos campeões do mundo. O ano passado foi muito complicado, onde falhamos o principal objetivo em Paris. Viemos aqui com um sentimento de vingança. Não conseguimos ganhar, mas há um ciclo olímpico pela frente e vamos lutar.
Já Messias Batista destaca o bom registo da dupla nestes campeonatos do mundo, uma medalha de ouro e uma medalha de prata. Ainda assim, não esconde que o objetivo era mesmo o primeiro lugar.
No fim, a minha perceção foi que estávamos totalmente à frente. Demos tudo o que tínhamos e só no fim é que vi que os húngaros estavam ligeiramente à frente e ganharam. O mérito é deles, foram melhores que nós. A verdade é que a nossa prova correu muito bem. Faltou esse bocadinho, mas como o João disse, tenho certeza que não podemos ficar tristes com o segundo lugar. Estar um pouco reticente, simplesmente porque vínhamos com a ambição do ouro, mas são os campeões do mundo K4 e os campeões do mundo K2. Vamos voltar para casa com duas medalhas em duas distâncias olímpicas. Não sei se há algum atleta que repete isso.
Messias Batista e João Ribeiro, medalhistas de prata em K2 500 metros. A entrevista à RTP a partir de Milão, pouco depois de terem terminado a prova, é o terceiro pódio para Portugal, que já tinha conquistado um ouro em K4 500 metros e um bronze em K1 1000 metros. Esta manhã, Fernando Pimenta falhou o pódio em K1 500 metros. À tarde, vai tentar de novo conquistar uma medalha, desta vez na prova dos 5000 metros.
Boa sorte para o Fernando Pimenta. 01:07, Zé. Que outras notícias marcam a atualidade?
Baixa de última hora para o Futebol Clube do Porto. No jogo de hoje, frente ao Casa Pia, o brasileiro Pepê, que tem sido titular nos últimos jogos, sofreu um traumatismo no olho com uma lesão ocular. Fica de fora das opções do técnico Farioli para o jogo de mais logo. O extremo passa também a ser dúvida para o clássico com o Sporting no próximo fim de semana, mas para já é certo que fica de fora do jogo com o Casa Pia, que arranca às 18h. Hoje, Dia Nacional da Ucrânia, o Presidente da República reafirma o apoio de Portugal ao país. Marcelo Rebelo de Sousa enviou uma carta de felicitações ao homólogo ucraniano, em que nota que a Rússia está a fazer de conta que nunca invadiu a Ucrânia e que está a tentar avançar com um acordo de paz sem cessar fogo para tentar negociar parcelas do território ucraniano. Também para assinalar este dia, o presidente francês saúda a coragem e a bravura do povo ucraniano para continuar a lutar contra a agressão russa. É uma mensagem divulgada na rede social X. Já o chanceler alemão afirma que Berlim está a apoiar de forma feroz a Ucrânia. Milhares de manifestantes pró-Palestina reuniram-se na Austrália para protestar contra a ação de Israel na Faixa de Gaza, de acordo com o jornal "The Guardian". Os manifestantes exigem sanções e o fim do comércio de armas da Austrália com Tel Aviv, dias depois de um organismo apoiado pela ONU ter confirmado que Gaza vive uma situação de fome. É o ponto final no Jornal da Uma, que teve edição do José Rafael Lopes.